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terça-feira, 24 de março de 2009

Controle Remoto - Texto opinativo



O controle remoto da TV é um invento muito útil e que nos trouxe bastante comodidade, tanto que nos habituamos a usar este objeto, que como diria minha ex-professora “se tornou uma extensão do nosso braço e até do pensamento. È praticamente automático, quase involuntário, até dá a impressão que nossos dedos agem por conta própria.

Por outro lado, essa comodidade e facilidade em se trocar de canal, não deve ser muito interessante para as empresas que fazem anúncios na TV, pois o controle remoto nos possibilita trocar de canal sem ter que levantar ou fazer qualquer esforço maior, soma se isso aos muitos canais da TV por assinatura e pronto, não há mais a necessidade de se ver comerciais.

Olhando de outra perspectiva, o controle remoto pode ainda, fazer com que nós não prestemos atenção por muito tempo em determinado assunto, automaticamente, saímos mudando de canal em canal, e com isso vamos absorvendo apenas fragmentos das informações que são transmitidas, o que faz com que a mensagem completa não seja passada.

Certa vez, fiquei uns três dias sem o controle remoto da TV, e comecei a perceber que sem ele, eu ficava mais tempo nos canais e por isso assistia os programas por inteiro, e com isso absorvia toda a informação.

Talvez seja preguiça ou comodismo, mas o fato é que o controle remoto entrou em nossas vidas e hoje faz parte delas, e isso porque estou falando do controle da TV e no mundo moderno em que vivemos, o controle remoto está espalhado por todos os lados, seja para controlar todos os eletrodomésticos da casa ou para ligar o alarme do carro, então o que será que poderíamos esperar para os próximos anos? Um controle remoto que controle nossas ações, ou um que controle o clima? Ou talvez um controle remoto para bichos de estimação.

O ser humano é tão criativo que as vezes chega a ser perigoso, então esperemos que os controles remotos parem nos eletrodomésticos mesmo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Época de eleição - Texto opinativo

IMAGEM RETIRADA DO http://www.oesteonline.pt/forum/fmessage.asp?whichpage=1&pagesize=10&fID=5238&grupo=6&gruponome=Peniche


Época de eleição; alguns candidatos novos outros já conhecidos, mas o que não muda são as promessas, as estratégias de campanha e o discursos. É sempre a mesma ladainha, “temos de dar voz ao povo”, “é chegada a hora da mudança”, “o povo no poder” e todo aquele blá blá blá.

Todos os candidatos dizem que vão fazer uma campanha limpa, mas no final das contas TODOS “apelam” e partem para as ofensas pessoais. E o povão vê tudo e acha bonito, alguns até compram a briga e “saem na porrada” uns com os outros participando sem saber desse joguinho político que é a eleição.

Sem contar que muito dos candidatos a vereador, alem de prometerem “mundos e fundos”, se utiliza do cargo ou da profissão que ocupa ou ocupava, para com isso tentar conseguir votos. E ficam falando “quando eu era isso eu fiz aquilo”, como se ele não tivesse recebido um salário para trabalhar, como se tivesse feito um favor.

Tem também os candidatos que me proporcionam por um momento a risada devido a tamanha bobagem falada ou da bizarrice do mesmo, e depois me causa muita indignação, que me desculpem os que não sabem ler, escrever e pronunciar as palavras corretamente, mas no meu modo de ver, o mínimo que um candidato a ocupar um cargo público deve saber é falar, e o que mais eu vejo são candidatos que não nem dizer a palavra numero corretamente.

Insistem em dizer “meu numuro, numro”, eu penso que para se exercer um cargo de tal importância a pessoa tem que no mínimo saber falar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mistura de músicos no reggae

Ras Nazareno (Seu Stylinga), Pablo Barata (Seu Stylinga), Brener Serafim (Natti Child), Edu Lemos (Maracutaia S.A) e Laisa Bastos (Dona Miúda)
FOTO: DIVULGAÇÃO

Iniciou-se nesse domingo, dia 7, de setembro, na Cachaçaria do Durães, o Projeto Cultural Reggae - Leão do Cerrado que terá apresentações de músicos de reggae com a participação de vários artistas de Montes Claros se apresentando no mais puro “Freestyle”, onde os músicos tocam independentemente de serem da mesma banda ou não, levando som de qualidade e muito ritmo ao público.

Ras Nazareno Marvin é o idealizador do projeto e conta que além de fomentar o cenário do reggae na cidade o projeto também tem seu lado social, os ingressos custam R$ 2,00 mais um quilo de alimento não perecível que será doado a instituições filantrópicas da cidade.


- Eu assistia a um jornal local e vi uma reportagem sobre uma garotada que estava afim de aprender a tocar, mas não tinha dinheiro nem para se inscrever no conservatório, e isso me tocou. A gente tem o intuito de fazer oficinas para a comunidade, no meio da rua mesmo, fazer para todos, com instrumentos de arte, convidando vários professores para ensinar . Quando terminarem essas apresentações aos domingos, vamos recolher os alimentos arrecadados e doar para uma entidade a ser definida ainda – explica o músico.


MONTES-CLARENSE
Ras Nazareno é natural de Manaus, estado do Amazonas, trabalha com reggae há 11 anos, conhece e aprecia o estilo musical há 20 anos. Há três anos trabalha também com produção musical e toca há um ano na banda montes-clarense Seu Istylinga. Ele frisa que também tem como intenção a valorização dos grupos e dos artistas e afirma que não vão ficar de “braços cruzados” esperando algum tipo de apoio, que eles mesmos, os músicos, podem fazer seus próprios eventos.


- Esse projeto foi feito também para conseguir um maior foco da cena musical do reggae na cidade, não só levantando o estilo, mas frisando também a valorização dos grupos e das bandas daqui e até mesmo do trabalho próprio de cada músico. Não queremos ter que esperar pelo apoio de empresários para poder tocar, nós próprios podemos nos unir e fazer os eventos. Estamos inclusive vendo a possibilidade de gravar uma coletânea do Leão do Cerrado para depois podermos divulgar ainda mais essa cena do reggae na cidade – conta entusiasmado o reggueiro.


OBJETIVO
Ele conta que o objetivo do projeto é levar a cultura reggae à todas as partes da cidade sem interesses capitalistas, se preocupando em difundir o estilo musical para todas as pessoas independentemente de sua idade ou classe social, apresentando novos talentos dessa tendência musical e também com programas na área de cultura e educação e com isso, contribuir para a redução da violência e para o entretenimento consciente e saudável dos jovens.


Esse tipo de iniciativa beneficia a todos, o público que ganha uma opção de lazer cultural de boa qualidade, as bandas e músicos que tem uma maior divulgação do seu trabalho e também os empresários e comerciantes que apóiam, pois esse tipo de evento gera indiretamente vários tipos de consumo, como o de bebidas e comidas, além de proporcionar uma maior exposição da marca da empresa ou comércio. É o que afirma o empresário Andrey Meoli que é proprietário de um estúdio e apóia o projeto cultural.


- Todo tipo de valorização cultural é válida. Nós como estúdio, buscamos sempre estar apoiando e valorizando toda forma de apresentação cultural musical, independentemente de estilo. Toda música tem que ser assimilada de uma forma que venha contribuir a com o bem estar de quem esta ouvindo o som. A boa música tem que ser mais difundida e mostrada principalmente na nossa cidade que é recheada de grandes talentos – conta o empresário.


ESTRÉIA
No domingo de estréia do projeto, apesar do calor intenso, um bom público compareceu e prestigiou o reggae tocado por vários músicos conhecidos da cidade como Edu Lemos da banda Maracutaia S.A. e Pablo Barata do Seu Stylinga, entre outros.


André Bahia é baixista da banda Maracutaia S.A. que também faz parte do Leão do Cerrado, ele conta que esse tipo de iniciativa serve como fonte de conhecimento musical para o público que por muitas vezes desconhece a filosofia do reggae.


- Eu acho muito bacana esse evento, que é uma idéia inovadora e eu espero que venha muita gente conhecer a filosofia do reggae, para entender o que é na verdade, não só uma bagunça musical, mas sim a idéia que o reggae quer transparecer para as pessoas. – afirma o músico.


MULTIMIDIA
Dentro das apresentações do projeto acontecerão ainda, exibições de documentários e videoclipes relacionados ao reggae, proporcionando ao público a visualização da cultura.


SERVIÇO
O Projeto Cultural Reggae – Leão do Cerrado será realizado todos os domingos durante o mês de setembro na Cachaçaria do Durães que fica na Rua Justino Câmara, nº69, Centro. O ingresso cobrado é de R$ 2,00 mais um quilo de alimento não perecível que será doado para entidades filantrópicas da cidade. O dinheiro arrecadado vai para a estruturação das bandas e do projeto. Para mais informações (38) 9164-8375.


MÚSICOS E BANDAS QUE PARTICIPAM DO LEÃO DO CERRADO
Seu Stylinga
Maracutaia S.A.
Mandala Roots
Beu Viana
Flavin Ribeiro
César Ruído Jack
Charles Brown Marques
Hebert Canela
Pedro Boi
Jamy

terça-feira, 29 de julho de 2008

Por que escolhi ser jornalista - texto opinativo




Na minha opinião, o jornalismo tem como essência a comunicação e a informação. É através do trabalho do jornalista que grande parte da população se informa sobre os fatos e os acontecimentos de seu interesse e por muitas vezes baseia sua opinião naquilo que ele leu, assistiu ou ouviu. O jornalista é um formador de opinião. No Brasil a maioria da população ainda é muito “ingênua”, para não dizer outra coisa, e se influencia muito facilmente por noticias tendenciosas publicadas por profissionais que deveriam informar ao invés de manipular.

Eu acredito que se a fonte de informação da grande maioria (no caso são os jornais, revistas, telejornais, rádios), tiver uma opinião menos tendenciosa talvez possa melhorar um pouco a situação do país. E é por acreditar nisso que eu escolhi o curso de jornalismo. Eu, assim como tantos outros jovens brasileiros, acredito que o Brasil tem potencial para deixar de ser o país do futuro, e se tornar o país do presente e que essa mudança tem que ser feita em todos os aspectos da sociedade inclusive nos meios de comunicação.

O jornalismo por ser tão importante para a sociedade merece ser tratado com mais respeito e dignidade pelos que exercem a profissão, e eu escolhi o curso para tentar fazer minha parte para o engrandecimento não só da profissão como do Brasil num todo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Remédios - Texto Opinativo



No Brasil não são permitidas propagandas de cigarro, a propaganda de bebidas alcoólicas também é muito contestada. Esses dois produtos, obviamente são prejudiciais à saúde e dependendo da propaganda podem sim estimular uma pessoa a usá-los.

Porem, eu nunca vi, li ou ouvi alguém falar sobre propaganda de remédio, que no meu modo de ver é algo muito mais perigoso do que o cigarro e o álcool. Somos bombardeados diariamente com propagandas que vão de um simples anestésico a ate mesmo remédios para tratar das hemorróidas. Muitas dessas propagandas, transmitem a idéia de que irão mudar para melhor a vida de quem os usa, induzindo talvez pessoas que são sadias, porem são facilmente influenciáveis.

Por muitas vezes a pessoa vai tomar aquela remédio, não por que seu medico recomendou mas, porque gostou da propaganda . Esse tipo de coisa (comprar pelo anuncio e não pelo produto) ocorre com todo produto que é veiculado em propagandas, como refrigerantes, eletrodomésticos, carros, produtos para limpeza, produtos para beleza dentre tantas coisas que nós não precisamos, mas que os anúncios fazem parecerem imprescindíveis para a nossa vida.

A grande diferença é que remédios tomados sem necessidades podem causar muitos efeitos colaterais levando o individuo até a morte, e ao que parece isso passa despercebido, talvez pelo fato das grandes empresas farmacêuticas gerarem muito dinheiro, e onde há lucro, há também uma "autoridade" irresponsável que pode facilmente ser corrompida.  

Otis

O filme conta a historia de um serial killer gordo e pervertido que se apaixona facilmente por garotas, e acaba tendo elas como suas vitimas, as seqüestrando e forçando-as a encenar um jogo doentio no qual ele fantasia. Nesse jogo, Otis usa sempre o mesmo padrão se assim podemos dizer. Ele é Ottis e a garota é Kim, coincidência ou não, esse é nome da mulher de seu irmão que não sabe da vida de seqüestros e assassinatos de Ottis.


A vida de Otis se resume a sua casa e seu trabalho como entregador de pizza, e é entregando pizza que ele conhece e se “apaixona” por suas vitimas. Após seqüestrá-las, Otis liga para a família da garota e pedi autorização dos pais para que ele possa levar “Kim” ao baile. Essa fantasia que é vivida por Otis, nada mais é que a vida que seu irmão não teve. Dentro do seu jogo ele faz com que a vitima dance com ele em um salão improvisado, e também finge star jogando futebol americano e que ela é uma líder de torcida que está vibrando pelas suas jogadas.


No filme, após varias garotas de alguma maneira resistir e acabarem mortas por isso, Otis consegue seqüestrar mais uma garota, a adolescente Riley Lawson, e repete todo o processo. Porem em uma das vezes que seu irmão estava em casa – o irmão de Otis sempre o estava xingando por ele viver em uma casa toda bagunçada e por ele de certo modo não ter responsabilidade – a garota consegue fugir e ligar para os pais que estranhamente parecem mais preocupados com a localização de Otis do que do bem estar da própria filha.


A família pede para que a filha não conte a ninguém a localização do seqüestrador nem mesmo para a policia. A família então (pai, mãe e irmão) se arma de todas as maneiras possíveis, de taco de baseball a furadeira, e parte rumo à casa de Otis para fazer justiça com as próprias mãos. Desde ponto em diante o filme que até então se propunha a ser de terror/suspense começa a ficar cômico, de uma maneira bem sinistra, mas cômico.


Ottis havia saído de casa para trabalhar, e não sabia que a garota havia escapado. A família dela entra na casa sem nenhum problema e fica aguardando a chegada de Otis.


O pai já dentro da casa, meio que se arrepende e eles tem uma pequena discussão. Eis então que eles escutam um barulho. Alguém chegou em casa. Eles se preparam e quando a porta se abre eles já atacam. Imobilizam e amarram quem eles pensavam ser Otis numa cadeira e o torturam de varias maneiras possíveis até que ele morre. O telefone do pai da garota toca. Ele atende e é o policial que descreve as características de Otis. Dito isso a família percebe que cometeu um erro, verifica a identidade de quem eles mataram e não era Otis e sim o seu irmão. A família também não sabia que haviam câmeras no local, mas pra sua sorte eles não estava direcionadas para eles, e só captaram o audio. No final eles descobrem que Otis era o entregador de pizza que por varias vezes foi a sua casa. Eles pedem uma pizza e esperam. Quando a campainha toca o irmão de Riley, Elmo, atira três vezes contra a porta e o filme acaba sem que a gente saiba se eles mataram a pessoa certa ou não.


O filme lembra muito um episodio da serie “Criminal Mind’s”, porem com mais humor. De terror mesmo não tem nada. No filme é perceptível como a repórter que noticia o caso é bastante sensacionalista, o que no meu modo de ver é uma critica a nossa imprensa atual que adora ver uma desgraça. No geral o filme é razoável, sua trilha sonora é muito boa, solos de guitarra e muito rock in roll mas, o enredo em si não é lá essas coisas.

HANCOCK -


O filme conta a historia de um “herói” diferente, que tem atitudes pouco convencionais em relação aos outros “heróis” que vemos nos filmes e series. Ele é alcoólatra, e por mais que tente nunca consegue fazer as coisas direito e sempre acaba odiado pelas pessoas que ele “salva”.


Geralmente, quando tenta salvar alguém, Hancock destrói tudo a sua volta, causando enormes prejuízos a sua cidade. Em um dessas tentativas, ele conhece Ray Embrey, um agente de Relações Públicas que recentemente perdeu o emprego e se propões a melhorar a imagem desse herói que até então é rejeitado pelas pessoas. Quando a mulher de Ray, Mary, e Hancock se encontram, ocorre uma inexplicável e imediata conexão entre os dois.


Pelo fato de ser constantemente criticado pela midia, o RP acha uma boa idéia Hancock se entregar para policia (ele tem inúmeras intimações que nunca compareceu), para que todos sintam sua falta. Ele de inicio não gosta mas, acaba aceitando e se compromete a fazer um tratamento contra o alcoolismo e para controlar a sua fúria.


Mesmo dizendo que não importa com o que as pessoas acham dele, ele vai para a cadeia, acatando a ordem do juiz. Na cadeia ele encontra vários presos que ele mesmo colocou ali. De inicio eles queria arrumar confusão com ele, mas após ele literalmente enfiar a cabeça de um na bunda do outro eles o deixaram em paz.


Com Hancock preso, a criminalidade acaba subindo, e as pessoas inclusive a mídia que o criticava acabam sentindo a sua falta. Ele volta à ativa, salva o dia e as pessoas reconhecem. Ele ganha status de celebridade.


Ele não se lembra de nada do seu passado, e acaba descobrindo depois de muita resistência que Mary, a mulher de Ray, também é como ele e que os dois já foram casados e tem mais de 3000 anos. Ele descobre também que se os dois ficarem próximos um do outro eles se tornam mortais.


È um filme muito interessante, mostra o lado de um super-herói que nós não estamos acostumados a ver, o lado humano, com vícios e sentimentos. Apesar de não explicar o que é o Hancock e de onde originaram seus poderes o enredo é muito bom, o filme tem varias cenas engraçadas e um final de certo ponto surpreendente.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Besouro


Terça-feira, 19h15min, lá vou eu para mais um dia cumprindo a minha penitencia, quero dizer dependência, na faculdade, se eu não tivesse "vacilado" no semestre anterior certamente eu estaria indo assistir aula na minha antiga turma, mas isso não vem ao caso.

Cheguei por volta das 19h20min fui ao pátio da faculdade fumar um cigarro e em seguida subi para a sala de aula. Assisti os dois primeiros horários normalmente e desci para o pátio para fazer uma "boquinha". Terminado o intervalo voltei para a sala, para assistir os dois últimos horários.

A aula prosseguia normalmente, a não ser é claro pelo fato de varias mariposas e besouros sobrevoarem nossas cabeças e a todo instante corríamos o risco de uma colisão "acidental", mas fora isso tudo estava na sua mais perfeita ordem.

Com o transcorrer da aula, alguns colegas foram ficando irritados com os insetos que insistiam em perturbar as nossas paciências. Vendo que um dos "bichinhos" se aproximava dos pés da professora, e, envoltos por um sentimento de ódio e vingança pediram para que a professora esmagasse o famigerado inseto que se aproximava cada vez mais.

Num ato de desespero o pequeno besouro se agarrou na sapatilha da professora, proporcionando uma cena "tocante". A professora, mesmo ouvindo os "gritos" pela "cabeça" do infeliz, ergueu a ponta do pé para não esmagar o mesmo e, com todo cuidado possível se deslocou até o canto da sala é com um gesto delicado tentou por duas vezes sem obter sucesso, se desfazer do novo amigo que, se apegou tanto que não queria se desgrudar dali. Após uma pequena odisséia de incessantes tentativas o bichinho saiu.

Indagada pelos demais colegas qual o motivo daquele esforço todo para salvar a vida de um simples e pequeno inseto. Rapidamente ela respondeu "cada besourinho desses tem sua devida importância na natureza".

Todos se calaram e a aula prosseguiu mesmo com os besouros e mariposas insistindo em nos tirar a atenção.

A aula já estava terminando quando alguém bateu na porta da sala e a professora prontamente foi verificar quem era.

No trajeto entre a mesa e a porta eis que a professora esmaga o besouro sem querer e diz “bom eu pelo menos tentei”.

sexta-feira, 7 de março de 2008

"Liberdade" - Texto Opinativo


Vivemos em uma sociedade que quer nos passar a idéia de que somos livres. Mas será que somos realmente livres? Nós temos liberdade para fazer muitas coisas porem, não temos liberdade de decidir sobre nossas próprias vidas. Se uma pessoa está com uma doença incurável, que aos poucos irá debilitar o seu organismo, e que vai lhe matar de uma maneira lenta e dolorosa, essa mesma pessoa que teoricamente é livre, não tem o direito preferir morrer ao ter que suportar tamanho sofrimento.



A eutanásia é proibida, é proibido que tenhamos controle sobre nossos próprios rumos. Com isso, algumas pessoas que já não sentem mais necessidade de viver ou já não agüentam mais viver, como não podem fazer algo que não seja doloroso, optam por se enforcar, pular de prédios, atirar contra a própria cabeça, dentre tantas maneiras horríveis de se terminar uma vida.

O mesmo acontece com as drogas. Pelo fato da sociedade ser tão hipócrita a ponto de não legalizar as drogas, tirando das pessoas a liberdade de escolha, se quer usar ou não, as pessoas que sentem necessidade de usar das mesmas são obrigadas a se envolver com criminosos para poder exercer o seu direito de escolha.



Muitas pessoas "batem no peito" é gritam que são livres, mas na verdade não passa de uma liberdade falsa que nada mais é que uma maneira de manipulação. Se realmente fossemos livres teríamos o direito de escolher o que fazer com as nossas próprias vidas.


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Maior Abandonado
























As pessoas que constituem nossa "sociedade" tem alguns comportamentos um tanto quanto estranhos. Por exemplo, ao ver ou ler uma reportagem sobre um bebê que foi abandonado pela mãe, muitas pessoas já reagem com indignação em relação a tal atitude e tentam imaginar como uma mãe teria coragem de abandonar o próprio filho.

O que me causa estranheza é que milhares de crianças estão abandonadas nas ruas, nos becos, nos lixões e em tanto outros lugares que não deveriam ser sua moradia e poucos são os que se importam. Porem, se o recém-nascido for abandonado em algum local e isso se tornar noticia, rapidamente dezenas de pessoas já estarão fazendo fila para poder adotar a criança.

Então analisando friamente os fatos, a atitude dessa mãe ou pai, de abandonar sua prole, não é de todo o mal. Se está criança for entregue a algum orfanato,  ficaria muito tempo por lá, como tantas outras e talvez ela não conseguira nem ser adotada. Mas se a mesma for abandonada a chance aumenta, porque se a criança for encontrada e sair na midia irá causar comoção nas pessoas que lerem ou virem a noticia. As mesmas pessoas que até então não se importavam com todas as crianças do nosso país que estão pelas ruas, dormindo sobre o sereno frio e solitário das noites.

Será que é necessário que uma criança passe por uma situação de "quase morte" para poder se tornar atrativa para ser adotada por alguém? Por que tantas pessoas se sensibilizam com bebes abandonados, mas nada fazem pelas outras crianças que foram e são abandonadas desde o dia em que nasceram e são até hoje?

Nossa "sociedade" é muito hipócrita, e enquanto essa hipocrisia continuar, as atrocidades como as que acontecem todos os dias com milhares de crianças que estão abandonadas por todos os cantos do país continuaram a acontecer.

PICUINHA

Nossos queridos "representantes" alem de todas suas falcatruas, são cheios de picuinha. Se já não bastasse serem muito bem remunerados, se aposentarem com pouco tempo de "trabalho", ferias, etc. Eles ainda ficam arrumando maneiras para fazerem menos que já fazem.

Ao assistir algumas sessões da Tv Câmara e da Tv Senado, pude observar certas atitudes que penso não serem muito corretas. Enquanto alguém esta falando no palanque, por exemplo, é fácil identificar varias pessoas falando ao celular ou conversando sobre qualquer assunto que seja, isso quando estão presentes.


Quando há alguma votação, é impressionante a capacidade que alguns partidos tem de conseguir travar todo e qualquer assunto que seja. Mesmo que se trate de um assunto simples, tem sempre aquele partido e/ou parlamentar que pede para o projeto seja repassado, pois, não teria havido tempo para poder se analisar o mesmo.


Sempre tem alguma coisa, ou seja; eles já ganham para não fazer quase nada e ainda tentam de todas as maneiras não fazer absolutamente nada! Um tempo atrás, os senadores não queriam votar nenhum projeto porque não concordavam com a presença do senador Renan Calheiros que era o Presidente do senado. Porem esses mesmos falsos moralistas não caçaram o mesmo Renan Calheiros.


Resultado; os políticos ficam nesse corporativismo, travam de toda e qualquer maneira os projetos nos senado e câmaras e nisso o tempo vai passando, o bolso deles vai enchendo e o Brasil só vai afundando. Nossa população deveria abrir os olhos e não votar nesses sanguessugas que nada fazem pelo nosso país.


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

APARÊNCIA


A aparência pode fazer com que interpretemos mal ou até mesmo não gostemos de uma pessoa antes mesmo de conhece-la. De uma maneira ou de outra, fomos condicionados desde de pequenos, a relacionar certas aparências a tais tipos de pessoa. Seja por meio de desenhos animados, comerciais de televisão, novelas, filmes, revistas, sempre estão tentando nos impor conceitos baseados na aparência e na estética. E é baseados nesses conceitos, que a grande maioria das pessoas pré-julgam e taxam as outras, sem nem mesmo terem conhecimento sobre esse individuo, que por muitas vezes é totalmente oposto ao que sua aparência supostamente demonstra.

Muitas pessoas ficam com medo, olham de maneira diferenciada ou até mesmo ridicularizam quando vêem alguém que não se enquadra com os padrões “aceitáveis” da nossa “sociedade”, que por sinal tem tradição em humilhar e até mesmo agredir o diferente.

È o que acontece com cabeludos, tatuados, roqueiros, dentre tantas outras pessoas que sofrem por pensar, agir e se vestir diferente da maioria.
A aparência pode de certo modo valer mais até que o tão cobiçado dinheiro, que move o mundo atual. Uma pessoa com dinheiro e mal vestida é barrada em determinados locais. Já uma pessoa bem vestida, mesmo que não tem um centavo no bolso com certeza irá ser bem recebida em qualquer lugar que vá.

Nossa “sociedade” segue padrões e conceitos que pararam no tempo. Vivemos num mundo de aparências onde a verdadeira face jamais é conhecida. A imposição desses padrões leva as pessoas a uma interminável busca de uma falsa beleza e gera preconceitos e discriminações.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

BRASILEIRO


O esporte é algo que pode nos levar a sentimentos profundos. A emoção e a garra com que os atletas disputam cada ponto, cada gol, cada tarefa, é de se comover. É incrível como o simples fato de se ter alguém ou um grupo representando nosso pais já nos sentimos envolvidos e participantes dessas situações.

Há pessoas que só se sentem orgulhosas de terem nascido no Brasil quando alguém no esporte faz algo fenomenal ou quando nosso país ganha algum titulo ou medalha. Mas estariam essas pessoas erradas? Seria tão errado assim se sentir constrangido ou de certo modo envergonhado por ter nascido em um país onde a corrupção comanda, e, os políticos só agem em causa própria e não pelo povo e para o povo?

Seria realmente correto celebrar a vitória de um país que praticamente faz de conta que você existe na maioria das vezes? Não seria a hora de começar a se valorizar o brasileiro em tempo integral e com isso começar a respeita-lo dando condições para se ter uma vida digna e ai sim poder se orgulhar do seu país? Não seria esse o momento de se haver uma mudança geral de conceitos?

Apesar de tudo eu tenho orgulho de ser brasileiro, não por alguma conquista no esporte ou por algo do tipo. Mesmo com tanta corrupção e desordem ainda acredito que aja solução. Sou brasileiro por natureza e por essência. E se todos os brasileiros também fossem assim, quem sabe teríamos um situação diferente. Se todos tivessem orgulho do Brasil e se realmente o amassem, não deixariam os políticos fazerem o que fazem e ainda continuarem nos seus cargos e sendo releeleitos ano apos ano.

DEVERIAMOS AMAR NOSSO PAÍS A PONTO DE NÃO NOS DEIXAR SUBMETER A TANTAS FALCATRUAS E DESMANDOS DOS NOSSOS REPRESENTANTES!

terça-feira, 10 de julho de 2007

Como surgem falsos herois





- Artigo baseado no livro "Coração das trevas" do autor ingles Joseph Conrad -


Ao longo do tempo, as pessoas vêm se habituando a acreditar em idéias, seguir ideologias e acreditar em coisas que elas não conhecem e/ou não tem certeza se realmente existem. Guiados por um sentimento irracional e cego, elas são capazes de “mover mundos e fundos” para poder seguir tais idéias, mesmo que nunca tendo retorno continuam a acreditar.


O livro “Coração das trevas” do autor inglês Joseph Conrad, exemplifica bem como isso facilmente ocorre. No livro, um navegador que se aventura por um rio no meio de uma floresta e a todo tempo ouve historias e elogios sobre um tal “Kurtz”, de como ele era bom nisso ou virtuoso naquilo.


O tempo foi passando e o navegador que antes nunca havia ouvido falar do tal “Kurtz” de tanto ouvir sobre o mesmo começou a acreditar naquelas historias e começou a criar uma expectativa para encontrar o tal homem magnífico. O navegador não o conhecia pessoalmente ou sequer tinha certeza que ele realmente existia, mas já acreditava tanto que sentia que tinha vivenciado aquelas historias ou como se conhecesse o tal “Kurtz”.


No final de sua busca o navegador se encontra com o sujeito de quem ele tanto ouviu falar e de quem esperava tanto. Para sua decepção o tal “Kurtz” já não passava de um velho homem em seu leito de morte. Hoje em dia, milhões de pessoas no mundo inteiro acreditam em diversas historias, lendas, mitos, tabus, heróis e salvadores sem nem mesmo ter certeza que os mesmos realmente existiram.


Em vez de “Kurtz”, as pessoas acreditam, seguem, idolatram, morrem e matam por Jesus, Deus, Alá, Buda, etc. As pessoas já são “programadas” para aceitar tais idéias, regras, ou costumes, pois estariam fazendo isso em nome de um desses “Kurtz” e que no final serão recompensados.


E elas realmente acreditam que tudo seja verdade, mesmo que já se tenha provado o contrario. E se alguém as questionar elas simplesmente dirão que é “fé”. As pessoas nunca questionam as ordens e os ensinamentos dos “Kurtz”, que são passadas de pai para filho de geração em geração e ao longo do tempo vão se espalhando em torno do mundo.


E com isso, ninguém nunca pensa que esses conceitos, essas regras, esses tabus, esses mitos, essas lendas, foram criadas no intuito de fazer com que as pessoas sigam determinados padrões e regras que por sua vez é de interesse de um grupo que age exclusivamente em seu beneficio.
Por causa desses “Kurtz”, o mundo de hoje está cheio de divergências, intrigas, guerras onde às pessoas se matam e morrem, seguem determinadas regras, tem certos pré-conceitos em nome de algo ou alguém que pode nunca sequer ter existido. Talvez se as pessoas seguissem suas próprias idéias e expressassem sua opinião, elas poderiam ser os seus “Kurtz”.





Uma analise semiótica da bíblia e das religiões

















As pessoas acreditam, seguem, idolatram, morrem e matam por Jesus, Deus, Alá, Moises, etc. Nunca questionam as ordens e os ensinamentos que são passadas de pai para filho de geração em geração e ao longo do tempo vão se espalhando em torno do mundo.


Com isso, muito dificilmente alguém pensa que esses conceitos, essas regras, esses tabus, esses mitos, essas lendas, foram criadas no intuito de fazer com que as pessoas sigam determinados padrões e regras que por sua vez é de interesse de um grupo que age exclusivamente em seu beneficio próprio.


Fazendo uma analise semiótica dessa situação, podemos constatar que a bíblia, por exemplo, é um símbolo, que só existe porque milhões de pessoas (que são seu interpretamem) acreditam e seguem a mesma, assim como o alcorão e qualquer outro documento ou texto considerado religioso. É necessário lembrar, que dentro desses símbolos existem os signos que são exatamente o que diz e determina cada ensinamento citado dentro desses textos.


Os deuses (Deus, Jesus, Alá, Maomé, Buda, etc) podem ser considerados também como símbolos já que cada livro, texto ou documento religioso se refere a um ou a vários deuses específicos. As pessoas na sua grande maioria seguem conceitos estipulados pelas religiões conhecendo apenas o sentido de cada uma, a grande maioria desconhece o seu significado.


O sentido no caso pode ser o conforto ou a suposta redenção proporcionada pela religião, mas o significado, a certeza de que aquilo é o certo ou se é a verdade absoluta, isso ninguém nunca terá, a menos que algum desses deuses resolvam aparecer por aqui.


O significante no caso seria o que as pessoas imaginam que é verdade, anjos, os próprios deuses, supostos redentores dentre varias coisas que são visualizadas por cada pessoa que acredita em uma determinada religião. Isso gera um sentido diferente para cada pessoa que o interpreta.


A semiótica da paixão se faz presente nessas religiões pelo modo como uma grande parte das pessoas age influenciada ou em defesa dessas religiões. Ao longo da evolução do mundo varias divergências foram criadas, guerras iniciadas, avanços tecnológicos foram atrasados, tudo isso em nome da religião, dos dogmas e regras estipuladas pelas mesmas.


O grande conflito que existe no Oriente Médio, por exemplo, é causado porque um lado segue uma religião e suas determinadas doutrinas e regras e o outro discorda dessas e segue uma religião diferente. Isso gera uma serie de divergências e essas pessoas não conseguem aceitar as diferenças de cada religião e movidos por esse sentimento acabam por se matar em guerras que duram décadas.


Um exemplo mais recente aconteceu em 11 de setembro de 2001, onde Osama Bin Ladden coordenou o atentado as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York. Os terroristas, que estavam dentro dos aviões, deram fim a suas vidas e a de outras milhares de pessoas em nome de uma religião.


Chega ser irônico, o fato da religião que deveria ser para justamente unir as pessoas e fazê-las conviver harmonicamente umas com as outras independentemente da opinião, cor, ou credo, provoque tantas mortes e guerras.


As religiões em geral também causam um grande atraso à evolução do mundo. Quantos e quantos cientistas e estudiosos tiveram seus projetos atrasados ou abandonados por temerem a reação que a igreja teria, temendo uma represaria. Hoje em dia, por exemplo, o Papa que é o líder da religião católica, mesmo sabendo de todas as doenças sexualmente transmissíveis existentes é contra o uso da camisinha.


O Papa também é contrario ao uso de anticoncepcionais, e afirma que o sexo só deve ser para a reprodução e não para o prazer e também é contra o uso de células tronco em pesquisas, mesmo sabendo que essas pesquisas podem salvar vidas e fazer pessoas paralíticas voltarem a andar.
A mulher se seguir os ensinamentos da bíblia tem que ser totalmente submissa ao homem dentre tantos outros absurdos que a bíblia prega.


A bíblia é o maior símbolo da religião católica, e está cheia de preconceitos, doutrinas e dogmas que são da idade média e que não se encaixam de maneira alguma no mundo atual. São esses dogmas, doutrinas e preceitos que geram o fanatismo e a interpretação equivocada por algumas pessoas.
As religiões deveriam se atualizar para que tenham mais significado. Enquanto houverem conceitos ultrapassados servindo de sentido para as pessoas, elas continuaram agindo pela emoção e não pela razão.

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