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sexta-feira, 20 de julho de 2012

VOMER TOCA SEPULTURA



O Vomer, após uma breve pausa, volta a fazer uma apresentação em Montes Claros. O show que será no dia 21 de julho, é uma homenagem ao Sepultura, consagrada banda do metal nacional, que segundo Clayton Souza, vocalista, teve e tem muita influencia na historia do Vomer, criado há 15 anos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA PAU COM ARAME

A banda Pau Com Arame é de Belo Horizonte (MG), e foi formada em Dezembro de 1997, data em que fez seu primeiro show.  Luis curinga (guitarras e vocal), Neo Gêmini (baixo e gritos) e André Campagnani (bateria) fazem parte da banda que também toca com convidados.

O INICIO
O baixista Neo Gêmini conta que o inicio da banda foi bem difícil, e lembra que ele e o Luis faziam parte da banda "Católicos Protestantes", que em 1993 gravou uma DEMO com cinco faixas no Estúdio 108 em Belo Horizonte.

- A banda "Católicos Protestantes" teve a participação de vários músicos. Após o 2º lugar no evento "Fest-Valda" em outubro de 1995, com a canção "Bicheiro", concorrendo com 400 músicas, o grupo ganhou de prêmio a gravação de uma faixa no Estúdio Tambor em Belo Horizonte. Os proprietários do estúdio se interessaram pelo trabalho e fomos convidados a gravar as faixas para um CD. Durante o período de junho/julho de 1997, quando estava sendo feito a capa, com letras etc, o Luis Coringa, líder do grupo e compositor das músicas, optou por mudar a nomenclatura para PAU COM ARAME, pois mostra a base dos instrumentos usados: o violão (para compor), baixo, guitarra e bateria, todos com origem na madeira. O grupo que surgia, não tinha nenhuma vinculação com a antiga banda. Apenas foi uma evolução natural e o grupo passou a mostrar mais músicas próprias, um som de garagem. – Diz Neo Gêmini.

O NOME
De acordo com Luis Curinga, a mudança de nome foi para dar uma reestruturada no trio, que segundo ele ganhou uma mudança na sonoridade com a entrada do baterista André Campagnani e por isso sentiu a necessidade de mudar o nome da banda.

- Escolhemos esse nome porque é algo que resume nossos instrumentos, pedaços de pau com arames, que também não tinham marca, muitos eram feitos em casa. Na época, poucas pessoas podiam comprar guitarras de marca, então as nossas chamávamos de pau com arame, principalmente as bandas de metal dá época. – Explica Luis Curinga.

INFLUÊNCIAS
Perguntado sobre as principais referencias musicais da banda, Luis Curinga cita nomes como Megadeth, Ultraje a rigor, Silvio Brito, Verde Terra e Legião Urbana. O guitarrista e vocalista define o som da banda como um rock elíptico.

- Tocamos um rock elíptico, porque tem variações como uma rota em elipse, tanto no psicológico como na mudança de um estilo para o outro. Assim como as quatro estações cientificamente falando. Nas nossas musicas falamos do cotidiano e das injustiças e torturas psicológicas do mundo atual e as inspirações vêm do sistema que vivemos, onde há poucas pessoas que tem força para mudar algo com inteligência e sabedoria. Vivemos às vezes sem esclarecimento, muitas pessoas estão perdidas, perdendo o sentido da vida, por que não tem orientação, ou mesmo assim são instruídas sem sabedoria e fica difícil para essa pessoa ser alguém com profundidade. Não é só a escola que ensina às vezes ela sufoca sem dar direção. – Afirma Luis Curinga.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Pau Com Arame tem cinco discos gravados, são eles: Insistência (1997), Elíptico (2000), Grosso (2003), Oba (2007) e INTENSO (2009).

CONTATOS
Myspace: www.myspace.com/bandapaucomarame
Outros sites: www.soundclick.com/paucomarame

quarta-feira, 21 de julho de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA SIMPLES

A banda Simples é de Belo Horizonte (MG) e foi formada em 2006.  Os nomes que compõe a banda não mudaram até 2009, quando o houve a entrada do novo baixista. A atual formação tem Diogo Pertence (guitarras e voz), Lucas Caldoncelli (contrabaixo) e Daniel Pertence (bateria).

- A trajetória da banda começa em 1999 quando o Diogo e o Daniel, que são irmãos, decidem se juntar para trabalhar suas composições. Essencialmente, todas as músicas traduzem impressões e experiências, relacionadas ao universo dos irmãos Pertence. Em 2008 surgiu a oportunidade de participar do projeto Matriz do BH Indie Music. Essa foi a chance para agregar um baixista à banda. O Richardson ficou na banda até o final de 2009. Eu conhecia banda durante o 3º BH Indie, em 2009 mesmo. Me identifiquei muito com o som e as influências. Minha entrada na banda trouxe junto a facilidade em se produzir o nosso primeiro trabalho, uma vez que possuo um estúdio de gravação. Resumidamente, minha entrada foi acertada no sentido de agregar mais profissionalismo ao trabalho do Daniel e do Diogo. Eles sempre se preocuparam com essa questão do auto-gerenciamento. Nossa trajetória como músicos independentes exige essa concepção. – Conta Lucas Caldoncelli.

O NOME E PRINCIPAIS INFLUÊNCIAS
Segundo Lucas, o nome da banda, Simples, resume o que é uma musica, a simplicidade do som direto da caixa para os ouvidos. Falando sobre as referencias musicais da banda, o baixista diz que as principais influências vêm do rock nacional e internacional e também da MPB.
           
- Especificamente uma banda ou um artista acho difícil de eleger um nome. Nossas influências principais são o rock, nacional e internacional, e a MPB. Acho que nosso som tenta trazer essas idéias e reuní-las. Defino nosso som como rock mesmo porque esse é o estilo que mais nos influenciou. – Ressalta Lucas.      

PROCESSO DE CRIAÇÃO
O baixista explica que durante os ensaios da banda, todos os integrantes sempre chegam com novas idéias e exercitando dessas maneira, segundo ele sempre acabam surgindo novas composições.

- A inspiração vem de reflexões acerca de nossa realidade ou simplesmente fatos marcantes em nossas vidas. Não procuramos nos concentrar em um tema específico. Procuramos é transmitir sinceridade em nossas composições para que o público possa se identificar conosco. As letras são todas do Diogo e refletem bastante aquilo que ele pensa. – Diz Lucas.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Simples, tem um CD, que leva o mesmo nome, lançado em deste ano,  gravado no Studio Neuma.

AGENDA
As próximas apresentações confirmadas da banda Simples serão no festival IV BH Indie Music em Belo Horizonte (MG) durante setembro e outubro de 2010.

CONTATOS    
Telefone: (31) 33123665 – (31) 92084237

- Para quem quiser conhecer o Simples é só acessar nosso myspace ou nossos outros links. Nossas músicas estão disponíveis para download gratuito na trama. Para quem quiser o disco físico é só entrar em contato que enviamos. Preço: R$5,00 a unidade + despesas de envio. - Lucas Caldoncelli, baixista da banda Simples.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA LASTRO


A banda Lastro é de Montes Claros (MG) e foi formada em 2007. Após algumas mudanças, fazem parte da atual formação Erick Linemayer na bateria, João Paulo na guitarra , Felipe no baixo e vocal e Thiago Fagundes na guitarra e vocal.

- Começamos em 2007 e da formação original restamos eu e o Erick, sempre fomos os maiores entusiastas do projeto. Tivemos muitos problemas com formação, pois , quando entra um músico ele tem de pegar as músicas e a banda tem de incorporar suas influências o que nos leva sempre a um processo de reestruturação, tanto que só agora estamos gravando, depois de três anos. – conta Thiago Fagundes.

O NOME
Thiago explica que a idéia do nome Lastro foi do Erick, segundo ele, significa “alternar ambientações sonoras suaves e explosivas”. Para Thiago, essa é a palavra que define a idéia estética da banda.

- O que fazemos é a tentativa de estabelecer um lastro entre as múltiplas e díspares influências em nossa música. – Afirma o guitarrista e vocalista.

INFLUÊNCIAS
Perguntando sobre as principais influências da banda, Thiago cita nomes como Belle and Sebastian, Dead Kennedis, Neil Young, Patti Smith, Guided by Voices, Lou Reed, Radiohead, Legião Urbana, Smashing Pumpkins, Iggy Pop, dentre outras coisas.

- Não somos grunge, nem pop, nem metal, nem hardcore, então nos resta rotularmo-nos alternativos. Gosto dessa definição, pois me parece a que mais expressa uma liberdade de criação dentro do rock´n roll. – Ressalta Thiago.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
De acordo com Thiago, na hora de criar, geralmente ele é quem compõe as letras. O vocalista e guitarrista diz que as musicas também podem ser criadas durante os ensaios, e após isso eles trabalham a musica até que fique da maneira que querem.

- Geralmente me inspiro em minhas impressões das pessoas, de mim e etc... e isto não só no aspecto lírico, mas as melodias também expressam minha ótica. Gosto de falar de temas geralmente recorrentes na literatura como a incomunicabilidade. Para escrever as letras, preciso de uma experiência literária preliminar, para isto, ultimamente tenho utilizado o Mario Quintana e o Rimbaud, inclusive musicamos um poema do Manuel Bandeira e em uma das músicas do disco usamos o poema l'éternité do Rimbaud que acho super legal. – Conta Thiago.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Lastro atualmente está em fase de produção de um EP de estréia que provavelmente terá sete faixas. O disco está sendo gravado no estúdio Over Sound.

CONTATOS
Telefones: (38) 3222 – 1407 / (38) 9957 - 0162 / (38) 9983 - 5993

- Disponibilizamos no myspace prévias do disco, por favor, ouçam e comentem. – Thiago Fagundes, vocalista e guitarrista da banda Lastro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA CHÁ DE ABU

Chá de Abu é uma banda de Salvador (BA) que foi formada no dia 21 de maio de 2007. De lá para cá, aconteceram muitas mudanças na formação, principalmente na bateria, de acordo com a banda foram pelo menos cinco bateristas diferentes. Atualmente compõe o grupo Leonardo Monteiro (guitarra e vocal), Gustavo Sales (vocal e firulas), Carolina Rodrigues (pérola negra e bateria), Iuri Matos (guitarra), Angevaldo Maia (baixista) e na produção Diogo Monteiro e Andreza Luiza.

- Passamos um bom tempo parados somente tentando encontrar alguém que se encaixasse no perfil, até que a Carol apareceu como uma benção, redentora dos nossos problemas. Posteriormente foi o guitarrista, passamos por várias marés de azar, mas agora, já está consolidada. – Conta Angevaldo Maia.

O INICIO
De acordo com o vocalista e guitarrista Leonardo Monteiro os integrantes da banda se conheceram através da comunidade da banda Los Hermanos no orkut. Eles se reuniam com amigos para tocar violão, trocar idéias e se divertir. Leonardo conta que nessa época, eles ainda ficavam meio indecisos em relação a montar ou não uma banda, até que a oportunidade surgiu no aniversario de uma amiga deles. Após essa apresentação, feita com duas guitarras e alguns microfones, foi decidido que eles iriam fazer uma banda. Passada uma semana, todos já tinham seus instrumentos, que segundo a banda eram poucos e de péssima qualidade, e ensaiavam na cobertura da casa do Angevaldo.

- Então, “os cabeças” da banda foram eu, Gustavo e o Angevaldo (junto com os nossos amigos e ex-integrantes). Dificuldades sempre existiram, pois, ninguém tinha dinheiro para sair comprando um set de pedal, ou uma guitarra Fender, começamos com instrumentos de baixa qualidade, sem saber tocar muito, fazendo shows para amigos, errando e aprendendo com a vida. A única dificuldade que temos até hoje são as casas de show de Salvador. Não tem muitas e as únicas que tem não dão muito espaço. Eu não me lembro de datas, sou péssimo com isso, acho que o Tato pode me ajudar. – Diz Leonardo Monteiro.

- Tudo aconteceu muito rápido, a idéia de formar a banda e juntar foi entre março e maio de 2007, nosso primeiro show foi no dia 21/12/07 na casa de show World Bar com as bandas Radionave e Fridha. - Relembra Gustavo Sales.

- A GRANDE dificuldade que enfrentamos atualmente são as casas de shows. Não existe espaço para a cena independente de Salvador. As bandas enfrentam dificuldades exatamente por serem independentes e estão surgindo vários grupos na cidade que fazem um som muito legal, porém, ficam limitados a aniversários de amigos e rodas de violão. O que nos resta é nos unirmos para tentar produzir algo, porque além do “açúcar” a união também faz a força. (Rs) - Ressalta Angevaldo.

O NOME
Leonardo conta que o nome Chá de Abu surgiu numa enquete na comunidade da Los Hermanos, que tinha a seguinte pergunta “se fosse fazer uma banda qual o nome seria?”. Mila, uma amiga deles sugeriu “Chá de Abu” e daí que o nome veio. O nome é inspirado em uma musica do Los Hermanos que se chama “Do sétimo andar”. Leonardo ressalta que por causa do nome, muitas pessoas pensam que eles são algum tipo de banda cover do Los Hermanos, mas de acordo com ele não é. Trata-se de apenas uma influência deles e também por terem se conhecido por causa da banda.

- E com a idéia de que o chá é resultado de uma junção de ervas e folhas para curar enfermidades, que trouxemos isso em relação à música, no intuito da mesma curar qualquer tipo de dor. – Explica Gustavo.

PRINCIPAIS INFLUÊNCIAS
O baixista Angevaldo diz que cada integrante da banda acaba se voltando para uma influência diferente, sendo que em comum eles têm a curiosidade de misturar os estilos para ver qual é o resultado final.

- Minhas influências vão tanto da MPB do final da década de 1960 e se prolonga pela de 1970 inteira. Coisas com Roberto & Erasmo (esse último GENIAL), Clube da Esquina, Tropicália, Novos Baianos, Secos e Molhados, Jorge Ben, Ivan Lins entre outros milhões, tem Beatles e as coisas mais atuais como Radiohead, Strokes, Arctic Monkeys e Coldplay. Tem também as bandas conterrâneas, como a já citada Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Cascadura, Scambo.- conta Gustavo.

- Minhas influências vão de, Los Hermanos a Radiohead, caindo em Beatles, voltando para Cordel do Fogo Encantado, Elvis, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta... Eu amo musica. – Diz o guitarrista e vocalista Leonardo.

TIPO DE SOM
Perguntado sobre o estilo musical que mais definiria a banda, Leonardo responde que eles tocam do funk (não o carioca) ao samba, de rock ao axé e diz que não saberia definir qual tipo de som que fazem. Gustavo ressalta que se dedicar a só um estilo musical seria um desperdício pela diversidade musical que existe no Brasil.

- Uma banda brasileira que se enterra num estilo é um pecado, tendo uma abrangência musical absurda como temos aqui e podendo abraçar tudo isso, é a melhor coisa que um artista pode querer. – Afirma Gustavo.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
De acordo com a banda, o processo de criação é variado, as letras podem ser criadas ou não, junto com a melodia, com um violão. Mas segundo eles, também acontece de criarem a melodia primeiro, para depois criar a letra e vice-versa.

- É meio que misterioso, é mais uma maneira de colocar para fora as inquietações que pairam em nossas mentes. Quando nada, apenas um momento feliz que se queira compartilhar ou recomendar de maneira descontraída. A música ainda tem a capacidade de fazer as pessoas refletirem. Que bom. – Ressalta Angevaldo.

- Nossas composições chegam de um jeito particular, cada um chega com a letra pronta ou não e uma idéia do que seja a melodia, para que a banda tenha uma percepção do que virá a ser o projeto final da música. Os temas vêm de alguma coisa que se lê, escuta, conversa com alguém, visto ou mesmo vivido ou sentido. Vai do que vem na hora! - Diz Gustavo.

- O tema pode ser uma nuvem que passa pela janela na hora do almoço, ou simplesmente um amigo distante, pode ser aquela nova banda que apareceu na MTV, que você acha aquilo fantástico e quando você vire, a influência está nos seus acordes. – Conta Leonardo.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Chá de Abu finalizou as gravações do primeiro EP intitulado de “NOSSO” que foi lançado no dia 15 de maio em Salvador. De acordo com Angevaldo, o EP tem contem cinco faixas e é dedicado a todos que colaboram para que a banda chegasse onde está atualmente.

- O nome foi escolhido por conta da vontade, não só da banda como também dos amigos e fãs, de registrarmos o trabalho. O apoio e o incentivo da galera são importantes para qualquer grupo e podemos dizer que somos felizardos em contarmos sempre com todos. O mínimo que podemos fazer é dedicar esse EP a todos que estão conosco desde o inicio e que de alguma forma, contribuíram para chegarmos até aqui e que sem dúvida, fazem parte da banda. O trabalho conta com cinco músicas e uma faixa bônus (uma pequena brincadeira), foi gravado por Israel Baraum, excelente profissional e grande amigo. Em breve estaremos lançando mais uma DEMO como duas ou três musicas. – Explica Angevaldo.

CONTATOS

- Galera bonita voltando da praia, passa no myspace da Chá de Abu e toma uma xícara, fiquem ligados no twitter e na comunidade no Orkut (é só procurar) que sempre estamos fazendo som por ai. - Leonardo Monteiro, guitarrista e vocalista da banda Chá de Abu.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA O PROJETO A MÁQUINA BERRADORA





A Máquina berradora é um projeto de Felipe Ricotta, que nasceu em Minas Gerais, mas foi criado no Rio de Janeiro. Tudo começou em 2008, na época Felipe participava do programa 15 minutos da MTV, e segundo ele, muitas pessoas iam aos shows mais pelo personagem do que pelo trabalho musical e isso passou a incomodá-lo. Então o musico começou a improvisar em cima do palco, meio que como uma provocação e acabou tomando gosto pela coisa, tanto que não parou mais.

- Eu sou músico desde os 12 anos de idade, subi num palco pela primeira vez com 14 anos, com os joelhos tremendo. Na real, nunca fui só músico. Sou DJ, escritor, já flertei com o jornalismo gonzo, faço uns eventos, dirijo clipes, gostei muito de fazer TV, mas me sinto mal por ter tanto material musical guardado e apenas ter lançado um disco até hoje. – Conta Felipe.

O PROJETO
O projeto A Máquina berradora tem uma característica diferenciada, o musico Felipe Ricotta cria uma apresentação diferente em cada show que faz, alem de não ter integrantes fixos ou sequer ensaios. Geralmente Felipe convida diferentes músicos para cada apresentação, e em cima do palco é que eles vão descobri o que irão tocar.

- Cara, antes de subir no palco eu esvazio minha mente, sempre rola uma tensão muito forte, uma insegurança, parece que vai dar tudo errado, que vai ser uma merda, que não vai sair nada. Eu preciso sentir isso, preciso me rebaixar ao máximo, sentir o medo, estar ali tangenciando o fiasco total. Quando começa, daí simplesmente vai rolando, é algo muito mais intenso do que chegar e seguir um script, tocar algo já registrado na tua cabeça. Não faço a mínima idéia de quantos músicos já se apresentaram comigo na Máquina berradora. Musicalmente, a parada flui melhor quando toco com os mais velhos, lógico. Mas também curto tocar com músicos da minha geração e com a molecada, acho bem legal errar junto em cima do palco, ser humilde o suficiente pra expor o erro e usar ele como um elemento do espetáculo. – Explica o musico.

INFLUÊNCIAS E REFERÊNCIAS
De acordo com Felipe, o nome A Máquina berradora, não tem um motivo especifico, foi algo que surgiu na sua mente, ele achou o nome forte e resolveu utilizá-lo. Perguntado sobre suas principais influências musicais, Felipe diz que ouve de tudo, indo do pop ao mais pesado ou estranho som. Ele conta que atualmente tem escutado Kay Hanley, Robert Wyatt, King Crimson, Joe Jackson, o primeiro disco do Motley Crue, Tony Bennett e Carlos Alberto "O Rei Do Bolero". 

- A Máquina berradora é punkjazz. Não tenho um processo padrão para criar as musicas ou mesmo os shows. Padrão é algo que não deve existir. Ele sempre tende a aparecer e quando ele aparece, é necessário confrontá-lo. É como eu levo minha vida. A inspiração para a criação das musicas, é o tipo da coisa que não tem como explicar. – Afirma Felipe Ricotta.

TRABALHOS GRAVADOS
O musico Felipe Ricotta gravou em 2008, o disco “VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA”. Ele diz que tem material suficiente para gravar muitos outros discos, mas ressalta que não pode mais bancar o disco com seu dinheiro, como fez com o primeiro.

- Enquanto não aparece ninguém interessado em investir no meu trabalho, eu sigo com o projeto da Máquina berradora, produzindo material novo a cada show. – Diz Felipe.

AGENDA
23/04/2010 - Governador Valadares (MG)
30/04/2010 - Cachoeiro de Itapemirim (ES) 

CONTATOS

- Baixe o disco “VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA” no meu blog. – Felipe Ricotta.




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA AGRESSIVOS


A banda Agressivos foi formada no ano de 1997 em Salvador (BA), mas o primeiro show da banda aconteceu em 1998. Atualmente compõe a banda Badu Bessa na bateria e back vocal, Jadson no baixo, Junior na guitarra e Wendel no vocal.

- Nosso primeiro show foi em 1998, não gostava da idéia de tocar sem ter um repertório bem feito. Uma semana antes desse primeiro show, o nosso baterista, Sopão, saiu.  Por sorte, havíamos conhecido Urso há uns dias atrás e como tocava bateria ensaiamos a semana toda com ele. Foi o cara que segurou durante muito tempo a bateria da Agressivos, mas infelizmente por problemas de saúde teve que sair da banda. Após alguns testes desistimos de procurar um novo baterista e quem assumiu foi Badu, que sempre acompanhou nosso som, desde o inicio e eu espero que não saia enquanto houver vida. Junior, atual guitarrista, era baixista e deu lugar a Rafael, que por sua vez deu lugar para Jadson que hoje assume com responsabilidade e habilidade o instrumento. Junior conhecia a banda desde o inicio e entrou no lugar do nosso primeiro baixista, Luciano, depois fez dupla com o Humberto que também tocava guitarra.  Este último foi quem juntamente comigo formou a banda e composições, mas teve que sair, sem falar em Josias, o guitarrista fantasma, que sumiu da banda.  Hoje, temos apenas Junior que é uns dos melhores guitarristas que conheço. – Conta Wendel.

O INICIO
O vocalista diz que é muito complicado ter uma banda de rock em Salvador (BA), cidade que é mundialmente conhecida como a terra do axé e do carnaval. Segundo Wendel, a maior dificuldade é tocar sem receber nada, pois bandas tem gastos com a manutenção dos instrumentos, com os ensaios, transporte, etc.

- Existem muitos estilos a se tocar, mas aqui tem muitos radicais que acham que o metal não pode ser juntar com o core, que não pode tocar com pop e não pode tocar com heavy. Eu nunca entendi muito essas coisas. No inicio eu me sentia um Headbanger, andava com meus amigos pela noite a fora, bebendo e ouvindo death, black, heavy, doom, ouvíamos a noite toda, mas entre nós existia por exemplo, o punk,  o que ia para shows de axé, outro que gostava de Madonna e mesmo assim todos eram considerados. Quando resolvi aprender a tocar um instrumento, foi com Humberto que aprendi os primeiros acordes, em torno de 1996 para 1997, achei que deveria fazer música extrema, que sempre foi a minha preferência, e pudesse passar uma mensagem onde todos entendessem no ato. A cena em Salvador estava muito boa, várias bandas e vários festivais rolando solto, inclusive a atual Pitty fazia parte disso com sua banda Inkoma. Então, eu na guitarra e Luciano no  baixo ficávamos ensaiando com uma caixa amplificada dentro de casa zuando toda a vizinhança (risos). Como a gente já tinha umas 10 músicas e queríamos por outra guitarra chamei Humberto, que não tinha instrumento, então o deixei na guitarra e me dediquei ao vocal apenas.  A grande dificuldade é tocar sem ganhar nada! Tem que manter instrumentos, ensaios, transporte e muitos desistem. Já vi muita banda de estrela que atualmente não tem um para contar a história. Tocamos em muitos lugares que não dão o mínimo necessário para que o som aconteça legal, que é o próprio aparato de sonorização, muitas vezes tocamos apenas pra não fazer desfeita, andamos seguindo porque fazemos pelo som é o que gostamos e a nossa vida! Eu sempre fui o chato da banda, o que mantém o contato, o correria, entretanto hoje posso dizer que faço parte de uma banda onde somos uma unidade, cada um expõe sua opinião e todos chegamos a um consenso. – Diz Wendel.

O NOME
Wendel explica que ao escolher o nome da banda, pensou em algo relacionado a força e ao tipo de música que fazem. Segundo ele é uma homenagem a época que saia com seus amigos, e viajavam com o violão na mão, e fazendo um som, e daí surgiu o nome Agressivos.
  
ESTILO MUSICAL
Para Wendel, falar sobre as influências da banda é complicado os gostos musicais de cada integrante são diferentes em alguns aspectos. Mas ele ressalta que no as maiores influencias vem da musica extrema.

- Death, grad, grind, trash, pop, melódico, core, pesado, leve, bonitinho, feião (risos). Ouvimos um pouco de tudo que rola no mundo rock alternativo e quase temos as mesmas opiniões, temos uma visão ampla sobre música e para exercitar a criatividade devemos aceitar as tendências e o que rola de novo na cena. Fazemos musica de coração e alma, porque independente do nosso "estilo", é uma coisa que fazemos para e pelo som. A nossa satisfação em subir no palco e tocar vai além de definições e limites, desse ou daquele estilo musical. A nossa definição em palavras pode significar algo estranho, sempre dizemos que nossas músicas parecem uma confusão generalizada e começa quando subimos no palco e termina quando descemos (risos), e seguimos desgovernados como uma carreta bi-trem, sem freio e descendo uma ladeira (risos). Temos muito de core e metal, mas, as definições deixamos para os que nos ouvem, pois cada música tem uma história. – Ressalta o vocalista.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
Falando sobre o processo de criação, Wendel diz que não existe um padrão, e a maioria das coisas foram vivenciadas por ele, mas cada integrante da banda tem a liberdade de inserir idéias e também de compor. Ele conta que algumas vezes, amigos e pessoas que seguem a banda, escrevem algo ou criam alguma melodia e passam para a banda, que segundo Wendel, faz a sua parte adicionando o ingrediente “Agressivos”.

- Geralmente, tiramos ensaios para momentos criativos onde brincamos muito e fazemos o som sem “nóia”. Isso acaba sendo um agente facilitador para criarmos. A inspiração vem da vida, da história do nosso cotidiano, das palavras que ouvimos, das lamentações de um povo alienado, da dúvida humana sobre sentido da nossa existência, das nossas limitações como mortais, da liberdade que não existe. – Afirma Wendel.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Agressivos atualmente está na faze final para o lançamento do 1º CD depois de 13 anos de existência. Wendel diz que o disco está sendo produzido com muita atenção.

AGENDA
30/01/2010 - Pelourinho Rock Celebration – Pelourinho, Salvador (Bahia).

CONTATOS
Telefones: (71) 9157-9674 / (71) 8876-9674

- Se estão precisando de um energético, o mais indolor de todos está a sua espera, vocês só precisam ficar expostos a uma dose de agressão diária e pronto! Estarão sempre com olhos bem abertos e sempre dispostos a encarar qualquer desafio! Não há contra indicações e é recomendado para pessoas com tendência a ouvir som emo, pagode, sertanejo, axé e músicas com baixo teor de idéias conscientes. Após algumas doses irá ter certeza se seu destino é realmente ser rocker ou viver sobre o manto dos produtos impostos pela indústria cultural dominante! Acessem nosso myspace e procure nosso perfil e comunidade no Orkut. Agressivos for life! – Wendel, vocalista da banda Agressivos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA BURNAHEAD


A banda burnAhead foi criada em Uberlândia (MG) no ano de 2007, a formação da banda tem Pedro Borges na guitarra e vocal, Emílio Cruvinel na guitarra, Igor Borges no baixo e Lucas Rezende na bateria.

O COMEÇO
De acordo com Pedro Borges, quando começaram eles tinham outro baixista, mas a banda tinha outro nome, então eles consideram a formação atual como sendo a original da burnAhead.

- O começo é sempre difícil. Choque de idéias e muitas contradições, porém, ao passar do tempo, as idéias passam a se tornar coletivas dentro da banda, e assim trazendo um entrosamento e um estímulo muito forte entre os integrantes. A burnAhead não se formou apenas por uma cabeça, e sim, por uma junção de gostos musicais, que nos torna nisso que somos hoje. – Diz Pedro.

O NOME
O baterista conta que eles tinham outro nome, "Bloody Joke", mas eles não estavam satisfeitos. Ele lembra que o guitarrista Emílio sugeriu o nome burnAhead, todos concordaram e o nome ficou.


- O nome burnAhead pode significar algumas coisas, varia da interpretação de cada um; "queime adiante", "queimar uma cabeça", "queimar uma ponta". Eu acho que "queime adiante" seria uma interpretação mais aceitável, pois é o que queremos fazer, queimar o que tiver pela frente e levar a banda até onde podemos aguentar. – Ressalta Pedro.

TIPO DE SOM
Pedro explica que as principais influências musicais da banda são baseadas em nomes como AC/DC, Kiss, Metallica, Pantera, Megadeth e Helloween. Ele ainda diz que o que querem é fazer um som parecido com o que eles imaginam ser um heavy metal pesado que seja BM de ouvir.


- Eu definiria nosso som como heavy metal. Nós não gostamos de rotular, tipo thrash metal, death metal, melodic metal, new metal, essas coisas. Eu acho mais plausível se todo mundo pensasse nisso tudo como um heavy metal, e é assim que eu penso. O motivo de nós nos definirmos como heavy metal, é principalmente pelas nossas influências e pelas letras, que trazem rebeldia, polêmica, mosh, situações vividas, coisas que caracterizam a própria história do heavy metal. – Afirma o baterista.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
Segundo Pedro, não existe um processo de criação, ele conta que no inicio eles meio que forçavam para criar as musicas e o resultado final muitas vezes não os agradava. Então, eles esperam um bom tema e inspiração surgir para compor.

- A inspiração vem da merda que é o mundo hoje, e apesar dessas merdas, temos muitas coisas boas, mas parece que as merdas estão se sobrepondo às coisas boas. Nós compomos letras sobre sistemas políticos, acontecimentos gerais, e tudo que pode ser revertido para que se viva melhor num mundo melhor. As melodias vêm de sentimentos. Se a inspiração lhe der raiva, com raiva o riff vai ser composto e tocado. – Explica Pedro.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda burnAhead atualmente está trabalhando no lançamento do primeiro EP, que terá quatro músicas e se chamará "Kill the Control". As músicas também estarão disponíveis no MySpace da banda.

CONTATOS
Telefone: (34) 8845-8178
MySpace: http://www.myspace.com/burnAhead
Twitter:
http://www.twitter.com/burnAhead
Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=42643163
- Aí galera! Quem quiser conferir nosso som, podem acessar nosso MySpace, temos também notícias no Twitter e uma comunidade no Orkut, fiquem por dentro! Espero que gostem! – Pedro Borges, guitarrista e vocalista da banda burnAhead.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

SONS DO BRASIL - CONHEÇA A BANDA KEPS





A banda Keps é de Guarulhos (SP) e foi formada em março de 2009. Os integrantes são Joey Keps (vocal e guitarra), Cliff Keps (vocal e baixo) e Willbeer Keps (bateria). De acordo com Joey. A idéia de formar a banda surgiu quanto ele e os demais integrantes da banda andavam juntos, curtindo muita droga, álcool e festas.


- Estávamos na frente de um supermercado, e derrepente me veio a idéia, e foi engraçado, pois cada um tinha uma boa banda e se dava bem com ela. Mas era uma proposta de zoar e fazer algo diferente. Isso foi entre janeiro e fevereiro de 2009. – Diz Joey.


O NOME
Joey explica que o nome Keps foi uma sugestão dele, a palavra veio de Caps, que é uma brincadeira interna da banda.


INFLUÊNCIAS MUSICAIS
O guitarrista e vocalista diz que as principais influências da banda são Os Beatles, Nirvana, Cachorro Grande, Dr Silvana&CiA, Ultrage a rigor, Zefirina Bomba e Rock Rocket.


- Nosso som é rock´n roll... ou melhor é “roquim-rou” (rsrs)! – Ressalta Joey.


PROCESSO DE CRIAÇÃO
De acordo com Joey, as musicas da banda são criadas em Jams e em ensaios. Geralmente quem começa com a criação é ele ou o Cliff, mas o baterista tambem cria letras e participa.


- A inspiração para criar as músicas vem das nossas vidas, particularmente, acho estranho compor sobre coisas que nunca vi ou mesmo não possuo informação. Somos três caras normais e amigos, que gostam de tomar cerveja juntos e tocar. É o que nos une e nos faz bem. – Afirma Joey.


TRABALHOS GRAVADOS
A banda Keps tem um single que foi lançado exclusivamente para o myspace no dia 03 de setembro deste ano.


- A música chama Jim Wilson, fala sobre um junkie que morreu e não soube do fato (rs). Jim Wilson é uma gíria de transporte de cadáver em aeroporto. Não se diz cavador ou carga, Jim Wilson é um termo técnico e não uma pessoa específica. Agora estamos preparando nosso primeiro EP com quatro músicas. Talvez em dezembro dê tudo certo para o lançamento – Explica o guitarrista e vocalista.


AGENDA
17/10/2009 - M868 - São Paulo (SP).




- Desafio a todos a ouvir nossa musica e dar uma opinião de verdade (rsrs). Não há um recado ou mensagem especifica (rsrs), engraçado isso, mas ouçam que se vocês não gostarem, nunca mais votem no Maluf (rsrs). – Joey Keps, vocalista e guitarrista da banda Keps.

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