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quinta-feira, 12 de maio de 2011

ENTREVISTA COM OTÁVIO DI TOLEDO


A entrevista que posto, foi feita por email com o jornalista Otávio di Toledo, que é comentarista do programa Alterosa Esportee apresentador do programa “Viação Cipó”. Toledo começou como repórter esportivo no Diário da Tarde em 1993 e em 1998 começou a assinar a coluna do America no mesmo jornal e por isso também foi convidado a participar do programa Alterosa Esporte. O jornalista também é um dos idealizadores do time Forrobol que atualmente é uma ONG que ajuda crianças e jovens através do esporte.

Confira a entrevista completa a seguir.

Possilga: Na sua juventude, você jogou no futsal do Cruzeiro e também pela Seleção Mineira, sendo campeão nos dois times. Quem te incentivou a gostar de futebol e quais lições você aprendeu nessa época?

Otávio di Toledo: Meu grande incentivador foi meu pai Toledo que foi jogador profissional nas décadas de 50 e 60 jogando pelo América e campeão no Atlético em 63 e sempre me acompanhou, tanto no futebol de campo quanto nos jogos de salão. Aprendi a competir, ter determinação, buscar meus objetivos e ter persistência.

Possilga: Com 19 anos você ingressou no curso de jornalismo, o que te levou a fazer essa escolha?

Otávio di Toledo: Sou uma pessoa idealista e vi no jornalismo a possibilidade de lutar por uma sociedade mais digna e justa.

Possilga: Qual sua opinião em relação ao jornalismo atual, tanto esportivo como em outras áreas?

Otávio di Toledo: O jornalismo hoje está muito ligado aos interesses financeiros. Em uma sociedade capitalista o dinheiro fala mais alto e a verdade muitas vezes é omitida ou distorcida.

Possilga: Fala um pouco de como foi seu começo no Diario da Tarde como repórter esportivo.

Otávio di Toledo: Comecei no Diário da Tarde, como repórter esportivo e durante um bom tempo fiz coberturas de futebol amador e do esporte especializado, posteriormente me tornei repórter da Grande-BH. Em seguida assumi o cargo de editor desta categoria permanecendo nesta função por 14 anos.

Possilga: Se fosse dar um conselho para quem esta começando como jornalista, baseado na sua experiência, qual seria?

Otávio di Toledo: Para ser um bom jornalista é necessário ter determinação, ser comprometido com a verdade, ler muito para elaborar um bom texto e principalmente gostar da profissão, que infelizmente é mal remunerada.

 Possilga: Mesmo tendo jogado no futsal do Cruzeiro quando criança, você é um torcedor do America. Como surgiu essa paixão pelo coelho?

Otávio di Toledo: Como disse anteriormente meu pai jogou profissionalmente no América, meus tios são americanos, é uma tradição de família que já passei para os meus três filhos.

Possilga: Quando foi convidado para ser o representante do America na bancada democrática do Alterosa Esporte você imaginou que o programa poderia chegar ao patamar que chegou, sendo um dos melhores programas esportivos do país?

Otávio di Toledo: Sim, o brasileiro é apaixonado por futebol e o formato do programa é muito bom, tanto que é um sucesso de audiência há 13 anos. Por ter uma conotação descontraída os telespectadores se sentem muito próximos a nós e acredito que este é o grande diferencial nosso.

Possilga: Como é o convívio entre você e os demais representantes de Cruzeiro e Atlético e qual sua relação com os que já passaram pela bancada e hoje estão em outras emissoras?

Otávio di Toledo: Temos uma ótima relação de trabalho. Quanto aos integrantes anteriores sou amigo de alguns com quem mantenho contato como Dudu, Bolivar, Serginho e quanto aos demais apesar de não ter proximidade nunca tivemos nenhum tipo de atrito.

Possilga: Você é o único integrante original da bancada, vários repórteres e também comentaristas do programa foram para outras emissoras, você foi e é assediado pela concorrência? E como você lida com isso?

Otávio di Toledo: Sim várias vezes, vejo como um reconhecimento pelo meu trabalho e fico satisfeito com isso.

Possilga: O Alterosa Esporte é um programa esportivo, mas em alguns momentos você faz algumas colocações políticas. Somando isso a enorme audiência do programa e também com as ações promovidas pelo Forrobol, imagino que alguns partidos políticos já tenham te convidado a ser candidato. Isso realmente já aconteceu? Se sim, como você reagiu?

Otávio di Toledo: Sim, já fui convidado para ser candidato várias vezes mas optei por dar continuidade aos meus projetos, Forrobol, Viação Cipó, Alterosa Esporte que já consomem boa parte do meu tempo.

Possilga: Falando do time do Forrobol, quando que surgiu a idéia de se fazer uma ONG e ajudar crianças carentes através do esporte? Você acredita que esse exemplo poderia ser seguido por empresários e também por nossos governantes?

Otávio di Toledo: Começamos há seis anos para ajudar meninos carentes que jogavam futebol no Clube dos Oficiais da PM/MG. Eu era técnico voluntário lá e, vendo as dificuldades dos meninos, senti a necessidade de usar o meu prestígio para contribuir de alguma forma com eles. Começamos conseguindo bolsas em escola particular, depois refeições, treinos, transporte. O time foi melhorando é hoje é referência nas categorias de base, já venceu os grandes da capital em algumas oportunidades e, além do aspecto social, possui excelentes atletas, alguns já estão em times de fora, como o Bahia e o Corinthians Alagoano.

Acho que, na verdade, quando montamos uma ONG, estamos assumindo o papel do Governo. Muitas vezes acho errado isto, pois a gente gasta tempo, dinheiro do bolso, se esforça e, na maioria das oportunidades, os governos (municipal, estadual e federal), que teriam a obrigação de assistir a estes meninos, fecham as portas para nós, não ajudando em nada. Acredito que mais importante do que montar ONGs seria a gente pressionar os políticos, ver como os deputados e vereadores gastam suas verbas. Eles podem fazer muito mais do que a gente, só que o dinheiro sempre vai para amigos ou fundo de campanha.

No Brasil está tudo errado e, depois de anos lutando para ajudar 200, 500 meninos, vi que isto não muda muito o quadro de desigualdades do País. O que pode promover uma transformação forte é a política e a nossa pressão em cima destes senhores que tem o poder, mas não fazem absolutamente nada.

Possilga: Quais foram e quais são as principais dificuldades em se manter esse projeto social do Forrobol?

Otávio di Toledo: Sempre é dinheiro, pois as necessidades dos meninos são muitas e a nossa capacidade de conseguir recursos não aumenta na mesma proporção.

Possilga: Qual o motivo de você demonstrar ter uma ligação muito forte com as cidades do interior de Minas Gerais, mesmo tendo nascido na capital?

Otávio di Toledo: Sempre fui com meu pai e minha família para Baependi, no Sul de Minas, terra do Toledão. Lá, nadávamos no rio e visitávamos as pessoas na roça. Foi assim que tomei amor e carinho pela zona rural e pelo interior.

Possilga: O programa Viação Cipó, que mostra as belezas e riquezas do interior de Minas Gerais, foi uma idéia sua? E como é trabalhar viajando por lugares tão bonitos e conhecendo pessoas com historias tão interessantes?

Otávio di Toledo: Não, a idéia foi do Carlos Ribas, da produtora Cisup Ltda. E do Leandro Neves, que era nosso colega de Alterosa e hoje está na Record. Trabalhar desta forma é maravilhoso. Cansa fisicamente pelas distâncias de nosso estado, mas traz conhecimento e grandes amizades. As pessoas são muito receptivas, nos tratam bem e nos ensinam muito. É ótimo fazer a Viação Cipó.

Possilga: Para finalizar, gostaria que você deixasse um recado convidado os leitores do blog a assistir você tanto no Alterosa Esporte como no Viação Cipó.

Otávio di Toledo: Posso dizer que fazemos estes programas com muito carinho e responsabilidade. No  Alterosa Esporte queremos levar informação e diversão a este mundo que está cheio de tristezas e problemas. A Viação Cipó é um programa poético, que nunca apelou para ter audiência e se mantém firme no propósito de valorizar Minas Gerais na sua essência. Assistindo aos programas que fazemos e prestigiando nossos patrocinadores as pessoas podem mantê-los no ar. Caso contrário, como tantos outros bons projetos, eles podem deixar a TV, abrindo espaços, ás vezes, para programas que não levam nenhum conhecimento às pessoas. Agradeço a todos pela audiência e garanto que um dia Minas Gerais e seu povo serão valorizados como merece.

O programa Alterosa Esporte é exibido de segunda a sexta-feira de 12:10 as 12:50, o Viação Cipó é  todo domingo, às 10:00, com reprise às quintas-feiras, às 14:00.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA LADRÕES DE VINIL


Ladrões de Vinil é uma banda de Vitória da Conquista (BA), formada no ano de 2006. Loro Borges (guitarra e vocal), EDGoma (bateria e vocal) e Diego (baixo e vocal) compõe a banda que também tem Simpson, que é quem divulga os Ladrões de Vinil na internet.

- A essência da banda sempre foi o power trio, mas ouve várias tentativas de inserir novos integrante na banda sem muito sucesso. Tentamos tecladistas e vocalistas femininas, mas por vários aspectos tanto de afinidade musical quanto pela disponibilidade não dava muito certo então decidimos ficar só o power trio que permanece até hoje e é a formação que deu mais certo. – Conta Loro Borges.

O INICIO
Loro diz que a Ladrões de Vinil é parte dos integrantes da antiga banda Herdeiros do Tempo que tinha Rômulo, um grande amigo deles, no vocal e era mais voltada ao rock dos anos de 1980. Com a saída dele, os demais integrantes continuaram ensaiando, mesmo sem vocalista e procurando a verdadeira identidade musical da banda.

- Em maio de 2006 quando houve o fim da banda Herdeiros do Tempo nós continuamos a ensaiar, no começo sem pretensões, depois decidimos que íamos fazer um som do nosso jeito e com a nossa cara. As maiores dificuldades encontradas no início da banda foi em relação ao lugar para ensaiar tanto pelo espaço físico quanto pelo equipamento que não era bom e sempre fugimos de ensaiar em estúdios tanto pela dependência que se cria em relação a sempre pagar ensaio quanto pela privacidade para compor e ensaiar com mais tranquilidade que foi e é importante para o bom desenvolvimento do nosso trabalho. – Afirma Loro.

O NOME
O vocalista e guitarrista explica que o nome Ladrões de Vinil surgiu da seguinte maneira, quando começaram a banda, e ainda estavam apenas ensaiando e ainda sem um nome, Loro criou uma comunidade no orkut, e nela criou um tópico que existe até hoje, para receber sugestões para nomes. Foi então que Aliúde, um amigo da banda, aproveitou a oportunidade para cobrar do baterista EDGoma uns vinis que ele havia pego emprestado, e então sugeriu o nome que ficou.

INFLUÊNCIAS MUSICAIS
Perguntado sobre quais são as principais influências da banda, Loro diz que são varias e cita Legião Urbana, Engenheiros do Hawai, Secos e Molhados, Pepeu Gomes, Os Incríveis, Raul Seixas, Santana, Beatles, Rolling Stones, Dick Dale, Chuck Berry, Jovem Guarda, Erasmo e Roberto Carlos, Jerry Adriane entre outros.

- O som que fazemos é bem voltado ao rock'n'roll clássico, e a jovem guarda, tentando mesclar com o rockabilly e o surf music instrumental, cada vez mais nos identificamos com os sons e timbres mais antigos. A criação das músicas é um processo natural, vamos ensaiar as vezes sem nada na cabeça e sai uma música, as vezes um traz uma letra e agente cria música, as vezes uma traz a músicas e ensaiamos depois vemos uma letra e vamos misturando até resultar na música no final. A inspiração vem do cotidiano, do mundo a nossa volta, da procura de uma identidade e as melodias agente deixa soar até chegar perto do que queremos expressar com as letras. O principal tema abordado na verdade são questões existenciais, não esquecendo o swing do Rock “swing” no sentido de pegada, pegada no sentido do som mesmo, do (nada contra quem faça outros tipos de swings), sem esquecer da irreverência até porque como Goma diz “Rock é pra dançar”. – Conta Loro.

TRABALHOS GRVADOS
A banda Ladrões de Vinil atualmente tem um CD DEMO com cinco músicas autorais. A intenção deles é lançar em breve novas musicas e futuramente um álbum completo.

- No momento estamos compondo, quase começando a gravar o nosso álbum e fechando alguns eventos aqui na cidade e fora também. Esperamos em breve estar na presença de vocês que nos receberam muito bem aí nessa cidade maravilhosa. Abraço a toda galera do rock de moc. – Ressalta o guitarrista.

CONTATOS
Telefones: (77) 30883390 Fixo Loro - (77) 88019362 Loro - (77) 88219571 EdGoma -(77) 88186684 Diego

- Pessoal dêem uma olhada com muito carinho em nosso trabalho que é feito com muita dedicação e vontade de não deixar o rock'n'roll morrer e esperamos que tenha uma boa utilidade na vida de vocês. E quando tiverem a oportunidade venham ver o nosso som ao vivo que vocês não vão se arrepender, assim esperamos. – Diz Loro Borges, guitarrista e vocalista da banda Ladrões de Vinil.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA VOCÊ ME EXCITA





A banda Você Me Excita foi formada em Salvador (BA) no ano de 2009, de inicio como um power trio composto por  Xunga (vocal e guitarra), Gabriell (baixo) e Tazzio (bateria). Pouco tempo depois do inicio da banda eles convidaram o Navarro que atualmente faz os efeitos do synth.
              
- Em Maio de 2009 a banda surgia aos poucos com pequenas reuniões diárias entre Xunga, eu e o Cairo (produtor). No meio de tantas conversas, momentos sinceros e da ânsia de viver e marcar a nossa geração surgiu a banda. Como eu e Xunga estudamos jornalismo na mesma faculdade ficou mais fácil de nos encontrar e criar as primeiras músicas, tudo sempre acompanhado por Cairo. Depois veio a difícil tarefa de escolher um baterista que seguisse uma serie de requisitos que esperávamos e Tazzio “caiu como uma luva” na banda. Logo nos primeiros ensaios foram surgindo boas idéias, afinidade e consistência. Em Outubro de 2009 foi quando entramos em estúdio para ensaiar. – Diz o baixista Gabriel.

O NOME
Gabriel conta que o primeiro nome da banda foi Samila me Excita, depois Vênus me Excita. O Tazzio então sugeriu Você me Excita, os demais integrantes gostaram, assim como as pessoas que acompanham a banda, então decidiram que esse seria o nome. 

INFLUÊNCIAS E REFERENCIAS
Perguntado sobre quais são as principais influências da banda, Gabriel sita nomes como Arctic Monkeys, Foals e Franz Ferdinand como sendo as principais referencias musicais da banda. Ele ressalta que também escutam varias bandas atuais e pós-modernas.

- Eu defino nosso estilo como indie eletrônico. Nosso som é festa, é dança, psicoldelia e desconstrução. – Afirma Gabriel.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
De acordo com o baixista, geralmente ele e o Xunga criam a base da música, em seguida mostram para Tazzio e Navarro que a partir dessa ideia inicial desenvolvem a bateria e os efeitos do synth. Gabriel diz ainda que durante o dia-a-dia de cada integrante a letra vai sendo criada.

- As letras são feitas pelo Xunga, com algumas pitadas dos outros integrantes. E sempre falando a verdade, sempre sendo sincero, não existe historinha em nossas letras, tudo foi real, é real sempre. Não existe um tema central, apenas vivemos, sentimos e criamos sem pretensão. - Conta Gabriel.

TRABALHOS GRAVADOS
O primeiro trabalho gravado da banda Você Me Excita foi o EP "Elvira", o nome é uma homenagem a uma tatuadora de Salvador (BA). O EP, lançado em Janeiro, contem cinco musicas. Atualmente a banda se prepara para gravar um CD, que terá o nome "Dinossauro é pior do que cachorro"

CONTATOS
Telefones: Cairo Melo: (71) 9216-3722 - Lucas Spanholi: (71) 9984-5064




terça-feira, 1 de junho de 2010

ENTREVISTA COM O HUMORISTA BRUNO MOTTA





A entrevista que segue foi feita por email com o humorista Bruno Motta, uma das principais referencias em comédia stand up do Brasil. Atualmente, alem de suas apresentações, Bruno que nasceu em Belo Horizonte, também trabalha como redator chefe e repórter do programa Furo MTV.

Bruno Motta já participou de vários programas na TV brasileira alem de participar de espetáculos como ImproRiso e o Seleção do Humor (criados por ele em SP), Improvável, Comédia em Pé, Clube da Comédia, Comédia ao Vivo, dentre outros.

Na sua carreira, Bruno já conquistou alguns prêmios como o Prêmio Multishow de Bom Humor (1998), o Festival Nacional de Novos Humoristas (2003), Prêmio Minas de Dramaturgia (2005) e Melhor Comediante Stand Up do Brasil (RJ, Mercadão Cultural - 2006).

Confira a seguir a entrevista completa:

 Possilga: Com que idade você descobriu que tinha vocação para ser humorista? E quando você conheceu a comédia stand up?

Bruno Motta: Eu faço stand up há um tempo, já. Profissionalmente, há 10 anos, desde o Prêmio Multishow do Bom Humor Brasileiro, onde fui um dos vencedores fazendo justamente comédia stand up. Comecei e continuei fazendo pelo mesmo motivo: porque adorava esse desafio de fazer um humor só com texto novo, inédito, que ninguém nunca tinha visto antes, baseado no dia a dia, na atualidade.

Não vejo vantagens ou desvantagens em fazer stand up ou outro estilo, é tudo humor, todos os estilos buscam fazer rir. Quem tem que escolher o que gosta mais é o público, é uma decisão muito pessoal saber se você gosta mais escrachado, mais mastigado, mais cantado, mais calado, vai saber! O que mais me atrai nesse estilo é o ineditismo, a originalidade dos temas. Por mais humoristas que existam, sempre somos surpreendidos por novos olhares sobre algum assunto ou mesmo algum tema que não tinha sido abordado ainda. É um gênero que me diverte muito, não só como profissional, mas como espectador também.

Possilga: Você se lembra da primeira piada que contou? Se sim, qual?

Bruno Motta: Eu lembro que contava muitas piadas quando era criança, via meu pai contando e repetia. Mas não lembro qual foi a primeira.

Possilga: Você se inspirou em algum comediante para começar a carreira? Qual é seu ídolo na comédia e por quê?

Bruno Motta: Eu não me espelhei necessariamente em alguém específico, mas eu tinha um público em mente. Eu queria agradar pessoas como eu, que gostavam de ir a shows de humor, mas acabavam sempre ouvindo as mesmas piadas. Pensei "poxa, se a pessoa gosta de humor ela já conhece essas histórias. Seria legal ir num espetáculo só com material inédito". Mas claro que eu tenho meus ídolos. No começo era o Chico Anysio, o Jô Soares, além do Jerry Seinfeld e do Johnny Carson, que eu via na TV a cabo.

Possilga: Qual a maior dificuldade em se viver de humor no Brasil?

Bruno Motta: Para quem sabe fazer isso, não tem dificuldade. Acho que nessa hora se aplica a resposta de Oscar Wilde. O Chico Anysio me contou essa história; um dia uma senhora pergunta "Sr. Wilde, escrever é difícil?" e ele responde "Minha senhora, escrever ou é fácil ou é impossível". Quer dizer, para quem sabe fazer isso, não é trabalho. A gente está fazendo o que a gente sabe fazer. E de repente estamos sendo pagos para isso. Alguns são mais bem pagos que outros, outros são incrivelmente mais bem pagos que uns, mas o resto de nós está aí trabalhando e ganhando para isso. Só de ganhar dinheiro com algo que a gente ama fazer já parece férias.

Possilga: Como você cria seus shows e como você se prepara para eles?

Bruno Motta: O stand up é uma grande conversa para a platéia. Os melhores humoristas são os mais naturais, mais espontâneos, que falam de assuntos que realmente mexem com eles. Nós temos que ser nós mesmos no palco, quanto mais natural isso aparece, melhor para o show. Daí essa mágica de parecer sempre pensado na hora. Uma parte realmente surge ali, com aquela platéia. Outra parte já está planejada, as piadas escritas, testadas. Mas dizer qual é qual seria contar o truque da mágica...

Possilga: Qual foi a pior apresentação que você fez? Por quê?

Bruno Motta: Não existe isso. O importante é não passar recibo! Não deu certo? O importante é não parar. Bola pra frente. Agir como se nem fosse uma piada, só um comentário. Eu tento agir assim.

Possilga: Como você vê o humor brasileiro na atualidade? E qual sua  opinião sobre a comédia na TV brasileira?

Bruno Motta: Acho que o que chamam de "moda do stand up" é na verdade uma imensa combinação de fatores. O primeiro deles, claro, porque é mais um estilo de humor, e as pessoas gostam de rir de si mesmas, sempre foi assim. Além disso, é um estilo que trata principalmente do dia a dia, do cotidiano, ou seja, há uma grande identificação do público. Ele pode não se identificar com tudo, mas quando isso acontece beira os 100% de identificação. É um formato simples tanto tecnicamente (requer apenas um microfone) quanto artisticamente, já que não requer criação de personagem, exercício de corpo. É também novidade, e aqui no Brasil está, por algumas coincidências, intimamente ligado a internet e ao YouTube, onde o formato ganhou muita força.

O termo "comédia stand up"é que virou moda. E tem sido realmente um sucesso. Veja você que, em São Paulo, ele tem lotado bares e teatros, e, até agora, apenas em horários alternativos, teoricamente mais difíceis. O nosso projeto das quintas feiras, o ImproRiso, no Café Paon, é num bar. A idéia é ter um legítimo comedy club, sem elenco fixo. Você vai lá toda semana e vê comediantes diferentes se apresentando. Humor não sai de moda, não passa. Se aparecer mais um estilo amanhã, esse fica também. As pessoas querem rir.

Possilga: Você acha que poderia haver mais programas de comédia stand up na TV aberta?

Bruno Motta: Claro. Humor é bom e sempre vende.

Possilga: Eu conheci o seu trabalho através de vídeos na internet, inclusive você tem um canal no youtube com vários vídeos.  Como é sua “relação” com a internet, você gosta? Não tem medo que muitas pessoas  não comprem o show, ou assistam pelo fato de poderem ver na rede?

Bruno Motta: Sei que existe uma turma que pensa o contrário, mas eu não. Para mim, essa é a era da informação, e informação que circula mais, vale mais, como é a moeda. Para mim não existe saturação do mercado a partir dessa exposição, mas tem que saber lidar com ela. Quando a pessoa vai te ver ao vivo, ela quer ver a piada que ela conheceu no Youtube. Mas aí você não pode apresentar só o que ela já viu. Tem que ter alguma surpresa ali no meio guardada. Uma "versão entendida", eu acho.

Possilga: Desde 2009 você trabalha na MTV como redator, e em 2010 também faz matérias para o FURO MTV, como você concilia trabalhar na TV e fazer shows?

Bruno Motta: Me alimentando bem e tomando vitaminas! Tem sido puxado desde 2009, mas na MTV eles sabem como é importante para mim que eu continue fazendo shows, então eles fazem "vista grossa" para os dias que tenho que faltar. Mas eu não tiro folga desde o réveillon. É sério! Outro dia eu disse que ia ao teatro com um amigo e ele perguntou "sua folga, finalmente"? E eu disse "é como se fosse. Hoje eu só gravei minha coluna e um off na MTV". Trabalhar quatro horas para mim num dia é um dia de folga. O que é ótimo!

Possilga: Agradeço pela sua atenção e pela entrevista, e para finalizar queria pedir para que você deixasse um recado convidando os leitores do blog a ir ao seu show e também saber mais sobre seu trabalho através do seu site oficial e do canal no youtube.

Bruno Motta: É muito bem ver os recados de quem curte o nosso trabalho. Às vezes eu não respondo porque é impossível e falta tempo, mas ler, eu sempre leio. A gente se encontra no twitter @brunomotta e no meu site www.brunomotta.com.br!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SAIBA MAIS SOBRE A VACINA CONTRA O H1N1 – A GRIPE SUINA




Recentemente o Governo Federal do Brasil, através do Ministério da Saúde deu inicio a campanha de vacinação contra o vírus H1N1, que ficou popularmente conhecido como Gripe Suína.

Muitas pessoas tem o costume de especular sobre assuntos que muitas vezes não são de seu conhecimento e com a popularização da internet, falsas informações podem e são muito facilmente divulgadas.

Eu recebi de um amigo, que recebeu de outro amigo (que provavelmente recebeu de outro amigo e etc) e me encaminhou um email dizendo para não tomar a vacina que contra o H1N1, pois segundo o email, seria prejudicial a saúde e podendo levar a morte. Abaixo vai um trecho do email que recebi.

“A vacina H1N1 contém mercúrio - a segunda substância mais perigosa do planeta depois do urânio! O veneno de uma cascavel é menos perigoso que o mercúrio! O Mercúrio em outras vacinas está ligado à epidemia de autismo entre crianças!
Ela contém esqualeno, uma substância que quando injetada no corpo pode fazer o sistema imunológico humano voltar-se contra si mesmo!
Ela contém células de câncer de animal que pode provocar câncer nas pessoas!
Até o governo federal não está confiante quanto à segurança da vacina H1N1, é por isso que foi dada às indústrias farmacêuticas imunidade contra ações judiciais. Isto significa que se seu filho ou esposa ficar inválido ou morrer por causa da vacina H1N1, você não poderá processar a indústria farmacêutica que fez a vacina!!!
A entrada no mercado da vacina foi acelerada, o que significa que todos os efeitos colaterais a médio e longo-prazo não são conhecidos!
Em 1976 o instituto médico afirmou que havia uma situação crítica relativa à gripe suína, quando de fato somente 5 pessoas em todo o país adoeceram com ela. A situação crítica foi uma fraude na época tal como é uma fraude agora. As pessoas começaram a morrer ou ficarem inválidas após tomarem a vacina contra a gripe suína!

As estatísticas e os fatos estão sendo manipulados para provocar pânico! O número de pessoas que supostamente estão com o H1N1 são somente estimativas, não números reais. Os testes usados para o H1N1 NÃO são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos EUA), e esses testes NÃO são confiáveis! Os poucos que supostamente morreram por causa do H1N1 também estavam com pneumonia ou outras doenças, entretanto, o instituto médico quer que você acredite que o H1N1 foi a única causa dessas mortes.
De acordo com as declarações dos Centros de Controle de Doenças, Agência de Drogas e Alimentos e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o H1N1 é uma doença moderada da qual muitas pessoas se recuperam em uma semana sem medicação!”


Como não consigo acreditar em tudo que me falam, e tambem pelo fato do texto não ter uma fonte direta, decidi procurar informações a respeito e resolvi entrar em contato com o Ministério da Saúde, através do site da campanha www.vacinacaoinfluenza.com.br para saber mais sobre a vacina e obtive a seguinte resposta:

“Caro Samuel.

A vacina contra a Influenza H1N1 é aplicada em apenas uma dose. No caso específico de crianças saudáveis maiores de seis meses a menores de dois anos, a imunização ocorre em duas etapas, com meia dosagem cada, em um intervalo de trinta dias entre cada uma. Isso também vale para crianças com doenças crônicas acima de seis meses até os nove anos.

Não existem células de câncer de animais na vacina. Confira a composição da vacina.
Composição da Vacina:
1- Sanofi Pasteur / Butantan - Sem adjuvante
Antígeno propagado em ovos, Tiomersal, cloreto de sódio, cloreto de potássio, fosfato dissódico didratado, didrogenofosfato de potássio e água para injeção.
2- GSK - Com adjuvante
Antígeno propagado em ovos, adjuvante, tiomersal, cloreto de sódio, fosfato de sódio dibásico, fosfato de potássio monobásico, cloreto de potássio monobásico, cloreto de potássio, água para injeção.
3- Novartis - Sem adjuvante
Antígeno propagado em ovos, Tiomersal, polimixina, neomicina, betapropiolactone
* Informações adicionais sobre os componentes da vacina:
Adjuvante
Adjuvante é uma substância imuno-estimulante, um composto que ajuda o corpo a encontrar e reconhecer as proteínas da vacina e produzir uma resposta imune melhor,  que não leva nenhum risco para saúde humana.
Timerosol
O tiomersal, derivado do mercúrio, presente como conservante nas vacinas, para evitar crescimento de bactérias e fungos, é encontrado em baixa concentração. Não existem evidências científicas de contaminação de pessoas expostas à substância. Inclusive existem outras vacinas, já conhecidas por todos, que possuem a substância: DPT (difteria, tétano e coqueluche), Tetravalente (difteria, tétano, coqueluche e meningite), febre amarela, Tríplice Viral (caxumba, rubéola e sarampo).
Esqualeno
Extraído do fígado do tubarão, o esqualeno é um supercomplemento alimentar, como o óleo de fígado de bacalhau e a emulsão de Scott. Não causa dano ao ser humano. É usado em vacinas como adjuvante, substância que estimula a resposta de imunização do organismo. Entre os adjuvantes, estão alguns sais de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados).
Neomicina
A vacina produzida pelo Laboratório Sanofi-Pasteur contém a neomicina. Ela é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a este princípio ativo. Na vacina, evita a proliferação de bactérias. Não prejudica o organismo.

O Ministério da Saúde adquiriu as doses da vacina contra a Influenza H1N1 de três laboratórios: Glaxo Smith Kline (GSK), SANOFI Pasteur (em parceria com o Instituto Butantan) e Novartis, que são fornecedores de vacinas para todos os países. Estes laboratórios já tinham experiência com a produção da vacina contra os vírus de Influenza sazonal (vacina administrada anualmente nos idosos no Brasil), e investiram em tecnologia num processo de preparação para a produção de uma vacina para a prevenção do vírus pandêmico (H1N1).

A vacina é segura e já está em uso em outros países, não tendo sido observada uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves. A OMS estima que foram distribuídas cerca de 80 milhões de doses da vacina contra a Influenza pandêmica e até o final de novembro foram vacinadas aproximadamente 65 milhões de pessoas. A grande maioria do que vem se apresentando se assemelha à vacina sazonal administrada em idosos, que são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.

A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação. No Brasil, está sendo utilizada a vacina injetável, administrada por via intramuscular, ou seja, com a introdução da solução dentro do tecido muscular.

Não existe imunidade judicial das farmácia. O Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e laboratórios produtores das vacinas são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos adversos após aplicação de vacinas do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas distribuídas gratuitamente no SUS ou comercializadas, com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários. 

Obrigado,
Continuamos à disposição
Ministério da Saúde”

Eu imagino que muitos também tenham recebido este email, por isso decidi compartilhar destas informações com os leitores do blog para que todos tenham o maior numero de informações possíveis a respeito de algo tão serio como a vacinação da população brasileira. Que cada um tire suas próprias conclusões e decida se vai ou não tomar a vacina.

quarta-feira, 17 de março de 2010

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA US MULA PRETA



Us Mula Preta é uma banda de Belo Horizonte (MG), que foi formada em 2004, mas começou a divulgar seu som em 2006. Após algumas mudanças, a banda atualmente tem Karide Rocha no vocal, Weiver Brandão no Baixo, Gustavo Cortesi na guitarra e Salviano Carneiro na bateria.

- A principio o pessoal começou a se reunir, em festas de amigos, para fazer um som em 2004. Nessa época tocavam na banda Karide Rocha no Vocal, Weiver Brandão no baixo Marlon, Hilário na guitarra e Kleber Fraga na Bateria, mas só por volta de 2006 que a banda começou a divulgar seu som nas casas de show de Belo Horizonte. De 2009 para 2010 a banda sofreu alguns desfalques com a saída do Guitarrista e do Baterista, mas isso não foi o suficiente para abalar a banda, que segui com força total para dar continuidade ao trabalho. – Conta Salviano.

O INICIO
De acordo com Salviano, eles sempre foram muito amigos e em 2004, O Marlon e o Karide, decidiram montar uma banda, com o intuito de tocar rock’n roll. Porem, eles precisavam de mais integrantes, foi quando o Karide entrou em contato com Weiver e o convidou para ser o baixista. Weiver por sua vez, chamou o Pam Pam(ex baterista) para mandar tocar bateria, e a partir disso que a banda começou a ser o que é hoje.

- Em 2004, O Marlon (ex guitarra da banda) conversando com o Karide, que a principio iria mandar na batera, decidiram montar uma banda, mas quem seria a banda? Então o Karide entrou em contato com o Brandão para segurar as linhas de grave. A banda viu que faltava alguma coisa, e o Karide estava mandando bem nas composições e no vocal. Então o Weiver Brandão, que já tinha sido aceito pelos caras, entrou em contato com o Pam Pam(ex baterista da banda) para mandar ver na batera. Foi a partir daí que a banda começou a tomar forma e se transformar no Us Mula Preta. No mesmo ano, 2004, a banda já estava fazendo suas músicas no estúdio. – Diz Salviano.

O NOME
O baterista explica que o nome Us Mula Preta, foi sugerido pelo Karide, e segundo ele existem duas explicações. Karide inicialmente iria tocar bateria na banda, no caso, o instrumento era preto e bem velho, no modo de ver deles, uma verdadeira “Mula Preta”, mas esse não é o principal motivo do nome.

- O motivo real é o que liga o nome a ideologia da banda, que é a justiça e consciência social, e também o que dá sentido as letras. Resumindo, é uma associação do trabalhador brasileiro e o preconceito sofrido pela massa todos os dias. O “US”,é o que uni todos “NÓS” trabalhadores massacrados pelo sistema. – Ressalta Salviano Carneiro.

INFLUENCIAS
Salviano conta que a banda tem várias influências na música e também na literatura. Ele diz que as principais referências são nomes como Marco Antonio Araújo, Jorge Mautner, Blind Willie Johnson, Willie Dixon, Eric Clapton, Jeff e Stevie Ray Vaughanem, Motorhead, Sex Pistols e bandas mais atuais como Them Crooked Vultures.

- Algumas pessoas que se identificaram com nosso som certa vez nos disseram que agente tocava o rock faroeste (rs). Agente vê como um rock rápido, forte e coeso. A pedra bruta do rock e do punk. Sem muita firula. – Afirma o baterista.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
Segundo Salviano, a banda geralmente cria suas músicas no estúdio, o Karide chega com uma letra escrita e também a idéia de como será cantada. Feito isso, os demais integrantes dão suas opiniões e criam a melodia interagindo com o tema.

- A melodia é uma interação com o tema proposto. A inspiração vem do cotidiano mesmo. São letras em prol de uma consciência ecológica, referências literárias beatniks e roseanas, questionamentos em prol da justiça social e experiências de vida autênticas. Algumas letras contam histórias quase 100% verídicas. O Karide uma vez escreveu algo que define bem esses temas. É mais ou menos assim: “Banda de rock? Banda de choque? Banda de Lóki? Quem saberá?”. Os temas não poderiam ser outros, agonia, solidão vegetal, pornografia caipira polarizada em absoluto, propagada pelos auto-falantes do inferno de uma sociedade compulsiva, consumista e tecnocrata! – resume Salviano.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Us Mula Preta tem um CD/EP DEMO com quatro músicas gravadas no estúdio OM em Belo Horizonte. Eles pretendem gravar um disco com mais músicas da banda.

CONTATOS
Telefones: (31)  3492-1094 / (31) 8737-5574

- E ai toda a galera do rock’n roll! VemUs Mula Preta, com muita Porrada & Coice na mulera! É a hora que o pau cai a FÔIA! Vai encarar? – Salviano Carneiro, baterista da banda Us Mula Preta.

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