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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

SONS DO BRASIL – CONHEÇA PABLO CASTRO E A BANDA DOS DESCONTENTES


Pablo Castro é de Belo Horizonte (MG) e desde 2002 apresenta seu trabalho de cantor e compositor, ao lado da banda dos Descontentes. Após várias mudanças na formação da banda, atualmente Maurício Ribeiro no baixo e Bruno Santos na bateria acompanham Pablo Castro (violão, guitarra, piano e vocal).

- Sim, houve diversas mudanças, mas a formação que vai se cristalizar na memória é essa que gravou o disco comigo, eu (violão, guitarra, piano e vocal), Maurício Ribeiro (piano, teclado), Bruno Santos (bateria), Marcos Braccini (flauta e vocal), João Antunes (guitarra e violão) e Thiago Mundim (baixo). Também passaram pela banda, e participaram do disco, os seguintes músicos: Messias Lott (baixo), Analu (percussão), Gustavo Buxexa Mafra (teclados) e Giovanne Duarte (bateria). – Lembra Pablo Castro.

O INICIO
Pablo conta que por se tratar de um trabalho autoral, há dificuldade em encontrar espaços para se apresentar e por isso, ele se concentra em viabilizar projeto que possibilitem o financiamento de apresentações. Ele ainda ressalta que o projeto é um trabalho solo dele, então tudo depende do seu esforço para poder acontecer.


- Bom, meu primeiro trabalho fonográfico foi  “A Outra Cidade”, com Makely Ka e Kristoff Silva (http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=7553 ), que foi um disco que marcou uma geração que se lançou com o projeto Reciclo Geral (2002), geração de novos compositores belorizontinos. Esse disco, que já foi considerado pelo jornal O Tempo um dos dez mais importantes discos da música mineira, conseguiu acumular um grande prestígio. Acontece que não era nossa idéia formar uma banda, uma vez que cada um tinha um trabalho bem específico e não tínhamos o perfil de acompanhantes instrumentais. Cada um desenvolveu sua própria carreira a partir dali (2003). As dificuldades são maiores por ser um trabalho solo, meu trabalho, então eu não tenho um grupo realmente correndo atrás, as coisas dependem única e exclusivamente do meu esforço. Além disso, por ser um trabalho autoral, o espaço pra apresentação é muito difícil, de forma que me concentro mais na viabilização de projetos que possibilitem o financiamento de apresentações. Dessa forma, em 2005 tocamos no Conexão Vivo, e em 2008 gravamos esse disco, que estou tentando finalizar até hoje. De lá para cá, algumas esparsas apresentações. – Diz o musico.


O NOME
Segundo Pablo, a banda dos Descontentes é uma referencia ao disco de Erasmo Carlos Banda dos Contentes (1976). Ele ressalta que sempre teve uma postura política muito presente na sua vida e também em nas letras que compõe, então achou o nome interessante e percebeu que também iria gerar curiosidade.

PRINCIPAIS INFLUÊNCIAS
Falando sobre suas principais influências, Pablo Castro explica que seu trabalho tem muitas referencias de MPB da década de 1960 e principalmente 1970. Ele cita nomes como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, João Bosco, Edu Lobo.

- Além desses nomes, há uma influência grande e difícil de dimensionar apropriadamente, os Beatles, que foram a minha principal formação musical, e também atuação profissional, já que toquei na Sgt Pepper´s Band (1999-2003), incluindo duas viagens internacionais, e fundei a aclamada banda Free as a Beatle (que inclusive fez uma apresentação muito concorrida em Montes Claros, acho que em 2006), infelizmente já extinta. – Conta Pablo.

TIPO DE SOM
O musico explica que quando começou sua carreira, ele tinha uma banda autoral em Juiz de Fora (MG) chamada Delirium Tremmens, que em 1992 venceu um concurso de bandas DEMO promovido pelo Jornal do Brasil. Segundo Pablo, na época eles definiam o som que faziam como “rock-coisa”. Ele diz que o que faz agora acaba sendo um desdobramento da proposta inicial, que ele tinha com a banda, porem com menos rock.

- Acho que o que faço agora não deixa de ser um desdobramento dessa proposta, só que menos rock e mais coisa (hahaha). Quer dizer, se você ouvir, perceberá que tem um leque bastante amplo de estilos hibridizados, com elementos trazidos de contrabando de outras influências. Do ponto de vista rítmico, temos, desde o rock até o baião, a toada moderna, música de câmara, baladas, algo que poderíamos chamar de salsa, e algumas coisas mais. Cada música é um mergulho diferente, e a unidade se dá de uma forma mais sutil, sem querer fazer sempre o mesmo ritmo ou insistir nos mesmos elementos. Todas as canções estão no nosso myspace, pra quem quiser conferir. – Explica Pablo.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
Pablo diz que compõe há muito tempo, ele fala que seu processo de criação foi mudando. Ele conta que antes, sempre pensava na musica primeiro, e hoje já dá mais atenção para as letras do que no inicio. Pablo ressalta que se não tiver um esboço do que quer dizer na letra ele não trabalha muito na musica.

- Não fico trabalhando muito na música se já não tiver um esboço do que quero dizer na letra, porque acho que entendi que a canção realmente é um ponto indefinido entre letra e música, que precisa ser descoberto cautelosamente, sob a pena de forçar uma das duas coisas e perder a naturalidade. Além disso, dou uma grande importância à maneira como as partes da música se encaixam. Antigamente achava que a forma era mais maleável do que acho hoje. Outra questão importante, é que a canção já esteja interessante no seu mínimo denominador comum, que ela só ao violão (ou ao piano), já seja completa, e que o arranjo vá apenas ressaltar o que já está lá. É importante lembrar também que, nos arranjos do disco, a participação da banda foi crucial: há vários arranjos coletivos, não sou o típico compositor maníaco que já sabe tudo que quer e só manda os músicos tocarem. Preciso muito dessa criatividade, e idéias excelentes surgiram do Maurício, do João do Thiago, do Bruno e do Marquinhos, alem dos arranjadores convidados, Avelar Junior e Rafael Volumes. – Afirma Pablo Castro.

TRABALHOS GRAVADOS
Desde 2008, Pablo Castro trabalha em seu próximo disco, intitulado ”Anterior”, que deve ser lançado em 2010. O disco terá participações de vários instrumentistas além de Juliana Perdigão e Chico Amaral. O CD terá 13 faixas, sendo que dez já estão disponíveis no Myspace.

AGENDA
05/02/2010 – Apresentação na Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte. 10/04/2010 - Teatro Portimão, em Portugal. 

CONTATOS
Telefone: (31) 34858390

- Moçada do que acessa o blog Jornalismo Possilga, confiram as nossas canções no nosso Myspace, tenho certeza que vão gostar de pelo menos algumas! – Pablo Castro.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA QUASE COADJUVANTE



Quase Coadjuvante é uma banda de Belo Horizonte (MG) formada em 2009. Sua formação tem Marcelo Luiz baixo, Jonathan Tadeu no vocal e na guitarra e Filipe Monteiro na bateria.


O INICIO
De acordo com o Jonathan Tadeu, tudo começou mesmo em 2005, mas na época a banda se chamava Jonas e havia uma outra formação composta por ele e um amigo de colégio. A idéia inicial era de fazer um som autoral, mas segundo o vocalista na época não era algo tão comum como é hoje e por isso eles encontraram algumas dificuldades.

- Nossa idéia desde o início era tocar somente musicas próprias. Mas isso não era algo tão comum quanto tem sido atualmente em BH. Pelo menos não quando se tem 16, 17 anos. A maioria das pessoas que conhecíamos estava mais interessada em tocar covers. E também não era tão fácil conseguir shows sendo uma banda que toca músicas autorais. Outra dificuldade era encontrar pessoas com as mesmas afinidades musicais que a gente e talvez por isso a banda passou por várias mudanças de formação. Quando o Bruno Oliveira entrou para a banda, além de ter encontrado um grande baixista, se formou um grande vinculo de amizade a partir dali. Seguimos de 2007 até o inicio de 2009 nessa formação, ensaiando muito e fazendo alguns shows. Nosso desejo era gravar um EP. Tudo estava quase que certo, porem devido a falta de tempo dessa vida pós-moderna cada vez mais tensa, o Bruno teve que abandonar a banda. Era praticamente certo o fim da banda. O Bruno era figura muito importante no processo de composição, era ele quem cuidava de todas as coisas mais chatas na banda, tipo a parte do myspace, a arte gráfica da banda, flyers e toda essa coisa. Foi então que convidei o Marcelo no início de 2009 e muita coisa mudou para a gente, principalmente a forma de nos posicionarmos em relação ao trabalho que antes se resumia apenas em “fazer um som no final de semana”. Essa mudança de atitude pedia também um novo nome, para sentirmos que tudo seria diferente. Decidimos então aproveitar para mudar o nome da banda e desde março de 2009 a banda é se chama Quase Coadjuvante. – Conta Jonathan.

O NOME
O vocalista explica que o nome surgiu quando ele estava em sua casa, listando possíveis nomes para a banda, mas não havia encontrado nenhum que lhe agradasse. Após voltar bêbado de um show, se lembrou de uma frase dita por Kurt Cobain e influenciado por ela teve a idéia do nome Quase Coadjuvante.

- Eu estava em casa com uma lista de nomes possíveis, mas nenhum era suficientemente interessante. Irritado resolvi que o nome seria algo improvável e se possível sem significado algum, algo que apenas soasse agradável aos ouvidos. Porém esse plano também foi por água abaixo. Estava voltando bêbado de algum show que não me recordo agora, quando me lembrei duma frase do Kurt Cobain "Gostaria de ser adorado como John Lennon, mas, ao mesmo tempo, ter o anonimato de Ringo Starr". Bêbado, passei a noite pensando no melhor adjetivo que pudesse descrever a posição que o cara gostaria de ter chegado com o Nirvana, e depois de uns tropeços na Afonso Pena deserta cheguei a conclusão de que ele gostaria de ser um Quase Coadjuvante. Fui dormir com aquilo na cabeça. Acordei no outro dia com a idéia absurda de botar esse nome na banda e ficou. – Explica o vocalista.

INFLUÊNCIAS E TIPO DE SOM
Jonathan diz que as influências são bem variadas e apesar de cada um da banda ouvir coisas completamente diferentes, mas na hora de compor eles acabam sendo influenciados pelo que o outro ouve. Segundo Ele as principais referências são bandas de 1990 como Nirvana, Mineral, Weezer, Radiohead, a jovem guarda, Cartola e Nelson Cavaquinho. Algumas coisas de Hardcore, MPB e também rock nacional como Mombojo, Los Hermanos, Violins e Sodacaffé.

- No resultado final, creio que são essas influencias praticamente imperceptíveis. (risos) Eu realmente não sei, nunca soube definir a gente. Certa vez, nas vésperas do show de lançamento meu pai veio me perguntar o que a gente tocava e eu respondi: “ah, é um rock leve, feito por gente que nunca brigou em porta de colégio”. Acho que a maior influencia é com certeza o cotidiano. A musica é uma forma de dialogar com obstáculos e recontar historias que ouvimos todos os dias. Mas também não acho que as canções possam ser autobiográficas, pois parafraseando um certo filme, quando você passa algo para o papel, aquilo se torna ficção, mesmo que tenha sido criado a partir de uma experiência real. – Diz Jonathan.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
De acordo com Jonathan, geralmente ele grava uma faixa de violão e voz e manda para os demais integrantes da banda, que avaliam e se todos concordarem eles começam a trabalhar na musica, mas ele ressalta que já aconteceu de eles criarem a melodia e só depois a letra.

- Nunca me passou pela cabeça sentar e escrever um disco focado em um tema ou tentar prever o que eu vou compor. Eu simplesmente deixo me influenciar pelos acontecimentos do dia a dia, coisas que acontecem comigo ou com algum amigo ou parente mais próximo. – Afirma o vocalista.

TRABALHOS GRAVADOS
Em setembro a banda lançou o primeiro EP chamado "Tributo ao que ainda está por vir", e reúne cinco musicas criadas no período de 2006 a 2009. A produção foi feita pelo Fabrício Galvani, que já trabalhou com Carolina Diz e Pelos de Cachorro. A banda pretende passar o ano de 2010 divulgando o disco, em outras cidades e finalizar o material para o próximo disco que querem gravar e lançar ainda no final do semestre de 2010.

CONTATOS
Telefone: 97339666
Myspace:
www.myspace.com/quasecoadjuvante
Vídeo da musica toda feita de azul: http://www.youtube.com/watch?v=h8RgQ1oFDtY
Link para download do EP por este link: http://www.mediafire.com/?dwzoonibwmj


- Podem nos acessar através do myspace e nos seguir no twitter para saberem informações sobre shows e lançamentos. – Jonathan Tadeu, vocalista e guitarrista da banda Quase Coadjuvante.




sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

POSTAGEM Nº 301



Essa é a postagem de nº 301 do meu blog, que teve sua primeira postagem no dia 10 de julho de 2007. Naquela época eu ainda era acadêmico do curso de Comunicação Social/Jornalismo e não tinha idéia de que um dia chegaria a ter tantas postagens.

Desde então o blog possui 87 matérias com bandas de todo o país, 11 entrevistas com diversas personalidades, 19.480 visitas (até o momento em que eu escrevia esse texto) alem de vários vídeos e textos opinativos e informativos.

Agradeço a todos que participaram das matérias pela atenção com este jovem jornalista, e também a todos que colaboraram e colaboram comigo nestes mais de três anos de existência do Jornalismo Possilga.

Espero que as postagens aumentem cada vez mais, para que quem sabe daqui um tempo eu venha fazer a postagem de numero 1000.

Muito Obrigado a todos.

OBSERVAÇÃO: A imagem que ilustra a matéria é uma montagem que eu fiz com algumas fotos e logos de bandas que eu entrevistei (peço desculpas a quem não tiver entrado, mas são muitas imagens), então fica o desafio para você que já passou por aqui, se localize na foto.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

DIA MUNDIAL DE COMBATE A CORRUPÇÃO - texto opinativo



Em pleno dia mundial de combate a corrupção (09/12) centenas de cidadãos brasileiros foram as ruas de Brasília (DF) para protestar contra a corrupção que acontece em todo país, tendo como foco no que recentemente ficou conhecido como “esquema dos panetones”, um mensalão genérico digamos assim, que tem envolvimento do Govenador Arruda.

O resultado? A tropa de choque foi chamada e seu comandante ordenou o ataque contra os manifestantes. O irônico disso é que a policia em tese, tem o dever de manter a ordem e de principalmente de proteger o cidadão, o que não aconteceu. Na verdade o certo mesmo seria a tropa de choque ir para cima do congresso nacional, onde o cidadão brasileiro é agredido todos os dias.

Obviamente, os policiais só estavam cumprindo ordens, mas será que era necessário tanta violência? Será que eles não poderiam agir de forma menos agressiva? E ainda, será que eles se esquecem que também são cidadãos brasileiros e que também são afetados por toda essa corrupção que assola o Brasil?

Ate quando a população vai ser “refém” da corrupção e de quem comanda ela, e ainda por cima não poder ter o direito de reclamar? O que será necessário para que isso mude???


SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA DIAPASÃO



A banda Diapasão é de Belo Horizonte (MG) e foi formada em 2004, inicialmente como um trio. A formação atual é composta por Gustavo Amaral (baixo), Leandro César (violão), Adriano Goyatá (bateria e marimba), Alexandre Andrés (flautas) e Rodrigo Lana (piano).

- Atualmente estamos num processo de transição, o violinista (Ayran Nicodemo) está mudando para o Rio de Janeiro (RJ), pois foi convidado para entrar no “Itiberê Orquestra e Família”, então estamos em “fase de teste” para vermos se vamos continuar apenas com cinco músicos (o que é mais provável) ou se vamos procurar outro músico. – Diz Rodrigo Lana.

O COMEÇO
De acordo com o pianista Rodrigo Lana, ele sempre teve vontade de ter um grupo de musica, inclusive chegou a participar de vários grupos de diversas vertentes musicais, mas sempre era limitado pelos rótulos que eram postos. Foi quando em 2004 ele convidou o Gustavo Amaral para formar um grupo musical.

- Em 2004 eu estava terminando umas músicas para piano (sem muita pretensão), apenas compondo pelo prazer de criar algo, mas sempre tive vontade de ter um grupo de música, já entrei em vários grupos de diversos estilos musicais e sempre esbarrei com rótulos (progressivo, MPB, jazz, “popular”, ‘erudito”, etc.) que limitavam a criatividade e restringia o público. Então tive a idéia de chamar o Gustavo Amaral, para montar um grupo de música. Na época eu tinha acabado de fazer um show com o grupo Mestiço (que eu participava)  e num desses shows o baterista Fabiano Moreira participou, e trocamos várias idéias, os gostos musicais eram bem parecidos, aí não deu outra, chamei ele e daí surgiu o trio Diapasão. A maior dificuldade que tivemos e ainda temos, é de encontrar lugar para tocar nossa música, pois a proposta de fazer “música artística”, sem se preocupar com rótulos, nos deixa um pouco isolados dos “padrões”. Por outro lado, aproveitamos a diversidade da nossa música para tocar em festivais variados, no fim de 2009, por exemplo, tocamos no festival de Jazz da Savassi, e nem somos uma banda de jazz. A “cultura jazz” com certeza influencia nossa música, mas não ficamos restritos a ela. – Conta Rodrigo.

ESTILO
Rodrigo diz que o fato de serem uma banda instrumental foi algo que aconteceu naturalmente. Segundo ele, o grupo foi surgindo e tocar música instrumental, não foi algo premeditado. O pianista ressalta que hoje eles têm consciência do que é fazer música instrumental e de quanto é complicado ter um grupo que não usa a palavra para transmitir a mensagem.

- Em uma sociedade que é cada vez mais alienada e atrofiada para a música, acho que temos um papel muito importante, que é o de não deixar a linguagem musical ficar restrita a escolas de música e elites musicais. Queremos mesmo é tocar em praças públicas, mostrar nossa arte para o cidadão comum e estimular as pessoas para que a música volte, de alguma forma, a ser uma linguagem popular. Eu definiria nosso som como música artística, porque antes de qualquer coisa nós temos a preocupação de fazer arte. Nunca fizemos uma música pensando “toca de tal forma porque assim vende mais” ou “toca assim porque o público vai compreender melhor”, se tem um público que gosta da nossa música, é porque entenderam nossa arte, e não porque “mastigamos” a música para eles. A música quando é feita tendo a própria música como princípio, e não fins puramente comerciais, estimula o ouvinte ao invés de manipular, como anda acontecendo por aí. Eu sou contra a idéia de que é necessário “facilitar” a arte para que o público compreenda, acho que é melhor estimular o público para que a arte continue intacta. Isso também não significa que fazemos músicas “complexas” não, nós fazemos uma música que acreditamos, e dessa honestidade surgem músicas extremamente simples e outras extremamente complexas (e essa questão de “complexo” e “não complexo” é muito relativo também, a única coisa que importa é que temos a intenção de fazer MÚSICA e queremos que ela chegue ao público). - Afirma Rodrigo.


 O NOME
Segundo Rodrigo, Diapasão foi um nome criado por ele, e teria sido algo semelhante a nomear uma criança. O pianista ainda explica que diapasão, é um instrumento usado como referência para afinar os instrumentos musicais.

PRINCIPAIS INFLUÊNCIAS
Rodrigo conta que no inicio, a banda era mais rock in roll, rock progressivo, jazz, uma pitada de música brasileira e também de música histórica européia em geral (Bach, Beethoven, Chopin), porem sempre evitaram rotular as musicas, mas não negam suas influências.

- Atualmente temos uma bagagem de influências bem variada, mas eu acredito que nossa maior influência atualmente é a música brasileira (Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Villa Lobos, Milton Nascimento, a própria música que se faz em Belo Horizonte hoje – grupo Ramo, Graveola e o Lixo Polifônico, Kristoff Silva, Quebrapedra, Madeirame, urucum na cara, agualuz, etc, etc,etc.... – Diz Rodrigo.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
Falando sobre o processo de criação da banda, Rodrigo explica que é algo bem variado, ele relembra que no começo ele era o único que criava. Nessa época ele gravava a parte do piano, e as partes do baixo e da bateria ele fazia em um teclado e então enviava para o Gustavo e o Fabiano em uma fita K7.

- Hoje, além de “falar” música, nós temos a preocupação de escrever ela também. Atualmente temos uma formação melhor, então tem o processo de sentar em casa e escrever a música, outro de juntar todo mundo e fazer o arranjo de ouvido (fizemos isso no arranjo “Trem de Areia”, uma mistura de trem caipira do Villa lobos com Ponta de Areia do Milton nascimento), também trabalhamos com a composição aberta, a última que eu fiz foi dessa forma (escrevi as melodias principais, harmonia, algumas células rítmicas e estamos criando o arranjo juntos). Com o tempo todas as músicas acabam mudando um pouco, porque sempre estamos mexendo nos arranjos (de ouvido ou escrevendo novamente). Atualmente também estamos com a pretensão de criar músicas juntos (todo o processo de composição juntos) e agora que finalmente temos um espaço nosso para ensaiar acho que isso será possível. A inspiração existe, mas é com o estudo das obras dos grandes gênios (Pixinguinha, J.S.Bach, Beethoven, Villa Lobos, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, etc.) que aprendemos muito sobre a linguagem musical e muito da inspiração vem das músicas desses compositores. – Ressalta o pianista Rodrigo Lana.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Diapasão tem um disco gravado intitulado "Opus I" que pode ser baixado na internet. A banda agora está preparando seu próximo CD que pretendem lançar no ano que vem.

 - "Opus I"é um registro de um período do grupo que tem pouca relação com a música que fazemos hoje. Atualmente estamos preparando o próximo disco que contará com músicas de quase todos os integrantes, nesse ano de 2009 o grupo cresceu muito, ganhamos o prêmio BDMG Instrumental, e tocamos em importantes espaços como o SESC Instrumental, Savassi Jazz Festival e Festa da Música, durante esse período o repertório tomou forma e quem assistiu o show recentemente já viu uma prévia do que será o CD. Estamos aguardando resultados de editais de leis para viabilizarmos a gravação em 2010. – Conta Leandro Cesar.

CONTATOS

 
- Não recomendamos apenas a nossa música, quem estiver a fim de conhecer música feita hoje, em Belo Horizonte (MG) existe uma quantidade muito grande de boa música atualíssima. Junto com o Diapasão recomendo Ramo, Urucum na Cara, Graveola e o Lixo Polifônico, agualuz, Rafael Macedo, Antonio Loureiro, Quebrapedra, João Antunes, Misturada Orquestra, Kristoff Silva, Makely Ka, Juliana Perdigão, Pablo Castro, Felipe José, Capim Seco, Madeirame, Prucututrá, Corta Jaca e por aí vai... – Banda Diapasão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA TEMPO PLÁSTICO


A banda Tempo Plástico foi formada em 2005 em Belo horizonte (MG). A banda tem na formação Eduardo Drummond na bateria, Fábio Gruppi no teclado e vocal, Claudio Moreira na guitarra e Felipe Prado no baixo.

 O INICIO
De acordo com o baterista Eduardo, a banda começou no prédio do curso de Comunicação Social da PUC Minas, com três integrantes. Na época era um projeto sem baixista e se chamava Vereda. Em 2005 Felipe Prato assumiu o posto de baixista, e  a banda mudou o nome para Tempo Plástico.
 
- A banda começou pela aproximação, na faculdade de comunicação, que eu, o Fábio e o Claudio fazíamos. No início a banda era um pequeno projeto somente pela diversão! Alguns shows foram feitos e vimos que um baixista era inevitável. Aí entrou o Felipe, também da faculdade, e começamos a fazer shows maiores em calouradas e festas da faculdade. Então gravamos nosso primeira DEMO em 2006, montamos um estúdio próprio para ensaiarmos mais e não paramos mais. Convites para shows fora de Belo Horizonte e assim foi! – Conta o Baterista.

O NOME
Eduardo explica que o nome Tempo Plástico significa “o tempo que oscila, que varia e que não tem regras”. De acordo com o baterista, nas composições da banda eles tentam traduzir a cidade de Belo Horizonte (MG) em todos os seus aspectos.

- O nome vem do formato da nossa música. Nas nossas composições tentamos traduzir a cidade de Belo Horizonte, seu relevo, seus barulhos... Nossa música é quebrada no tempo assim como BH é quebrada pelas montanhas! - Diz Eduardo.

INFLUÊNCIAS E ESTILO
O baterista ressalta que a principal influência da banda é a cidade, as sirenes, as buzinas, construções, o ônibus que passa e etc. Ele defini o estilo da banda como sendo um “rock plástico”, o porquê dessa definição ele diz que deixa a critério da interpretação de cada pessoa.

- Nossas músicas são compostas em conjunto. Cada um dá sua contribuição no próprio estúdio, vamos montando como um quebra-cabeça. O tema principal é a cidade de Belo Horizonte (MG). Não só nas letras, mas no tempo, no ritmo, no jeito de tocar os instrumentos. O motivo? Porque é a cidade onde vivemos, nossa realidade, o que temos contato todo dia. – Explica Eduardo.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda Tempo Plástico lançou na metade do ano o single “Buraco do Queijo”, gravado e mixado no estúdio do selo de música independente Queijo Elétrico.

- Ouçam para ver!! – Eduardo Drummond, baterista da banda Templo Plástico.
AGENDA
19/12/2009 - Festival de arte experimental - brócolis - Ouro Preto (MG)
19/12/2009 - Festival Rock Solidário – Barbacena (MG).
CONTATOS
Telefone: (31) 3567-8166
Outros sites: blogqueijoeletrico.wordpress.com,
Link para download do single “Buraco do Queijo”: http://migre.me/denf
Link para o clipe da musica “Coisa”: http://migre.me/deol

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA 4INSTRUMENTAL


A banda 4Instrumental foi formada em abril de 2008, em Sabará (MG), e desde então matem a mesma formação, que é composta por Thiago Augusto Guedes (guitarras), Tiago Salgado (teclado/synt e flautas), Paulo Henrique "Paulão" (baixo) e Rodrigo Gonçalves "Digão" (bateria).

O INICIO
Os integrantes da banda dizem que tudo começou de maneira inusitada, eles iriam fazer apenas um único show, para se divertirem com suas composições, e a coisa acabou ficando mais seria e deram sequência na banda. Perguntados sobre o motivo de serem uma banda instrumental, eles respondem que após o primeiro show, não sentiram a necessidade de ter vocal e assim continuaram.

 - Já nos conhecíamos de outros trabalhos e tínhamos admiração pela  forma que cada um tocava. Não existiu um "cabeça da banda”, pois tudo aconteceu de forma muito inusitada. Começamos a tocar juntos devido o Forceps, (coletivo que fazemos parte), estar promovendo, em Maio de 2008 em nossa cidade, um festival de música instrumental, o "Minas Instrumental", e precisavam de uma banda local,deste gênero. Em abril de 2008 começamos o processo de composição para este show, apenas para a gente se divertir tocando nossas músicas. – Conta Tiago Salgado

- O que seria o 1º e único show da banda, teve uma aceitação muito boa do publico que esteve presente. Por este motivo e pela satisfação  de conseguirmos compor as primeiras músicas em tão pouco tempo, e agradar várias pessoas, gravamos uma DEMO, e colocamos as músicas no MySpace, em seguida fomos convidados  por vários coletivos que compõe FEM, a circular, o que tem sido muito importante para o crescimento e aprendizado da banda nos dias de hoje. No começo tivemos algumas dificuldades financeiras, que sempre foram superadas com esforço e ajuda do Forceps, e dos outros coletivos que sempre  nos receberam muito bem. – Diz Thiago Augusto.

O NOME
De acordo com a banda, não há um motivo especial para terem escolhido 4Instrumental, segundo eles foi o melhor nome de todos que apareceram durantes os ensaios.

INFLUÊNCIAS
Eles ressaltam que alem de musica também tem influencias da vida em geral, de filmes, de pessoas, etc.

- Não nos preocupamos com rótulos, apenas tocamos o que sentimos. Somos uma banda de rock instrumental, com influências diversas, de cada integrante. – Explica Paulo Henrique.

- Geralmente quando vamos criar, um dos quatro aparece com um tema nos ensaios, para ser desenvolvido em conjunto com a banda, surgindo novas melodias e temas. Sempre existe um tema principal, porém ele é subjetivo, nunca é colocado para o grupo, assim como o publico, ficando a critério de cada um o  desenvolvimento da sua  história. – Ressalta Rodrigo Gonçalves.

TRABALHOS GRAVADOS
A banda 4Instrumental finalizou a gravação e masterização do primeiro disco, intitulado "Fuga". Eles pretendem fazer o lançamento no primeiro semestre de 2010. As músicas já estão disponíveis para download no myspace da banda.

AGENDA
11/12/2009 - FESTIVAL SEMIFUSA - Ribeirão das Neves (MG)
20/12/2009 - FESTIVAL NOVAS TENDÊNCIAS – Uberaba (MG)

CONTATOS
Telefones: Thiago Augusto Guedes (31)8441-1159 - Tiago Salgado (31) 9287-6082

 - Uma das cidades que já tocamos foi Montes Claros, em fevereiro de 2009, no Grito Rock. Foi muito massa!! Fizemos muitos amigos, aprendemos muito com o pessoal do Coletivo Retomada e esperamos voltar em breve. Um grande abraço a todos! – banda 4Instrumental. 


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