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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MAIS DE MIL PESSOAS NUMA FESTA COM 12 HORAS DE MUSICA ELETRÔNICA





Foi realizado neste sábado dia 24, a primeira edição da Possession, festa de musica eletrônica que teve doze horas de duração e um publico presente de mais de mil pessoas. Na festa se apresentaram os DJs de São Paulo Edrick e Danny com o projeto KHEPRI DUO Live, os DJs Kary e Jotta de Montes Claros e ainda, de Belo Horizonte os DJs Pin, Max Grillo e pela primeira vez na cidade o DJ Puzzle.


CRESCIMENTO DA CENA

Para o DJ Cary Rosulek Bacchi, que toca em Montes Claros há quatro anos, a musica eletrônica vem ganhando cada vez mais espaço na cidade, com a realização de vários eventos e tambem com a vinda de DJs de outras cidades e estados.


- A musica eletrônica em Montes Claros começa a mostrar para a sociedade que esse segmento musical é um movimento de arte e cultura, que envolve não só os DJs, como tambem artesãos e artistas de diversos tipos, que executam por exemplo os malabares e fazem pirofagia. De uns dois anos para cá, a musica eletrônica ganhou muito espaço na cidade, fugindo do tradicional forró, pagode ou axé, e isso é bom porque dá mais opções para o publico montesclarense. – Diz o DJ Cary.


Alexandre Figueiredo Drumond, o DJ Jotta, toca há cinco anos, ele tambem é produtor e esta terminando de produzir seu novo projeto que terá sua estréia em Belo Horizonte no mês de maio. Para ele, esse crescimento da cena eletrônica na cidade, mostra que há uma evolução não só nos eventos como no publico, que a cada festa se torna mais fiel. Segundo ele o intercambio entre os DJs locais com os de fora é bom para todos.


- Eu acho muito legal esse crescimento que a musica eletrônica vem tendo na cidade, o que mostra tambem que a galera esta evoluindo, porque tem alguns que vão as festas porque esta na moda, mas em compensação existem muitos outros que comparecem porque gostam mesmo do estilo, e vão lá para curtir a festa e prestigiar os DJs. Esse intercambio que acontece com a vinda de DJs de fora da cidade é bom para todos, bom para os DJs daqui, que alem de poderem trocar experiências, tem seu trabalho conhecido, e criando a possibilidade de tocar fora. È bom para os DJs de fora, que podem expor seu trabalho na cidade e é bom para o publico que tem a oportunidade conhecer diferentes estilos. – Afirma o DJ Jotta.


DE SÃO PAULO PARA MOC

A festa trouxe a Montes Claros pela segunda vez os DJs Edrik e Danny de São Paulo, com o projeto Khepri Duo Live. A DJ Danny tem 23 anos e toca desde os 17. Ela diz que Montes Claros têm um publico que realmente gosta do som, e que voltar a se apresentar na cidade é muito bom para ela.

Ela conta que seus trabalhos são produzidos em São Paulo, e a partir daí vai tocar em varias partes do Brasil e tambem na Europa, onde esteve recentemente. Para ela, a semente da musica eletrônica começou a ser plantada em Montes Claros, e agora esta na faze de crescimento e amadurecimento, inclusive do publico, que segundo ela começa a entender a filosofia das festas.


PRECONCEITO

A DJ Danny, ressalta que ainda existem setores da mídia que por falta de informação ou mesmo por preconceito ainda vêem as festas eletrônicas de maneira equivocada, se esquecendo do foco principal, que para Danny é a diversão.


- Existem certos setores da mídia, que acabam tirando o foco principal das festas de musica eletrônica, que é a diversão. É uma festa que você vai com seus amigos, vê o DJ que esta tocando, curte, dança, toma uma cerveja. Muitas vezes as pessoas vão para relaxar, espairecer, e essa é a parte boa que deveria ser passada pela mídia. São festas que geralmente são realizadas ao ar livre, com muito contato com a natureza, o que possibilita o publico tambem de ficar mais a vontade, por não se tratar de um ambiente fechado. É tambem uma boa oportunidade para se fazer amizades, eu tenho vários amigos que conheci em festas, e hoje freqüentam a minha casa, então é um ambiente muito saudável. – Diz a DJ.


A DJ conta que no inicio sofreu um pouco de preconceito, por ser mulher, até pelo fato do universo dos DJs ser bastante masculino. Ela afirma que muitas pessoas olham para as mulheres como se não tivessem capacidade de executar a mesma tarefa de um homem, e que isso acontece em vários segmentos, não só na musica eletrônica.


- Quando comecei a tocar havia um certo preconceito, até porque o universo dos DJs é muito masculino, já é um coisa que vem desde o inicio da musica eletrônica, então eu sentia que muitas pessoas olhavam para mim com um olhar mais clinico do que dos homens. Não sei se por uma questão de ciúmes, ou por uma questão cultural tambem. Quando uma mulher vai fazer alguma coisa, tem sempre aquelas pessoas que pensam que mulher é toda frágil, e talvez não tenha a mesma pegada do homem, e isso acontece em vários tipos de segmentos, não só na musica eletrônica. – Afirma Danny.

Um comentário:

Ramon Fonseca disse...

Fala Samuel, beleza?
O visual ficou mais legal agora.
Devidamente linkado n'"Os sonhos"
Saudações.

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