TRANSLATE JORPS TO YOUR LANGUAGE

Mostrando postagens com marcador Samuel Fagundes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Samuel Fagundes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cultura argentina associada à mineira


O argentino Miguel Angel Amaya mora no Brasil há 23 anos, reside em Montes Claros há mais de 15 anos, produz artesanato, e estuda artes na unimontes. Miguel veio para o Brasil na década de 80, ele conta que antes de vir sempre teve a curiosidade de conhecer o país, que na época o impressionava muito também pelos seus cantores.


- Eu sempre gostei de viajar, já conheço outros paises, fui mochileiro, pegava só as mochilas e saia de carona. O Brasil sempre me chamava a atenção, pelos seus cantores, me lembro na época do Vinicius, Toquinho, e eu gostava da maneira como os brasileiros falam, e o Brasil é um país muito grande e eu sempre tive curiosidade de conhecer até que um dia tive a oportunidade vir, gostei e não fui mais embora. – Revela Miguel.


Segundo ele na época em que veio para o Brasil, a Argentina passava por um processo de ditadura e isso foi um dos motivos que o fizeram deixar seu país de origem. O primeiro lugar em que morou foi na Bahia, que para ele serviu como um descanso para a mente.


- O primeiro lugar em que morei foi na Bahia, tenho muitas lembranças de lá. E quando sai da Argentina estava na época da ditadura militar e isso me influenciou também, porque eu não compartilhava com as idéias que no momento estavam acontecendo lá, e nesse momento em que fui para Bahia foi engraçado, porque lá não tem esse peso político, então foi como uma limpeza na minha cabeça. Na Bahia eu me senti muito bem, aprendi muita coisa e isso foi uma dos fatores que me influenciaram a vir morar no Brasil. – Conta Miguel.


MINAS GERAIS/ARGENTINA
O bem humorado Miguel afirma que Minas Gerais o lembra a Argentina pela intelectualidade do povo mineiro que tem a cultura diferente da Bahia. De acordo com o argentino, Montes Claros aconteceu por uma casualidade.


- Montes claros foi uma casualidade, eu morava em Belo Horizonte, após morar na Bahia, um colega me falou que havia um trem que iria para Bahia, mas o trem ia mesmo era para Monte Azul, nesse trem eu conheci uma galera de Montes Claros que me convidaram para uma festa, e eu fui ficando e conheci minha mulher que na época começamos a namorar, então eu ia para a Bahia, mas sempre voltava para ver minha mulher. E eu fiquei indo e voltando até que nasceram meus filhos e eu comecei a me firmar até ficar só em Montes Claros. E foi bom porque antes eu viajava e não tinha em mente ficar um lugar e fazer uma casa, ai quando você tem filhos você começa a rever essa situação. E isso foi bom porque consegui me organizar, estudar, hoje tenho minha família. Quando eu saia só para viajar eu deixava tudo para traz e hoje dia não faço mais isso. – Revela Miguel.


DIFICULDADES
Miguel conta que sente saudades da Argentina, e diz que sempre que pode volta lá, ele conta que quando é perguntado sobre a questão do futebol fica dividido, pois gosta do Brasil e da Argentina, e então fica sem saber para quem torcer. Segundo ele, as principais dificuldades para se adaptar foram a comida de cada lugar em que passou e também o idioma, mas que está barreira foi mais facilmente superada com ajuda da hospitalidade brasileira que para ela é maravilhosa.


- Uma das dificuldades que eu tive foi para adaptar com a comida, em cada lugar tem uma comida diferente, a principio você não gosta, mas o homem é um animal de costumes, à medida que o tempo passa vai se acostumando, e acaba se adaptando bem. E outro problema que eu tive foi com o idioma, para você se relacionar o idioma é fundamental e para mim custou bastante aprender, inclusive eu ainda falo mal apesar de morar no Brasil há 23 anos. Mas aqui o pessoal é muito hospitaleiro, então eu fui muito bem recebido, isso ajuda na adaptação, porque imagina se o pessoal fosse fechado, por exemplo, meu filho foi a Espanha há um tempo atrás e me disse que as pessoas são muito fechadas, não falavam com ninguém, e isso atrapalha na adaptação, porque mesmo que você tenha decidido ficar, você não ter amigos é muito ruim. Aqui no Brasil, apesar de não me entender o que eu falava, ficavam comigo e não interessavam as palavras, era mais afeto, de pensar “é um cara de outro país que está aqui sozinho, vamos ajudar ele” e esse foi um fator fundamental para que eu ficasse aqui. – Relembra Miguel.


Segundo Miguel o clima também foi algo complicado para que ele se adaptasse, a principio sofreu muito, diz que ainda sofre um pouco, mas que já está adaptado.


ARTESANATO
Miguel conta que começou a trabalhar com artesanato quando tinha vinte anos, e aprendeu numa viagem que fez ao Peru. Lá ele conheceu artesãos que o ensinaram a fazer pulseiras, brincos e assim foi aprendendo. Ele diz que no Brasil em muitos lugares chegava com artesanato, mas acabava se empregando em outras coisas. Já trabalhou em bares, limpava alguma casa, de tudo um pouco. O artesanato sempre foi uma coisa boa para ele que se chegasse a algum lugar e não tivesse serviço fazia seu artesanato e vendia.


Segundo ele, a principio só produzia artesanato, mas com o tempo a família foi crescendo e cresceu também a necessidade de vender mais. Ele conheceu um pessoal do Peru que mora em São Paulo, e começou a comprar deles. Miguel revela que hoje em dia compra mais do que produz, e que sua mulher é quem ainda produz algum artesanato, ele concerta mais do que cria.


OBJETIVOS
O argentino Miguel atualmente é acadêmico do curso de Artes da Unimontes, ele revela que teve de fazer todo o primeiro e segundo grau novamente por não ter papeis que provassem que ele estudou na Argentina. Miguel fez supletivo e conseguiu ingressar na faculdade, e agora pretende ser professor quando formar.


- Eu sempre pintei, e fiz algumas coisas de arte, e ai eu e um amigo colombiano que conheci aqui, entramos no conservatório e nos formamos em decoração, e lá alem de aprender muitas técnicas eu fui incentivado pelo pessoal para que eu seguisse estudando. Como eu não tinha nenhum papel provando que eu estudei na Argentina, eu tive que fazer supletivo de tudo, e ai fui fazendo e consegui passar na Unimontes. E eu entrei mais para pintar, mas o curso é mais voltado para você ensinar arte, e foi interessante, eu gostei muito. O Brasil que tem um grande potencial, mas precisa mudar na educação e se puder ajudar, eu ficaria muito feliz. Tenho estudado, procurando fundamentos que me dêem consistência para poder dá aula, eu sei que sozinho não vou mudar nada, mas se cada um fizer sua parte podemos mudar. Um poeta chileno que eu conheci me deu uma definição do Brasil que gostei muito, perguntei a ele o que pensava do Brasil e ele respondeu “O Brasil é uma pedra preciosa, só é preciso ser lapidada” e é verdade, o Brasil tem um potencial bem grande, e a educação é um dos pontos fracos do país e se eu puder ajudar seria muito bom. Sei que não sou brasileiro, mas de coração eu me considero. Vou me formar no final do ano que vem e penso em dar aulas, mas quero seguir estudando, fazer um mestrado, um doutorado e também sempre fazendo artesanato. – Conta o bem humorado e entusiasmado Miguel.


SERVIÇO
Miguel vende seus artesanatos na loja La Luna loja 46 que fica no 1º piso do Shopping Popular de Montes Claros. Telefone 3222 – 2139.

Rock invade Moc durante o fim-de-semana

Foto: Coletivo Retomada
Mais de 1600 pessoas compareceram aos
quatro dias de Rock Reunion

O Rock Reunion, festival realizado no ultimo fim de semana na Casa da Juventude, reuniu bandas de Montes Claros, Brasília de Minas, Salvador e São Paulo e contou com a presença de mais de 1600 pessoas nos quatro dias de shows, palestras e oficinas.



A estrutura do festival foi muito bem organizada, o som estava com uma ótima qualidade e foi utilizado com muita qualidade e propriedade pelas bandas. A organização do evento também foi a melhor possível, seguranças contratados fizeram à segurança dos shows que correram sem nenhum tumulto. De acordo com a organização do Rock Reunion foi enviado um oficio a guarda municipal solicitando a sua presença, mas não obtiveram resposta.


O estudante Thiago Eliedson, que freqüenta shows de rock já há algum tempo, ressalta que o Rock Reunion foi muito bem estruturado e organizado, sendo inclusive mais seguro que outros evento do tipo.



- Eu achei o evento muito mais organizado que outros festivais que às vezes têm algumas confusões, e hoje eu vi uma estrutura muito boa e com muita organização e segurança. Os shows foram muito bons e de muita qualidade. – Diz o estudante.



EVOLUÇÃO DO ROCK

Para Franklin Chaves, ex vocalista da banda Proud e que vivenciou um momento mais difícil do rock em Montes Claros, os eventos de rock atuais evoluíram muito e com isso se formou uma nova cena que vem atraindo cada vez mais pessoas.



- Os shows de rock de antigamente eram muito mal organizados e na época nós não tínhamos uma estrutura como a que eu pude presenciar no Rock Reunion. Eu nunca havia visto uma estrutura de show desse nível para bandas de Montes Claros tocarem. E eu tive a oportunidade de ver aqui um dos melhores shows da minha vida. A cena está perfeita, e está surgindo uma nova galera que comparece em peso aos shows. – Afirma Franklin.



Tiago Ramos Ferreira é baixista da banda Dharma que veio de Brasília de Minas para tocar no festival. Para ele o evento superou as expectativas em todos os aspectos, desde a organização ao publico, que segundo Tiago não era esperado pela banda.



- Esse é nosso terceiro show, já havíamos tocado antes em Brasília de Minas, e estamos trabalhando um CD independente. Nós tínhamos uma expectativa muito grande de vir tocar em Montes Claros e participar do primeiro Rock Reunion. O evento chamou nossa atenção, e com certeza o show superou o que esperávamos, o som estava ótimo, a organização não deixou a desejar em nada, e o publico ainda não conhece a banda, mas mesmo assim participou ativamente e isso com certeza é muito bom. Sempre que tivermos uma oportunidade de voltar a Montes Claros, a gente vem com maior prazer. – Conta o baixista.



Bandas de variados estilos dentro de rock se apresentaram e agradaram o publico que não parou por nenhum momento. A banda Sofia, que já tem mais de cinco anos foi uma das atrações do sábado. O vocalista da banda, João Paulo Dourado revela que apesar da banda tocar um som mais pop o público participou com muito entusiasmo da apresentação.



- O show superou as expectativas, a gente sabe que tocar numa reunião do rock é o mesmo que “jogar em casa”, a galera vem e já sabemos que vão gostar do repertorio. O publico estava muito animado, para a gente foi show de bola. A estrutura do evento está muito boa, a galera do som trabalhou muito bem. Nossa banda não é de rock pesado, nos tocamos um pop rock com algumas pitadas de hard rock que é o que nós gostamos de fazer e a galera teve uma aceitação muito boa. – afirma João Paulo.



INTERCAMBIO CULTURAL

Vários produtores e ativistas culturais de diversas partes do país participaram do festival, Ricardo Sales é produtor musical da banda Incrédula que veio de Salvador, Bahia, para tocar no evento. O produtor revela que pretende levar a idéia e a estrutura do Rock Reunion para seu estado.



- O Rock Reunion está sendo muito bom, muito bem organizado e com uma participação excelente do público. Nós não conhecíamos a cena do rock de Montes Claros, e está sendo muito interessante poder participar e conhecer e esperamos que continuem assim. Existe espaço para rock em Salvador apesar de ser um pouco restrito em relação à mídia, que tem preferência a bandas de axé e pagode, e o rock se sente um pouco discriminado, mas estamos lutando, fazendo os eventos acontecerem. Atualmente em Salvador o ponto mais forte da cena é o Palco do Rock que acontece durante o carnaval e vai completar 15 anos em 2009. Estamos estudando a idéia de fazer uma edição do Rock Reunion em Salvador para mostrarmos que o rock tem uma cena e que tem que acontecer, não é possível que as bandas de rock tenham que viver escondidas o tempo todo, e tenha que ser altamente independentes. Temos que fazer acontecer e queremos levar toda essa estrutura para realizamos uma edição do evento lá na Bahia. – Revela o produtor.



Para Marcos Reis, percussionista da banda Merrow de São Paulo, a Associação do Rock de Montes Claros e Região, é uma das grandes responsáveis no crescimento da cena do rock na cidade. Ele conta que em São Paulo apesar deles terem mais espaço, o fato da cidade ser muito grande acaba dificultando ações coletivas como a do Rock Reunion.



- O que vimos desde o inicio aqui em montes Claros é que associação do rock torna mais fácil o acesso do rock in roll as pessoas. Em São Paulo realmente você tem rock em todas as esquinas, mas a cidade é tão grande que às vezes a gente se perde dessas pessoas, é muito difícil você encontrar no meio de oito milhões de pessoas, público que curta o nosso som. Eu diria que eventos como esse acabam reunindo todas as pessoas que gostam da cultura do rock in roll, então realmente São Paulo é uma capital cultural do Brasil, e lá somos recebidos muito bem, mas no meio de tantas pessoas é mais difícil de se garimpar o publico do rock. Aqui a gente sentiu que é mais fácil, porque a galera tem a associação, e eles buscam se ajudar para ter eventos como esse sempre. Isso a gente tem que aplaudir porque em São Paulo é muito difícil de se fazer algo do tipo. – Afirma Marcos.

Foram quatro dias de shows, palestras e oficinas sempre com uma grande presença de público, inclusive no domingo em que eram esperadas menos pessoas, devido ao fato de que a maioria dos freqüentadores dos shows de rock ou estudam ou trabalham na segunda-feira.

- Foram dois dias com muita gente, com muita banda legal, todo mundo dando o melhor e é legal porque temos a oportunidade de divulgar nossas músicas e nossas idéias. Nós nem esperávamos que viessem tantas pessoas no domingo, mas a força das bandas e da organização do festival é que trouxe todo esse pessoal para vir aqui curtir o som das bandas, mostrando que a galera não está bitolada só nas modinhas. – Conta Wagner de Oliveira Alves, vocalista da banda Álamo.



PRESENÇA FEMININA

A presença feminina não ficou somente entre o público, as bandas Merrow, Incrédula e Lócus mostraram que seja no vocal ou exercendo alguma outra função, a presença das mulheres alem de acrescentar qualidade as bandas e ao evento é de extrema importância para a cena cultural. A estudante Daniela Santos Borborema é a vocalista da Lócus, ela revela que teve um pouco de receio no inicio pois segunda ela ainda existe um certo preconceito em relação a mulheres que cantam esse estilo.



- Eu confesso que fiquei com medo, porque eu acho que ainda existe um certo preconceito com relação a uma mulher cantar esse estilo, mas eu acho que isso chamou a atenção do publico, eu reparei que as pessoas pararam para prestar atenção, o que aumentou minha responsabilidade no palco, mas o show foi muito bom. Esse evento foi muito importante para nossa cidade, porque é uma maneira de apoiar as bandas independentes e incentivar a composição própria e assim mostrar a nossa cultura. Afirma Daniela.



UNIÃO

O Rock Reunion foi promovido pela Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R), Secretaria Municipal de Cultura, Stúdio Rock, Plug Cooperativa de Cultura Independente, site Solte o som.com.br, Instituto geraes de Arte Independente e o Coletivo retomada. O evento ainda conta com o apoio da Associação Cultural Clube do Rock de Salvador, Associação dos Fotógrafos Profissionais de Montes Claros, jornal o Norte de Minas, dos sites Bem na net, Riskanet e Jornalismo Possilga, do Hollywood rock bar, Stereo produtora, Tocata instrumentos musicais, rádio Transamérica, Uhu fanzine, Souza de Paula Comunicação e da Coordenadoria da juventude.



Para mais informações sobre a Associação do Rock de Montes Claros e Região acesse www.armcr.blogspot.com.



domingo, 2 de novembro de 2008

A milenar arte da pintura com nanquim










Rogério Castro também coleciona carrinhos e já tem
quase 800 modelos (foto: XU MEDEIROS)



A tinta nanquim é um material corante que foi desenvolvido pelos chineses há mais de dois mil anos. Em Montes Claros, Rogério Batista Castro, professor da Escola Técnica na área de desenho técnico e projetista industrial autônomo, há mais de 30 anos pinta quadros utilizando essa técnica milenar.

O artista conta que desde criança tem o dom de desenhar, e que quando morou em Belo Horizonte, na década de 1980, conheceu na feira livre uma pessoa que fazia esse tipo de desenho com nanquim. Daí começou a ajudá-lo, e quando menos percebeu já estava desenhando. Acabou pegando gosto pela coisa. Desde então o artista continua fazendo desenhos, procurando sempre aprimorar sua técnica.


Ele explica que esse dom de desenhar vem de família, já que duas irmãs também pintam quadros, além de sua mãe que, segundo ele, sempre desenhou muito bem. Revela que ter tomado aulas de pintura com suas irmãs, mesmo não sendo de nanquim, o ajudou a ter uma boa perspectiva e uma noção de desenho.


De acordo com Rogério, a opção pelo nanquim foi motivada pelo fato de ser uma técnica bem mais difícil que as pinturas convencionais, e como um desafio ele começou a desenhar com nanquim.


- Optei pelo nanquim, porque sempre tive vontade de aprender a técnica. Quando estudava, tinham aqueles livros de Geografia, ilustrados, e eu me entusiasmei com isso, apesar de que é uma técnica muito difícil. Mas, hoje, para mim já não existe dificuldade nenhuma. Na época era muito complicado, na verdade foi um desafio eu partir para o nanquim. Também por causa disso, achei que eu não iria ter condições de fazer, mas me dediquei muito e hoje desenho naturalmente sem nenhuma dificuldade - conta Rogério.

POUCO VALOR
Rogério revela que em Montes Claros esse tipo de pintura não é muito valorizado, que geralmente o pessoal de fora é quem dá mais valor. Ele conta que tem quadros em vários lugares, até fora do Brasil, como nos Estados Unidos, Portugal e França. Normalmente as pessoas vêem os quadros através de amigos ou da internet e partindo disso o pedem para desenhar.

De acordo com Rogério, no nanquim são utilizadas hachuras, que é um traço na diagonal tanto num sentido como no outro, ou então o que eles chamam de pontilhismo, que utiliza pontos de acordo com cada caneta usada dependendo da espessura da pena.

O artista já participou de quatro exposições em Montes Claros, e também de uma exposição no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, outra em Diamantina e foi convidado a expor em Ouro Preto ainda neste ano.

Rogério explica que desenha através de fotos, mas que também tem desenhos criados através da imaginação. Para ele, pintar é uma terapia de relaxamento, é quando ele nem vê o tempo passar, é quando brinca como uma criança.

- Alguns desenhos surgem naturalmente, eu estou observando alguma coisa, se eu achar interessante já começo a desenhar. Essas pinturas funcionam para mim como higiene mental, é um descanso que eu tenho, quando estou desenhando é como se eu estivesse brincando, eu nem vejo o tempo passar. Eu trabalho mais focado em paisagens, em casarões. Quando eu vejo alguma coisa que eu quero pintar, eu corro e tiro uma foto para poder começar a desenhar logo, se não tiver como tirar a foto eu guardo aquela imagem na cabeça com a memória fotográfica, mas se for o caso eu desenho com qualquer coisa, para poder ao menos lembrar de uma parte da imagem e depois poder desenhá-la. - Diz Rogerio.

PAIXÃO
Além de pintar quadros com nanquim, Rogério também coleciona miniaturas de carros. Começou com o hobby quando tinha cinco anos de idade, e após mais de quarenta anos já acumula quase 800 carrinhos.

- Eu comecei a colecionar carrinhos há 42 anos, porque eu sempre gostei de carro e também porque meu pai tinha uma loja de brinquedos e ai já comecei a me entusiasmar. Atualmente tenho quase 800 carrinhos, e até hoje quando vejo um que eu não tenho vou e compro, muitos também eu ganho de presente. Cada carrinho tem uma história, eu tenho até hoje o meu primeiro carrinho. Certa vez eu fui com minha mulher comprar uns carrinhos e o pessoal da loja perguntou se era para meus filhos e eu disse que não, que era para mim mesmo. Muitas pessoas estranham esse meu hobby. Meu pai viajava muito para Bahia, e trazia para mim carrinhos de metal que na época eram muito difíceis de encontrar pelo fato de serem importados, às vezes eu os escondia dentro do colchão para ninguém mexer e estragar.

Segundo Rogério, os carrinhos que ele coleciona são escolhidos pela originalidade, ele revela também que alguns modelos como o carro de fórmula-1, por exemplo, ele não coleciona. Ele conta que quando os carrinhos começam a ficar mais velhos e perdem a cor, ele e o filho reformam as miniaturas.

- Quando os carrinhos vão ficando mais velhos, começam a perder a cor, eu e meu filho os reformamos. O trato em um carrinho desses é mais difícil que de um carro de verdade, porque você tem que polir, tem que lavar e usar pincéis para limpar e se você pegar muito estraga a pintura por causa do sal do suor que sai da mão. - Afirma Rogerio.

De acordo com Rogério, hoje é possível comprar miniaturas de carros a partir de R$ 5 e que é possível comprar só as peças também, existem ferros-velho como os de carro de verdade na internet.

Ele revela que já recusou uma oferta de R$ 1.500 em um modelo, e ressalta que só não está colecionando como antes por falta de tempo e espaço e também porque alguns modelos subiram muito de valor - carrinhos que antes custavam R$ 50 hoje são vendidos por R$ 200.

Rogério diz que não vende nenhum de seus carrinhos por motivo algum, mas em relação aos seus quadros ele explica que quem se interessar pode entrar em contato pelos telefones 8825 – 7573 e 3222 – 7573 ou ainda por e-mail; rogeriobdecastro@uaol.com.br ou rbccastro@hotmail.com.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Encontro da leitura com Marina Colasanti


FOTO: DIVULGAÇÃO



A escritora Marina Colasanti esteve em Montes Claros nessa quinta-feira, 23, para fazer a palestra de abertura do projeto Forma Leitores, que faz parte do programa Estado de Minas Tim Grandes Escritores.

A autora possui mais de 30 títulos publicados e já recebeu diversos prêmios literários, alem de escritora é também poeta, jornalista, pintora, já foi publicitária, roteirista e apresentadora.

Em entrevista ao reporter Samuel Fagundes, pelo jornal O NORTE Marina Colasanti fala sobre literatura, seu amor pelo jornalismo e sobre a leitura no Brasil. Confira a seguir:


Samuel Fagundes: Como é para você retornar a Montes Claros?


Marina: Eu viajo muito por Minas, pelo interior, e para mim é sempre uma alegria muita grande, a cultura tem que ser levada para todas as partes.

Samuel Fagundes: Você já passou por muitas cidades brasileiras, grandes centros e cidades do interior como Montes Claros. Você vê alguma diferença entre esses leitores?


Marina: O leitor é um individuo que se debruça sobre os livros, e ao fazer isso ele adentra no livro com seu sentimento, e isso não muda. O leitor é sempre leitor independentemente da cidade em que vive. Nos grandes centros, os livros são mais acessíveis e as pessoas por muitas vezes estão mais aptas à leitura. A leitura atinge a alma do ser humano.

Samuel Fagundes: Em sua opinião, qual a importância da leitura para o desenvolvimento da cidadania?


Marina: Hoje em dia já existe um consenso universal de que o livro não só é importante para a formação de cidadãos como também para a formação do individuo como pessoa. A leitura é necessária no nosso dia-a-dia, pois traz cultura e conhecimento.

Samuel Fagundes: Você concorda com a afirmação de que o brasileiro lê pouco?


Marina: Virou moda dizer que o brasileiro lê pouco, e eu não concordo com isso. Por muitas vezes quem critica nem é um leitor. A questão não é que os brasileiros lêem pouco, é que queremos que leiam mais, esse é o ponto principal.

Samuel Fagundes: Jornalista, escritora, poeta, pintora, já foi publicitária, roteirista e apresentadora. Existe alguma coisa que você não faça?


Marina: Existem varias coisas que eu não faço, mas tudo que eu fiz e que faço, é porque tenho o desejo de fazer, não fiz nada pensando na carreira profissional. É da minha natureza estar sempre diversificando, procurando novas coisas.

Samuel Fagundes: Como você vê o jornalismo brasileiro na atualidade?


Marina: O jornalismo brasileiro hoje em dia, principalmente o cultural está muito fraco. Me dá vontade de sentar na beira da calçada e chorar. O jornalismo está mais dinâmico, utilizando-se dos recursos atuais como a Internet para divulgar e obter informações, mas por outro lado eu percebo que muitos jovens saem das universidades despreparados, muitas vezes se apoiando nos “googles” da vida e ao invés de fazer uma pesquisa de campo mais abrangente, fazem as coisas “nas coxas”. Eu tenho paixão por jornalismo, mas as pessoas têm que saber também que o jornal não é apenas um prestador de serviço, é uma empresa, e como tal tem que gerar lucro. Os jornais dos grandes centros têm mais recursos e por isso na maioria das vezes são mais bem trabalhados, o que não nos impede de se encontrar uma anta num jornal de uma capital ou de se encontrar um grande jornalista num jornal do interior.

Samuel Fagundes: O que você acha de participar do projeto Forma Leitores e como você acha que o público irá absorver tudo?


Marina: Eu sou apenas uma vírgula desse projeto, haverão também oficinas, intervenções artísticas e palestras de outras pessoas que também são muito importantes para a fomentação da leitura. Eu sou uma militante da leitura, e quando você a leva para algum lugar ela naturalmente adere às pessoas. O mais importante é que daqui saiam formadores de leitores, não devemos deixar essa responsabilidade só para as escolas, um pai, uma mãe ou uma avó que tenha o hábito de ler e incentivar seus filhos e netos é um formador e essa atitude de dinamizar a formação de novos leitores é de suma importância. Na palestra eu falo sobre a leitura, sobre e-mails que eu recebo de pessoas que trabalham com projetos de leitura em diversas partes como em presídios e a parte que eu mais gosto, que são as perguntas da platéia, onde as pessoas que estiverem presentes podem tirar suas duvidas e é disso eu posso perceber como que o público absorveu toda essa informação.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Tatuagem: Estilo cultural que sobrevive ao preconceito

O tatuador Marcilio Andrade é conhecido como Tillim
e tatua há 12 anos em Montes Claros
(foto: XU MEDEIROS)


Com a chegada do verão e conseqüentemente com o aumento do calor, as pessoas tendem a mostrar mais seus corpos e com isso se preocupam com o que irão mostrar. Pensando nisso, muitas pessoas aproveitam a época para fazer tatuagens e assim personalizar a própria pele.






Marcilio Andrade Silva faz tatuagens há 12 anos em Montes Claros e, é conhecido como Tillin. Ele explica que no verão a procura é dobrada, em épocas mais frias eles atende cerca de duas a três pessoas por dia e no verão às vezes faz até oito tatuagens.





- O clima é o fator fundamental, o sol traz a necessidade das pessoas mostrarem seus corpos, não usar tanto tecido. O pessoal quer sair tomar sol e que expor seu corpo, e faz dele uma maneira de se expressar e de se estilizar - revela o tatuador.






Falando sobre o preconceito, Tillim afirma que hoje em dia não existe mais a discriminação de antigamente e que para ele, hoje a tatuagem é vista como mais uma forma de arte.




- Alguns grupos sociais ainda têm esse preconceito, mas no geral hoje não existe mais isso. Eu acredito que uma série de fatores influenciou nessa descriminalização da tatuagem, tanto fatores intelectuais, pois o cidadão tem uma visão preconceituosa não é uma coisa legal, e pela questão da população no geral ter atingindo um certo nível cultural e com isso viram que esse preconceito é uma coisa arcaica e não deve ser continuado – afirma Tillim.




Ele conta que começou a tatuar porque sempre teve admiração por tatuagens e por ter aptidão para desenhar, juntou as duas coisas e assim começou. Ele ressalta que o início foi árduo, por causa do preconceito que havia na época e também pela dificuldade em conseguir equipamentos e matérias de qualidade.




- Eu sempre gostei de desenhar, eu juntei isso com a vontade de tatuar, e então fui para o processo de aplicar o desenho na pele. Antes era mais difícil encontrar materiais e equipamentos profissionais, até pela questão da localização da nossa cidade, que fica fora do eixo Rio de Janeiro/ São Paulo onde o cenário é mais expressivo – conta.




Tillim fala que os equipamentos e materiais para tatuagem evoluíram muito desde quando começou, e devido a popularização da técnica, surgem novas empresas que produzem produtos específicos para esse tipo de arte, que durante muito tempo era feito quase que de forma artesanal.




- No início as maquinas de tatuar eram feitas artesanalmente, as agulhas não eram próprias para tatuar, o pigmento (tinta) não era próprio, e hoje já existem determinadas linhas de pigmentos, que você pode escolher o que é melhor. As máquinas ficaram profissionais, já existem agulhas próprias para a tatuagem. Os materiais e equipamentos estão evoluindo naturalmente, as empresas estão sempre procurando se aperfeiçoar, até porque hoje em dia existe mais concorrência então, estão sempre se atualizando – diz.




De acordo com Tillim, uma tatuagem pode custar desde R$ 35,00 a até mais de R$ 1.000. Ele explica que tatuagens grandes são divididas por sessões, então existem tatuagens que já estão na décima sessão e ainda não estão completas. Essas sessões são feitas porque deve haver um espaço de tempo de sete a quinze dias que é para a cicatrização.




Tillim fala que as tatuagens no geral pertencem a algum estilo, como o tradicional que são geralmente águias, navios, cavalo alados; oriental que são dragões, carpas; newschool parecido com o desenho animado, mais colorido; o realismo que aborda mais rostos de pessoas e cenas de filmes, alem de outros.




O tatuador ressalta a importância de se trabalhar com equipamentos esterilizados e materiais descartáveis e de qualidade. Ele revela que uma máquina de tatuar custa em média R$ 500,00, a agulha que é descartável, geralmente é vendida de mil em mil e em média custa R$: 200,00. Cada tubo de tinta custa de R$50,00 a 60,00, Tillim explica que ao aplicar a tinta na pele, boa parte da tinta é desperdiçada, então um tubo de tinta acaba não sendo suficiente.




- Trabalhar com equipamentos higienizados e de qualidade é fundamental até pela questão ética, você saber o procedimento correto e fazer da melhor maneira possível, porque você tem que dar o seu melhor no seu trabalho, e para isso trabalhar com o melhor para possa exaltar e mostrar o seu talento. Não adianta você ser uma pessoa talentosa e trabalhar com material de má qualidade – afirma.




Tillim diz que podem ser tatuados maiores de 18 anos, os menores de 14 a 17 anos só podem com autorização dos pais. Ele ressalta que no caso dos mais novos é complicado tatuar até pela questão da pele deles ainda irá crescer, e pode acontecer do desenho mudar de lugar, mas sem perder a forma. Segundo ele há relatos de tatuagens que foram feitas no tornozelo e foram parar próximas da coxa.




Os desenhos mais pedidos atualmente, segundo Tillim, são os desenhos orientais, dragões, carpas e coisas do tipo. Ele diz que gosta de tatuar qualquer desenho, independente de qual seja, diferentes de tatuadores de alguns lugares que se especializam em determinados desenhos.




Ele revela que a pele branca mesmo sendo mais sensível e vulnerável ao sol, evidencia melhor o desenho de uma tatuagem. O tempo médio para se retocar uma tatuagem pode varias dependendo dos cuidados tomados e também da regeneração da pessoa, mas o tatuador recomenda se fazer um retoque a cada seis anos.




SERVIÇO
O estúdio de tatuagem de Tillim fica na Rua Gerânio, 129, Monte Alegre. Telefone 3213-2941.




CUIDADOS APÓS A TATUAGEM
Ao término da tatuagem é colocada uma bandagem, essa bandagem deve ser retirada em média duas horas após. Esse é o período em que o sangue coagula. Ao retirar deve-se lavar e passar uma pomada que vai auxiliar na cicatrização.




Durante quinze dias após a tatuagem devem ser seguidas as seguintes precauções:
· Não tomar banho de mar, sauna, piscina;
· Não expor a tatuagem diretamente ao sol;
· Evitar alimentos gordurosos e condimentados;
· Aplicar uma camada bem fina da pomada para cicatrização no mínimo três vezes ao dia até completar a cicatrização;
· Aplicar protetor solar de fator 40 toda vez que for expor a tatuagem ao sol.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

União de todos em favor do rock



A Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R.) em parceria com Associação Cultural Clube do Rock de Salvador Bahia (ACCRBA), realizará nos dias 6, 7, 8, e 9 de novembro a primeira edição do Rock Reunion.

De acordo com Fred Sapúlia, presidente da A.R.M.C.R., o objetivo do festival é tornar pública a riqueza cultural e artística presente no cenário musical independente da região, assim como efetivar a conexão cultural entre Minas Gerais e Bahia através da apresentação e participação de produtores e ativistas culturais de ambos os Estados.

- Além de estarmos unindo as bandas e os músicos, também queremos unir todos os ativistas culturais, os grupos culturais organizados, produtores, fotógrafos, designers, jornalistas, além do público que é fiel a esta cultura e que compartilham dos mesmos objetivos – explica Fred.

INTENÇÃO

Ele explica que também tem a intenção de criar parcerias com associações culturais de outros estados, possibilitando assim uma maior interação entre bandas, músicos e o público, que é quem ganha mais.

Fred conta que a idéia de se fazer o festival surgiu do fato de que em Montes Claros existem várias ações coletivas agindo em prol da cultura do rock, porém de forma separada, cada qual organizando seus eventos. O Rock Reunion, segundo Fred é uma maneira de unir todas essas pessoas.

- O Rock Reunion que pode ser traduzido ao pé da letra como reunião do rock, nada mais é que a união não só dos músicos, como também dos grupos para a realização de um grande evento que pretende entrar para a história do cenário do rock de Montes Claros e Região e iniciando assim uma revolução cultural – revela Fred Sapúlia.

PARTICIPAÇÃO

Ele ressalta que a participação de todos, músicos, bandas, grupos, ativistas culturais e todos aqueles que apreciam este segmento cultural que é o rock, é de fundamental importância para que este tipo de ação se torne cada vez mais freqüente. Ele conta que a idéia é abrir espaço para que outras parcerias, inclusive com empresas e instituições públicas e privadas, possam ser feitas, pois como o objetivo principal é o crescimento da cena, então toda ajuda é bem vinda.

- O Rock Reunion dará visibilidade e oportunidade aos artistas que participam e também é uma maneira de mostrarmos para empresários produtores e também para toda a sociedade montes-clarense que o rock in roll já não é mais aquela cultura marginalizada e desorganizada de outros tempos. Atualmente, os shows de rock têm padrões mínimos de qualidade e de estrutura, que não seriam possíveis sem a união, o trabalho e o esforço de todos – ressalta.

BANDAS

Trinta bandas, da região e de outros estados do Brasil, se inscreveram para participar do festival. Para a seleção foi formada uma comissão com os principais ativistas culturais do segmento rock e observando os critérios de qualidade musical, foram selecionadas de maneira democrática as 18 bandas que participarão do primeiro Rock Reunion (Veja a relação das bandas selecionadas ainda nesta matéria).

Para Clayton Souza, vocalista da banda Vomer que foi selecionada, a expectativa é muito grande e revela que sua banda inclusive está preparando um show, que segundo ele será algo que nunca foi feito por uma banda aqui cidade.

- Este evento está sendo muito aguardado por nós, estamos produzindo um show diferente para a galera que for prestigiar, algo que nunca feito por uma banda aqui da cidade. Montes Claros vem sendo berço de grandes bandas de vários estilos e se houvesse um pouco mais de apoio da iniciativa privada as coisas estariam melhores, ainda é complicado conseguir patrocínio para os eventos. Mas esperamos que isso melhore com o tempo, para nós da Vomer esse é um festival muito importante. Queremos fazer um show que seja inesquecível para nós e para todos que forem, estamos ansiosos para subir ao palco do Rock Reunion – conta o vocalista que também é vocal da banda Soprones que fará sua estréia no festival.

ROCK NA CIDADE

O presidente da Associação do Rock de Montes Claros e Região se mostra muito otimista em relação a tudo que vem acontecendo em prol do rock na cidade e afirma que em breve Montes Claros será referência em organização e realização de eventos deste tipo.

- Alem da A.R.M.C.R, há vários grupos organizados e empresas privadas que acreditam no potencial artístico dos grupos musicais e dos artistas da cidade e da região. A união de todos esses grupos, tornam possível a visualização de um futuro muito promissor. Em alguns anos Montes Claros será referência nacional quando o assunto for cultura independente. A expectativa é que o Rock Reunion seja o maior evento de rock que essa cidade já viu, tanto em questão de público, como de organização e estruturação. Espero que as pessoas compareçam para poder prestigiar todo esse trabalho, que esperamos que seja o início de uma nova era do cenário roqueiro da cidade e da região – conclui Fred.

APOIO

O festival conta com o apoio do Coletivo retomada, do Instituto Geraes de Cultura Independente, Plug - Cooperativa de Cultura Independente, Associação dos Fotógrafos Profissionais de Montes Claros, dos sites Solte o Som. Bem Na Net e Riskanet, além da Produtora Stereo, do Studio Rock, Uhu Fanzine, Piratazine, do Hollywood Rock Bar, da rádio Transamérica, Jornal O NORTE, Funorte, Tocatta Instrumentos Musicais e da prefeitura municipal através da secretaria de Cultura e da Coordenadoria da Juventude.

SERVIÇO

O Rock Reunion acontecerá na casa da juventude. Para mais informações acesse o blog oficial do evento http://rockreunionmgba.blogspot.com.

BANDAS SELECIONADAS E CONFIRMADAS PARA O ROCK REUNION:

Vomer
Soprones
Ruído Jack
Furo
Gritare
Tetrex
Umeazero
Exorcista
Gory Stage
Feeble

BANDAS SELECIONADAS A CONFIRMAR PRESENÇA:

4 de Copas
Hayra
Merrow
AT4
Agressivos
Álamo
Sofia
Enigmática

Postagens populares