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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

FIM DE SEMANA COM REGGAE E ROCK EM MONTES CLAROS


Será realizado neste domingo, 08, o primeiro Reggae in roll na Taberna Roots (antiga cachaçaria do Durães). O evento terá a participação dos músicos Ras Nazareno, Pablo Barata e Vlad (Seu Stylinga), Virgilio Valadão e Edu Lemos (Maracutaia S.A) e Laisa Bastos (Dona Miúda) no projeto Leão do Cerrado e a banda Umeazero. Serão duas horas de apresentação para cada banda, sendo o repertorio de musicas próprias e tambem alguns covers.


Segundo Ras Nazareno Marvin, organizador do evento, a idéia de unir o reggae e rock surgiu do pensamento de elevar a cena musical de Montes Claros. De acordo com ele esses dois segmentos musicais caminham juntos desde sua origem, tendo inclusive algumas semelhanças no seu modo de criar as musicas.


Nazareno explica que essa é mais uma tentativa de fomentar a cena musical da cidade, sendo tambem uma maneira de divulgar esse espaço cultural que se tornou a Taberna Roots (antiga cachaçaria do Durães), e de haver uma maior união entre os músicos e bandas de variados segmentos musicais e assim segundo ele, proporcionado um maior crescimento da cena musical e por conseqüência da cultura de Montes Claros.


O PROJETO
- O projeto reggae in roll será realizado de 15 em 15 dias. O próximo convidado será a banda Ruído Jack. A nossa intenção é unir os valores musicais da cidade, agregando a um só projeto e a própria cultura regional. Pretendemos unir o reggae a vários outros estilos, talvez até convidando um grupo de Catopes para tocar junto, no que seria um Catoreggae, ou com uma orquestra, com uma banda de chorinho. As possibilidades são muito grandes, e o que queremos é massificar a cena musical dando prioridade para as bandas e artistas independentes. O reggae tem na sua formação e na sua estrutura musical elementos muito semelhantes ao do rock. O blues tem uma influencia muito forte nos dois estilos, a cadência do baixo e tambem das guitarras se fazem presentes no rock in rol e no reggae. Um bom exemplo de como essa união pode dar certo, é a banda brasileira O Rappa, que inovou com sua fusão de reggae, rock e hip hop, criando um estilo próprio que hoje é reconhecido por todo Brasil e tambem pelo mundo. – Conta Ras Nazareno.


A expectativa dos organizadores é de casa cheia, Ras Nazareno ressalta que o movimento do reggae e tambem o do rock estão crescendo muito na cidade e que isso é de grande valor para nossa cultura. A idéia é levantar três bandeiras, do reggae, do rock e o principal que é a bandeira da musica montesclarense.
CENA INDEPENDENTE
- O publico de reggae de Montes Claros gosta de um bom som, são pessoas que procuram conhecer coisas novas, e o reggae in roll vem para ser algo inovador na cidade. Pela manifestação das pessoas é possível perceber que a aceitação será muito boa. Eu não tenho nada contra outros estilos como o axé, mas penso que poderia haver um equilíbrio maior. As coisas estão mudando, justamente pelo fato do pessoal não ficar de braços cruzados esperando que algum empresário venha o ajude, todos estão trabalhando e fazendo com que as oportunidades sejam criadas. Os grandes empresários da cidade e da região vão correr para onde é mais fácil, que é o axé e o pagode. – Afirma Ras Nazareno.


Ras Nazareno é natural de Manaus, estado do Amazonas, trabalha com reggae há 11 anos, conhece e aprecia o estilo musical há 20 anos. Há três anos trabalha também com produção musical e toca há um ano na banda montes-clarense Seu Istylinga.


SERVIÇO
O primeiro Reggae in roll acontece no domingo, 08 a partir das 16h00min na Taberna Roots (antiga cachaçaria do Durães) que fica na Rua Justino Câmara, nº69, Centro. Os ingressos custam R$3,00. Mais informações (38) 9164-8375.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mistura de músicos no reggae

Ras Nazareno (Seu Stylinga), Pablo Barata (Seu Stylinga), Brener Serafim (Natti Child), Edu Lemos (Maracutaia S.A) e Laisa Bastos (Dona Miúda)
FOTO: DIVULGAÇÃO

Iniciou-se nesse domingo, dia 7, de setembro, na Cachaçaria do Durães, o Projeto Cultural Reggae - Leão do Cerrado que terá apresentações de músicos de reggae com a participação de vários artistas de Montes Claros se apresentando no mais puro “Freestyle”, onde os músicos tocam independentemente de serem da mesma banda ou não, levando som de qualidade e muito ritmo ao público.

Ras Nazareno Marvin é o idealizador do projeto e conta que além de fomentar o cenário do reggae na cidade o projeto também tem seu lado social, os ingressos custam R$ 2,00 mais um quilo de alimento não perecível que será doado a instituições filantrópicas da cidade.


- Eu assistia a um jornal local e vi uma reportagem sobre uma garotada que estava afim de aprender a tocar, mas não tinha dinheiro nem para se inscrever no conservatório, e isso me tocou. A gente tem o intuito de fazer oficinas para a comunidade, no meio da rua mesmo, fazer para todos, com instrumentos de arte, convidando vários professores para ensinar . Quando terminarem essas apresentações aos domingos, vamos recolher os alimentos arrecadados e doar para uma entidade a ser definida ainda – explica o músico.


MONTES-CLARENSE
Ras Nazareno é natural de Manaus, estado do Amazonas, trabalha com reggae há 11 anos, conhece e aprecia o estilo musical há 20 anos. Há três anos trabalha também com produção musical e toca há um ano na banda montes-clarense Seu Istylinga. Ele frisa que também tem como intenção a valorização dos grupos e dos artistas e afirma que não vão ficar de “braços cruzados” esperando algum tipo de apoio, que eles mesmos, os músicos, podem fazer seus próprios eventos.


- Esse projeto foi feito também para conseguir um maior foco da cena musical do reggae na cidade, não só levantando o estilo, mas frisando também a valorização dos grupos e das bandas daqui e até mesmo do trabalho próprio de cada músico. Não queremos ter que esperar pelo apoio de empresários para poder tocar, nós próprios podemos nos unir e fazer os eventos. Estamos inclusive vendo a possibilidade de gravar uma coletânea do Leão do Cerrado para depois podermos divulgar ainda mais essa cena do reggae na cidade – conta entusiasmado o reggueiro.


OBJETIVO
Ele conta que o objetivo do projeto é levar a cultura reggae à todas as partes da cidade sem interesses capitalistas, se preocupando em difundir o estilo musical para todas as pessoas independentemente de sua idade ou classe social, apresentando novos talentos dessa tendência musical e também com programas na área de cultura e educação e com isso, contribuir para a redução da violência e para o entretenimento consciente e saudável dos jovens.


Esse tipo de iniciativa beneficia a todos, o público que ganha uma opção de lazer cultural de boa qualidade, as bandas e músicos que tem uma maior divulgação do seu trabalho e também os empresários e comerciantes que apóiam, pois esse tipo de evento gera indiretamente vários tipos de consumo, como o de bebidas e comidas, além de proporcionar uma maior exposição da marca da empresa ou comércio. É o que afirma o empresário Andrey Meoli que é proprietário de um estúdio e apóia o projeto cultural.


- Todo tipo de valorização cultural é válida. Nós como estúdio, buscamos sempre estar apoiando e valorizando toda forma de apresentação cultural musical, independentemente de estilo. Toda música tem que ser assimilada de uma forma que venha contribuir a com o bem estar de quem esta ouvindo o som. A boa música tem que ser mais difundida e mostrada principalmente na nossa cidade que é recheada de grandes talentos – conta o empresário.


ESTRÉIA
No domingo de estréia do projeto, apesar do calor intenso, um bom público compareceu e prestigiou o reggae tocado por vários músicos conhecidos da cidade como Edu Lemos da banda Maracutaia S.A. e Pablo Barata do Seu Stylinga, entre outros.


André Bahia é baixista da banda Maracutaia S.A. que também faz parte do Leão do Cerrado, ele conta que esse tipo de iniciativa serve como fonte de conhecimento musical para o público que por muitas vezes desconhece a filosofia do reggae.


- Eu acho muito bacana esse evento, que é uma idéia inovadora e eu espero que venha muita gente conhecer a filosofia do reggae, para entender o que é na verdade, não só uma bagunça musical, mas sim a idéia que o reggae quer transparecer para as pessoas. – afirma o músico.


MULTIMIDIA
Dentro das apresentações do projeto acontecerão ainda, exibições de documentários e videoclipes relacionados ao reggae, proporcionando ao público a visualização da cultura.


SERVIÇO
O Projeto Cultural Reggae – Leão do Cerrado será realizado todos os domingos durante o mês de setembro na Cachaçaria do Durães que fica na Rua Justino Câmara, nº69, Centro. O ingresso cobrado é de R$ 2,00 mais um quilo de alimento não perecível que será doado para entidades filantrópicas da cidade. O dinheiro arrecadado vai para a estruturação das bandas e do projeto. Para mais informações (38) 9164-8375.


MÚSICOS E BANDAS QUE PARTICIPAM DO LEÃO DO CERRADO
Seu Stylinga
Maracutaia S.A.
Mandala Roots
Beu Viana
Flavin Ribeiro
César Ruído Jack
Charles Brown Marques
Hebert Canela
Pedro Boi
Jamy

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