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segunda-feira, 18 de maio de 2009

ESCÂNDALOS DO DIA A DIA - TEXTO OPINATIVO



É incrível como no Brasil nós, reles cidadãos já nos acostumamos a ver escândalos diários, que sempre acontecem dentro da esfera que é composta justamente por quem deveria dar exemplo; os nossos queridos e amados representantes, vereadores, deputados, prefeitos, senadores, presidentes e também quem é selecionado por estes, para fiscalizar tudo, os senhores ministros, juízes promotores e etc.

Eu posso estar enganado, mas quase todos os dias é possível ver, ler ou ouvir em algum meio de comunicação, alguma noticia que relata algum ato corrupto, omisso ou “malandro” de algum político. Mesmo quando não se trata de “grandes roubos” - porque tudo isso em minha opinião não deixa de ser um assalto ao nosso dinheiro de contribuinte, a diferença é que esses senhores usam ternos e não armas – sempre tem alguma noticia nem que seja de um assessor ou funcionário de algum político ou coisa do tipo que roubou algo no supermercado, mas todos os dias, se for conferir você vai encontrar alguma corrupção, falcatrua ou safadeza mesmo, que foi feita por estes indivíduos que deveriam dar o exemplo.

São mensalões, caixas 2, caixa 2 do caixa 2, é sanguessuga, é passagem de avião de graça, fora a tradicional propina e os desvios de verba que rola por debaixo dos panos para manipular as votações, mas que a gente nunca fica sabendo, e tantas outras coisas que erroneamente nós acabamos acostumando a aceitar, e alguns já nem se importam ou se indignam mais.

Depois de tudo isso, os excelentíssimos políticos ainda questionam a mídia, dizendo que a culpa da má fama deles é da imprensa. É uma coisa bem simples, se eles não querem que a imprensa fale sobre escândalos, corrupções, falcatruas e desvios e coisas do tipo, basta que eles não comentam tais ações, assim a mídia não terá como falar que eles são corruptos e desonestos. Fácil não é?

sábado, 25 de abril de 2009

CARTA AOS REPUBLICANOS DESCONFEDERADOS - UMA VISÃO DO BRASIL MUSICAL - Texto opinativo


Normalmente, no meu blog eu só tenho postado textos e matérias que eu fiz, porem hoje abrirei uma exceção para esse texto, que foi escrito pelo DigóesX, baixista da banda Mobiê, de João Pessoa (PB). Eu achei o texto muito interessante, com um assunto bem pertinente e então decidi publica-lo.


CARTA AOS REPUBLICANOS DESCONFEDERADOS - UMA VISÃO DO BRASIL MUSICAL

Texto escrito por DigóesX (digoesx@hotmail.com)

Ave tu ouvinte do irracional! Em um Carnaval de rumores há música para meus ouvidos.

Olá como estão? Espero que muitíssimo bem e bem continuem quando nossos caminhos separarem-se, não que tenha que ser para hoje ou para amanhã, mas que venha quando lhe for apraz não é verdade. É preciso falar-lhes um pouco o quanto cansa estar a par de tantas injustiças e não que vocês tenham que resolver, porém que apenas saibam que: Tão cansado estou, um misto de Atlas e Sísifo, não um cansaço físico ou mental, mas espiritual. Esta vida que até agora empreendi como músico (para os comuns) ou até mesmo tocador (como preferem os formados) é algo tão ilógico quanto é lutar para se formar na universidade, mas é uma vida de percalços, literalmente uma ida ao consultório, esta é a vida de músico.

O que faz movimentar o rock no Brasil na verdade:? O underground? O inconsciente de ser um ídolo? O público? O desejo de hipnotizar o público feito Jim Morrison; de ser o eterno comedor de morcegos; de ser perseguido por multidões como os Beatles? Será que, o que faz sobreviver é tão somente uma incoerência entre o desconhecido e o reconhecido, onde por décadas esse tal de „rockeiro‟ foi um elemento aportuguesado como o que trazia a alcunha de inimigo público, um indivíduo desconhecido dos pais pelo o que fazia na calada da noite, mas bem reconhecido pela polícia como elemento anti-político? (Porque acredito que misturaram por falta de conhecimento o mainstream norte-americano porra-loca de visual punk com os punks?).

Será que o fim de uma geração plural e „ativista‟ (não importa quais grupos) gerou a visualização e uma corrida para um mainstream louco e sem noção baseado no imaginário popular de como é ser uma banda gringa e que precisando preencher essa mesma lacuna era preciso antes de qualquer coisa esquecer-se do Tropicalismo e da MPB para correr atrás de ser um blink182 da vida? Será que a ascensão e queda dos ritmos que embalaram os anos dourados e que hoje é trilha de universitários abriram fendas na represa Roosevelt do antiamericanismo nacional/cultural inundando de forma MTVística os pensamentos Jackssianos dos novos rockeiros de que tudo vale a pena se a alma é estreita e chapada? O que se percebe é que a fonte da qual bebemos hoje é de água de torneira e como sempre estamos perseguindo um mito do qual não pertenceremos e que por incrível que pareça possuímos inclinação natural, porém a nossa maneira, mas como bem se fala: “A grama do vizinho é sempre mais verde”.

Foi urubuservando a situação das bandas de rock no Brasil, de muito tempo, que resolvi escrever e tanto foi que me veio de tanto me questionar que realmente duas frases para mim se tornaram reais e inretaliáveis acerca da realidade rockeira do Brasil em toda a sua extrema-unção social: "A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes." (Engenheiros do Hawaii) e "O rock brasileiro é uma farsa comercial!" (R.D.P); questões que refleti bastante e outra destas é a relação da internet como meio de divulgação e foi algo bem Freudiano me perguntar depois de horas à frente do PC o que faria e o que farei diante de tão inóspita vida conjugal? Fui a esta novidade virtual “o myspace”, pois o Orkut está „morrendo‟ e fiquei lá, saltando de página em página e muitas questões me vieram.

1º> Porque um país tão grande de contrastes extremos de sentido musical tão amplo como é o Brasil, só possui uma meia dúzia de bandas no mainstream e esta promoção em especial só coincide com a mídia televisionada e fora dela parece que nada existe?

2º> Será que esse mesmo underground endeusado está se tornando a catapulta para um mainstream pré-mainstream? Existirão dois subterrâneos da música na música?

3º> Porque sempre as tendências da moda musical ou da música da moda, diga-se de passagem, internacional importada para o Brasil, deixam rastros que em muitos casos só servem de rastro? Será que nosso rock‟n‟roll é sempre ultrapassado e por isso nunca acertamos no ponto ou quando chegamos a gravar e divulgar demorou tanto que não percebemos o tempo passar?

4º>Porque não amparamos mais outras Legiões Urbanas? Cazuzas? Sepulturas? planet hemps? Engenheiro do Hawai? Raimundos (como ressalvas pessoais)? Será que grupos ou cantores dos mais diversos e espontâneos só existem na MTV ou no Raul Gil? Será que estamos procurando de forma errônea os mitos ou criar os mitos de forma errônea?

5º> O que então é esse país carnavalesco que dinamiza tudo que absorve e que defende o fútil com garras cristãs de jesuíta catequista?

Não se trata aqui de defender o rock como algo benéfico, pois ele não é, mas apenas de liberar a passagem para que seus adeptos possam viver do que criam assim como os demais gêneros. Este gênero por mais que esteja arraigado em nossos dia-a-dia urbanos não é o nosso ritmo base da nossa sociedade visceral e é percebido que a nossa música popular é a nossa música herdada das miscigenações. Os muitos americanizados aqui (já que latinos somos nós) por não possuírem uma formação esclarecida e aceitação do seu meio social acabam por se confrontar com costumes musicais bem caseiros e isto não vos agrada por não combinar com seu tom de pele, mas isto também é outro truque do qual não iremos querer discutir aqui e sim qual o sentido do rock ser domesticado sabendo que o rock do Brasil não passa de um Padrão Estético Radical Juvenil o que é uma falha onde quem defende este tipo de questão não passa de um frustrado mesmo que tenhamos uns 60% de amadores; vejamos que há duas formas avaliadas como o êxtase do ouvinte em relação ao rock: O estilo GLAMouroso de se ter uma banda de rock; o estilo HEADBANGER de viver no rock; o estilo PUNK de se envolver com as coisas do rock e em todos os citados o que os brasileiros mais com admiração procuram é a velha máxima do SEXO, DROGAS e ROCK‟N‟ROLL.

Será que este desmerecimento musical se encontra mais por não termos algo de concreto no Brasil em relação a um ATIVISMO o que é marca noutros lugares, pois os jovens daqui muitos só entendem de Carpe Diem uma similitude do sexo, drogas e rock‟n‟roll? O jovem também não deixaria de ser um ATIVISTA/politizado por motivos de crendices religiosas onde o medo de morrer e ir para o inferno é mais cruel do que passar fome em vida e ter sua família destruída por corruptos? Bem, inúmeras questões e poucas respostas, mas o fato é que: sem o capitalismo o rock mainstream não vive, pensem nisso. Há necessidade de ser ATIVISTA para ser do rock?

Com a queda das gravadoras e ascensão da internet não melhoramos tanto assim, ainda estamos escassos e em dívida com a musicalidade brasileira de Norte a Sul, de Leste a Oeste e sem ser esta que a TV endeusa e propaga. Há uma lacuna gigantesca em relação à divulgação/público e essa redução mal aplicada do mainstream no underground está se tornando uma nova hipocrisia virtual formando novos conglomerados „S/A‟ prontos a ganharem dinheiro com as bandas e de bandas prontas a se destacarem para a mídia televisiva tudo ao sabor da moda do verão; então te pergunto quando é que você chama uma banda de underground? E ridiculariza outra por ser do mainstream? Se no Brasil já existe uma linha tênue entre a fama e a lama?

Acordem ouvintes! Ainda dormimos nesta harmonia moderna de duvidar da capacidade dos outros membros desta sinfonia social a que chamamos Brasil e que sempre deixa por pender-se
nesta balança do status social pelo peso do ouro de ser reconhecidos. Manifestações sarcásticas como esta adentram como convencedores militares em nossas mentes verdes politicamente para apenas espalhar o terror das superioridades regionais. A todos lembro que: “Quem vê o futuro na verdade está vislumbrando o presente”, pois os inúmeros contratantes desta sociedade vivem na verdade é em um passado sem futuro.

Para tentarmos começar a entender alguns dos problemas que vamos criando por região e empurrando com a barriga é bom lembrarem de que o Brasil nunca se recuperou da sua má gestão nesta questão intercontinental de que somos socialmente constituídos (intercontinental no sentido de nada sabermos e nada fazemos para saber o que há dentro do Brasil de dimensões continentais), os Estados em sua maioria não possuem um formato viário de movimentação de seus cidadãos e imagine isso em relação às suas construções culturais, esta falha persiste até hoje em inúmeros locais que possuem um tato social criativo e cosmopolita e outras menores que são satélites seus nem se quer são vistos.

Uma das características desta desorganização está na manipulação dos Estados competentes para o bem estar social fazendo com que muitas localidades reduzam-se a ilhotas culturais aonde com muita luta podem ser vistos alguns seres sociais conseguindo ultrapassar estes vales da incomunicabilidade? Se não fosse a ascensão da tecnologia de comunicação estaríamos cada vez mais separados, porém jamais incomunicáveis.

A música flui por nossos corpos e suamos nossa musicalidade com hits passageiros e populistas, pois nossas vidas estão cada vez mais como os “ficas” e vão ficando os esdrúxulos com aquilo que mais fácil aparenta e vamos formando poças musicais para outros beberem do nosso dia-a-dia sonoterápico. Fazemos música só não temos logística para vendê-las e as gravadoras com seus interpretes e suas bandas desconhecidas mais serviram para nos manter fora do comércio musical mundial (uma trama?) e produtores Brasil a fora defecando idiotices musicais quase plágios daquilo que mais vendeu, fingindo entender de mercado vendendo mesmices e mediocridades rarefeitas esse é o Brasil Dantesco de hoje e sempre.

Então você se pergunta: O que é que tudo isso tem haver com a música e Eu?
a) Os velhos padrões mudaram. Tudo então pode ser refeito, mas a mediocridade musical só tende a piora.
b) A tecnologia facilita. Todos vocês podem ser vistos e ouvidos, mas só uma minoria te aceitará.
c) Tudo é música no mundo. Todos os sons e instrumentos são válidos, mas só uma minoria é confiável para criar.
d) Você pode ser seu próprio agente. Todos poderão tocar por aí, Mas o jabá jamais morrerá e a logística ainda será uma barreira entre você e os ouvintes.

Bem as questões estão aí e o princípio das conclusões também, leia, reflita e veja o que você pode fazer pelos demais!


NOME DO AUTOR DO TEXTO: José de Góes Silva Júnior (Góes com os amigos e DigóesX na música)
Toca desde 1998.
Cursos: Técnico em música pelo CEFET-PB (atual IFPB) atualmente fazendo 5º periodo do curso de Arquivologia bach.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A ARTE DE TRANSFERIR A CULPA - Texto opinativo



Muitas pessoas têm como habito transferir a culpa de fatos e acontecimentos a outra pessoa, coisa ou até mesmo outros seres. Por exemplo, se um cara bebe o dia todo e chega em casa e espanca a mulher e os filhos, muitos provavelmente irão dizer que é culpa da bebida, ou então do diabo. Se um viciado em alguma droga rouba e vende coisas da sua casa, a culpa será transferida para o vicio, ou para suas amizades e talvez também o Diabo.

Até parece que não são as pessoas quem procuram pela droga, pela bebida e etc. Mas é mais fácil culpar alguém ou alguma coisa do que admitir os erros e ter que encarar as consequências dos atos feitos.
Para pais conservadores, por exemplo, é mais fácil dizer que a culpa pelo seu “filhinho” estar se drogando, ou bebendo, é das companhias com quem ele anda, sendo que em muitos casos esse “filhinho” é quem procura por isso, e às vezes ele é o pior da turma com quem anda.

Assim como varias pessoas que cometeram atrocidades e foram presas, e na cadeia se convertem para alguma religião e pronto. Tudo aquilo de ruim que a pessoa fez nunca aconteceu, ou se aconteceu não foi por culpa da pessoa, irão dizer que ela estava possuída por um Demônio.
Porque será que muitas pessoas têm essa dificuldade de não encarar os fatos e assumir sua culpa, qual seria o motivo para isso?

Talvez a nossa própria sociedade, que se baseia muito nos conceitos estipulados pela religião, que desde os primórdios criou um meio para transferir a sua culpa e a de toda humanidade, o Diabo.
Então se a própria sociedade em que vivemos utiliza de meios para transferir sua culpa, uma grande parte das pessoas acaba agindo dessa maneira quase que automaticamente, praticamente sem perceber.

Ou talvez seja por pura preguiça, uma grande parte das pessoas prefere aceitar as coisas como são a questionar o por que, então para essas pessoas talvez seja mais fácil por a culpa em alguém, alguma coisa ou até mesmo no Diabo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Controle Remoto - Texto opinativo



O controle remoto da TV é um invento muito útil e que nos trouxe bastante comodidade, tanto que nos habituamos a usar este objeto, que como diria minha ex-professora “se tornou uma extensão do nosso braço e até do pensamento. È praticamente automático, quase involuntário, até dá a impressão que nossos dedos agem por conta própria.

Por outro lado, essa comodidade e facilidade em se trocar de canal, não deve ser muito interessante para as empresas que fazem anúncios na TV, pois o controle remoto nos possibilita trocar de canal sem ter que levantar ou fazer qualquer esforço maior, soma se isso aos muitos canais da TV por assinatura e pronto, não há mais a necessidade de se ver comerciais.

Olhando de outra perspectiva, o controle remoto pode ainda, fazer com que nós não prestemos atenção por muito tempo em determinado assunto, automaticamente, saímos mudando de canal em canal, e com isso vamos absorvendo apenas fragmentos das informações que são transmitidas, o que faz com que a mensagem completa não seja passada.

Certa vez, fiquei uns três dias sem o controle remoto da TV, e comecei a perceber que sem ele, eu ficava mais tempo nos canais e por isso assistia os programas por inteiro, e com isso absorvia toda a informação.

Talvez seja preguiça ou comodismo, mas o fato é que o controle remoto entrou em nossas vidas e hoje faz parte delas, e isso porque estou falando do controle da TV e no mundo moderno em que vivemos, o controle remoto está espalhado por todos os lados, seja para controlar todos os eletrodomésticos da casa ou para ligar o alarme do carro, então o que será que poderíamos esperar para os próximos anos? Um controle remoto que controle nossas ações, ou um que controle o clima? Ou talvez um controle remoto para bichos de estimação.

O ser humano é tão criativo que as vezes chega a ser perigoso, então esperemos que os controles remotos parem nos eletrodomésticos mesmo.

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