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quarta-feira, 29 de abril de 2009

SONS DO BRASIL – CONHEÇA O DJ JOTTA





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O DJ Jotta é de Montes Claros e começou a tocar no ano de 2003, e sua primeira apresentação foi a cidade de Poços de Caldas. Ele diz que seu interesse pela musica eletrônica, principalmente o Psy, surgiu quando ele comprou um CD com várias músicas, mas acabou escutando apenas uma com maior freqüência, que era Psy.

- Tudo começou quando comprei um CD do Celso Portiolli entre o final de 2002 e o começo de 2003, eu tinhas uns 16 anos nessa época. Desse CD eu curti apenas de uma musica que era Psy, das antigas do
Skazi, e percebi que só escutava essa musica, ai pronto, eu só queria saber disso e comecei a procurar fui me interessando cada vez que eu conhecia mais, mas não pensava em ser DJ. O tempo foi passando e eu sempre escutando e procurando mais musicas novas e tal, foi quando meu irmão abriu a boate "FLY", e eu trabalhava lá, ao lado do DJ, mas como operador de luz. Então, todo final de semana eu via os carinhas tocando e ficava perguntando as coisas para os caras e aos poucos eu tocava alguma coisa de brincadeira mesmo, antes de abrir a boate. No final de 2003 eu fui para a cidade de Poços de Caldas e conheci uma galera que curte Psy e conheci também alguns DJs de lá e toquei pela primeira vez e desde então descobri que era isso que eu queria seguir. – relembra Jotta.

O NOME
O DJ conta que o nome Jotta vem do seu pai que se chama Juarez e tem o apelido de Jota, e por isso ele era o “Jotinha” e então resolveu homenagear seu pai, que é também o melhor amigo

INFLUÊNCIAS MUSICAIS
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DJ Jotta diz que suas influências vieram de seus pais, e cita banda como Pink Floyd, Yes, Beatles, Supertramp e Creedence. Ele fala que o trance o atraiu porque tem muita influencia do rock, as musicas tem bateria, baixo, teclado, percussão e as vezes guitarras e vozes.

- Para falar a verdade eu não sei como definiria o som que faço, acho que mais como uma coisa transcendental mesmo, um som que para quem conhece um pouco da cultura, vai alem, as vezes alem até mesmo do que realmente quero mostrar. É um som as vezes alegre e as vezes meio triste, depende do momento que você esta passando na vida quando ouvir. – Diz o DJ.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
Jotta fala que cria suas musicas de acordo com novas tendências, e ressalta que o trance exige um processo de criação que precisa ser feito, alem do domínio de alguns programas.

- Eu crio minhas musicas de acordo com as tendências novas que vem surgindo, mas sempre com minha cara, sempre parecido com o que sempre gostei de tocar. O trance tem todo um processo de criação, precisa alem de tudo de um ouvido bastante perceptivo e critico também. Alem disso é necessário dominar alguns programas como Logic platinum, Cubase, Ableton, dentre outros. – Explica Jotta.

A inspiração segundo ele, vem quando senta na frente do seu laptop no estúdio, e imagina uma festa com pessoas dançando e tenta imaginar também que tipo de som elas estão escutando, algo que ele considera meio louco, difícil de explicar.

AGENDA
30 de abril -
Ultra tech – Gold club - Montes claros MG
6 de junho -
Surreal weekend - Montes claros MG
7 de junho -
LetsGO Eletronic festival - Goiânia GO-
9 de junho -
Zen - Brasília - DF
11 e 12 de junho -
Shantala Mini festival - Socorro SP
20 de junho -
Infiniti trip sound - Montes claros MG
16 de agosto -
Alliance e Eco sonorus - Belo horizonte MG
30 de outubro -
Shivaratri Festival - Montes alegre do sul - SP

CONTATOS
MSN: meteoraagency@hotmail.com (msn do agenciador )
jottamsystem@hotmail.com
Telefones: (31) 8881 - 8883 - João Carlos - AGENCIADOR
(31) 8776 - 0217 - Folha - AGENCIADOR
(38) 8407 - 1830 –
DJ Jotta
SITES: www.meteoraagency.com.br
www.soundcloud.com/neurologic
MySpace: www.myspace.com/neurologiclive

terça-feira, 28 de abril de 2009

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA ROADSIDER




A banda Roadsider é de Fortaleza (CE) e tem na sua formação Flavio Oliveira (vocal), Marcos Lorão (guitarra), Samuel Reis (guitarra/vocal), David Pantera (baixo) e Angelo Guedes (bateria). De acordo com Angelo, a banda começou em 2007, quando Flavio e Samuel se conheceram, e fizeram um som juntos, de onde saíram duas músicas da banda, "Insane till the bone" e "Last lament".

- A banda começou quando Flavio e o Samuel se conheceram, em abril de 2007, e na mesma semana foram tirar um som. Desse primeiro ensaio, se assim podemos dizer, saíram duas musicas. Com o tempo chamaram um amigo em comum, o Marcos, que se juntou pra fazer um som também e logo depois chamaram outro amigo, o David. Depois de alguns ensaios com alguns bateras, o Marcos me chamou pra fazer um teste já que éramos amigos de faculdade e sempre queríamos fazer um som. Então, em agosto/setembro de 2007 já estávamos ensaiando algumas musicas nossas, e em dezembro do mesmo ano fizemos nosso primeiro show no aniversario do Marcos. – Conta o baterista.

NOME
Angelo explica que o nome foi escolhido pelo próprio tipo som que fazem, que segundo ele é um rock n´roll de estrada, sem fronteiras, com muitas misturas. Inicialmente o nome era "ROADSIDE", mas com o tempo, o baterista diz que o termo ROADSIDER com a letra "R" a mais, para eles se encaixou melhor na proposta quer querem chegar. Ele ressalta que inclusive na logo da banda, os dois "R" estão bem explícitos.

INFLUÊNCIAS
As influências da banda de acordo com Angelo, são variadas até pelo fato de cada integrante gostar diversos estilos dentro do segmento musical que é o rock´n roll, mas cita bandas como Black Sabbath, AC/DC, Iron Maiden, Slayer, Sepultura, Corrosion of Coformity, Down, Pantera, Black Label Society, Lamb of God, como sendo as preferências em comum entre eles.

- A gente nunca se pregou a estilo algum, sempre fizemos as musicas do jeito que as idéias vão surgindo, seja ela mais leve, mais pesada, mais lenta ou mais rápida. Alem disso, hoje sabemos o que se encaixa melhor na banda na hora de criar as composições. Muita gente fala que tocamos um "stoner thrash", por misturarmos bastante nossas influencias. – Diz Angelo.

PROCESSO DE CRIAÇÃO
De acordo com o baterista, na hora em que vão criar as músicas, eles não seguem um determinado padrão, segundo ele, as coisas vão acontecendo e as idéias vão se juntando, seja a partir de um riff, uma levada de batera ou baixo, ou mesmo uma letra que vai surgindo.
- As letras surgem de acordo com as situações vividas pela banda ou outra pessoa, seja de uma historia real, baseada em quadrinhos ou ficção mesmo. No caso das melodias elas são criadas de acordo com a forma que a musica vai tomando, não necessariamente nessa ordem, mas quando nos damos conta, já esta pronta. – Conta o baterista.

CD
A banda Roadsider está divulgando seu primeiro EP intitulado "ROADSIDER" com quatro faixas; Last lament, What a joke, Reach out e Convulsion. Angelo ressalta que eles têm muitas musicas prontas, que eles apresentam nos shows. A banda pretende gravar no segundo semestre essas outras musicas em mais um EP ou talvez um álbum inteiro.

AGENDA
08/05/2009 Show na cidade de Pau dos Ferros (RN) no Sertão Rock
09/05/2009 Seletiva no estado do Ceará do WACKEN OPEN AIR (Alemanha) – Local: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN).
13/06/2009 Show no Night of Metal no clube Santa Cruz (Fortaleza).

CONTATOS
Myspace: www.myspace.com/roadsiderbr
Contato para shows: Rafael Lucena - Babuê Produções - (85) 8823.9194 babueproducoes@gmail.com

- Bom, desde sempre estamos convidando qualquer um que seja, gostando de rock´n roll ou não, gostando de metal ou não, para escutar nosso som, e não vai ser diferente agora, quem tiver interesse em sacar mais o som da banda,seja aquele que a conhece ou não, é só ir no nosso myspace, e quem tiver interesse em ter um EP nosso é só entrar em contato conosco pelo email ou pelo myspace mesmo, que enviaremos. – Angelo Guedes

sábado, 25 de abril de 2009

CARTA AOS REPUBLICANOS DESCONFEDERADOS - UMA VISÃO DO BRASIL MUSICAL - Texto opinativo


Normalmente, no meu blog eu só tenho postado textos e matérias que eu fiz, porem hoje abrirei uma exceção para esse texto, que foi escrito pelo DigóesX, baixista da banda Mobiê, de João Pessoa (PB). Eu achei o texto muito interessante, com um assunto bem pertinente e então decidi publica-lo.


CARTA AOS REPUBLICANOS DESCONFEDERADOS - UMA VISÃO DO BRASIL MUSICAL

Texto escrito por DigóesX (digoesx@hotmail.com)

Ave tu ouvinte do irracional! Em um Carnaval de rumores há música para meus ouvidos.

Olá como estão? Espero que muitíssimo bem e bem continuem quando nossos caminhos separarem-se, não que tenha que ser para hoje ou para amanhã, mas que venha quando lhe for apraz não é verdade. É preciso falar-lhes um pouco o quanto cansa estar a par de tantas injustiças e não que vocês tenham que resolver, porém que apenas saibam que: Tão cansado estou, um misto de Atlas e Sísifo, não um cansaço físico ou mental, mas espiritual. Esta vida que até agora empreendi como músico (para os comuns) ou até mesmo tocador (como preferem os formados) é algo tão ilógico quanto é lutar para se formar na universidade, mas é uma vida de percalços, literalmente uma ida ao consultório, esta é a vida de músico.

O que faz movimentar o rock no Brasil na verdade:? O underground? O inconsciente de ser um ídolo? O público? O desejo de hipnotizar o público feito Jim Morrison; de ser o eterno comedor de morcegos; de ser perseguido por multidões como os Beatles? Será que, o que faz sobreviver é tão somente uma incoerência entre o desconhecido e o reconhecido, onde por décadas esse tal de „rockeiro foi um elemento aportuguesado como o que trazia a alcunha de inimigo público, um indivíduo desconhecido dos pais pelo o que fazia na calada da noite, mas bem reconhecido pela polícia como elemento anti-político? (Porque acredito que misturaram por falta de conhecimento o mainstream norte-americano porra-loca de visual punk com os punks?).

Será que o fim de uma geração plural e „ativista (não importa quais grupos) gerou a visualização e uma corrida para um mainstream louco e sem noção baseado no imaginário popular de como é ser uma banda gringa e que precisando preencher essa mesma lacuna era preciso antes de qualquer coisa esquecer-se do Tropicalismo e da MPB para correr atrás de ser um blink182 da vida? Será que a ascensão e queda dos ritmos que embalaram os anos dourados e que hoje é trilha de universitários abriram fendas na represa Roosevelt do antiamericanismo nacional/cultural inundando de forma MTVística os pensamentos Jackssianos dos novos rockeiros de que tudo vale a pena se a alma é estreita e chapada? O que se percebe é que a fonte da qual bebemos hoje é de água de torneira e como sempre estamos perseguindo um mito do qual não pertenceremos e que por incrível que pareça possuímos inclinação natural, porém a nossa maneira, mas como bem se fala: “A grama do vizinho é sempre mais verde”.

Foi urubuservando a situação das bandas de rock no Brasil, de muito tempo, que resolvi escrever e tanto foi que me veio de tanto me questionar que realmente duas frases para mim se tornaram reais e inretaliáveis acerca da realidade rockeira do Brasil em toda a sua extrema-unção social: "A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes." (Engenheiros do Hawaii) e "O rock brasileiro é uma farsa comercial!" (R.D.P); questões que refleti bastante e outra destas é a relação da internet como meio de divulgação e foi algo bem Freudiano me perguntar depois de horas à frente do PC o que faria e o que farei diante de tão inóspita vida conjugal? Fui a esta novidade virtual “o myspace”, pois o Orkut está „morrendo e fiquei lá, saltando de página em página e muitas questões me vieram.

1º> Porque um país tão grande de contrastes extremos de sentido musical tão amplo como é o Brasil, só possui uma meia dúzia de bandas no mainstream e esta promoção em especial só coincide com a mídia televisionada e fora dela parece que nada existe?

2º> Será que esse mesmo underground endeusado está se tornando a catapulta para um mainstream pré-mainstream? Existirão dois subterrâneos da música na música?

3º> Porque sempre as tendências da moda musical ou da música da moda, diga-se de passagem, internacional importada para o Brasil, deixam rastros que em muitos casos só servem de rastro? Será que nosso rocknroll é sempre ultrapassado e por isso nunca acertamos no ponto ou quando chegamos a gravar e divulgar demorou tanto que não percebemos o tempo passar?

4º>Porque não amparamos mais outras Legiões Urbanas? Cazuzas? Sepulturas? planet hemps? Engenheiro do Hawai? Raimundos (como ressalvas pessoais)? Será que grupos ou cantores dos mais diversos e espontâneos só existem na MTV ou no Raul Gil? Será que estamos procurando de forma errônea os mitos ou criar os mitos de forma errônea?

5º> O que então é esse país carnavalesco que dinamiza tudo que absorve e que defende o fútil com garras cristãs de jesuíta catequista?

Não se trata aqui de defender o rock como algo benéfico, pois ele não é, mas apenas de liberar a passagem para que seus adeptos possam viver do que criam assim como os demais gêneros. Este gênero por mais que esteja arraigado em nossos dia-a-dia urbanos não é o nosso ritmo base da nossa sociedade visceral e é percebido que a nossa música popular é a nossa música herdada das miscigenações. Os muitos americanizados aqui (já que latinos somos nós) por não possuírem uma formação esclarecida e aceitação do seu meio social acabam por se confrontar com costumes musicais bem caseiros e isto não vos agrada por não combinar com seu tom de pele, mas isto também é outro truque do qual não iremos querer discutir aqui e sim qual o sentido do rock ser domesticado sabendo que o rock do Brasil não passa de um Padrão Estético Radical Juvenil o que é uma falha onde quem defende este tipo de questão não passa de um frustrado mesmo que tenhamos uns 60% de amadores; vejamos que há duas formas avaliadas como o êxtase do ouvinte em relação ao rock: O estilo GLAMouroso de se ter uma banda de rock; o estilo HEADBANGER de viver no rock; o estilo PUNK de se envolver com as coisas do rock e em todos os citados o que os brasileiros mais com admiração procuram é a velha máxima do SEXO, DROGAS e ROCKNROLL.

Será que este desmerecimento musical se encontra mais por não termos algo de concreto no Brasil em relação a um ATIVISMO o que é marca noutros lugares, pois os jovens daqui muitos só entendem de Carpe Diem uma similitude do sexo, drogas e rocknroll? O jovem também não deixaria de ser um ATIVISTA/politizado por motivos de crendices religiosas onde o medo de morrer e ir para o inferno é mais cruel do que passar fome em vida e ter sua família destruída por corruptos? Bem, inúmeras questões e poucas respostas, mas o fato é que: sem o capitalismo o rock mainstream não vive, pensem nisso. Há necessidade de ser ATIVISTA para ser do rock?

Com a queda das gravadoras e ascensão da internet não melhoramos tanto assim, ainda estamos escassos e em dívida com a musicalidade brasileira de Norte a Sul, de Leste a Oeste e sem ser esta que a TV endeusa e propaga. Há uma lacuna gigantesca em relação à divulgação/público e essa redução mal aplicada do mainstream no underground está se tornando uma nova hipocrisia virtual formando novos conglomerados „S/A prontos a ganharem dinheiro com as bandas e de bandas prontas a se destacarem para a mídia televisiva tudo ao sabor da moda do verão; então te pergunto quando é que você chama uma banda de underground? E ridiculariza outra por ser do mainstream? Se no Brasil já existe uma linha tênue entre a fama e a lama?

Acordem ouvintes! Ainda dormimos nesta harmonia moderna de duvidar da capacidade dos outros membros desta sinfonia social a que chamamos Brasil e que sempre deixa por pender-se
nesta balança do status social pelo peso do ouro de ser reconhecidos. Manifestações sarcásticas como esta adentram como convencedores militares em nossas mentes verdes politicamente para apenas espalhar o terror das superioridades regionais. A todos lembro que: “Quem vê o futuro na verdade está vislumbrando o presente”, pois os inúmeros contratantes desta sociedade vivem na verdade é em um passado sem futuro.

Para tentarmos começar a entender alguns dos problemas que vamos criando por região e empurrando com a barriga é bom lembrarem de que o Brasil nunca se recuperou da sua má gestão nesta questão intercontinental de que somos socialmente constituídos (intercontinental no sentido de nada sabermos e nada fazemos para saber o que há dentro do Brasil de dimensões continentais), os Estados em sua maioria não possuem um formato viário de movimentação de seus cidadãos e imagine isso em relação às suas construções culturais, esta falha persiste até hoje em inúmeros locais que possuem um tato social criativo e cosmopolita e outras menores que são satélites seus nem se quer são vistos.

Uma das características desta desorganização está na manipulação dos Estados competentes para o bem estar social fazendo com que muitas localidades reduzam-se a ilhotas culturais aonde com muita luta podem ser vistos alguns seres sociais conseguindo ultrapassar estes vales da incomunicabilidade? Se não fosse a ascensão da tecnologia de comunicação estaríamos cada vez mais separados, porém jamais incomunicáveis.

A música flui por nossos corpos e suamos nossa musicalidade com hits passageiros e populistas, pois nossas vidas estão cada vez mais como os “ficas” e vão ficando os esdrúxulos com aquilo que mais fácil aparenta e vamos formando poças musicais para outros beberem do nosso dia-a-dia sonoterápico. Fazemos música só não temos logística para vendê-las e as gravadoras com seus interpretes e suas bandas desconhecidas mais serviram para nos manter fora do comércio musical mundial (uma trama?) e produtores Brasil a fora defecando idiotices musicais quase plágios daquilo que mais vendeu, fingindo entender de mercado vendendo mesmices e mediocridades rarefeitas esse é o Brasil Dantesco de hoje e sempre.

Então você se pergunta: O que é que tudo isso tem haver com a música e Eu?
a) Os velhos padrões mudaram. Tudo então pode ser refeito, mas a mediocridade musical só tende a piora.
b) A tecnologia facilita. Todos vocês podem ser vistos e ouvidos, mas só uma minoria te aceitará.
c) Tudo é música no mundo. Todos os sons e instrumentos são válidos, mas só uma minoria é confiável para criar.
d) Você pode ser seu próprio agente. Todos poderão tocar por aí, Mas o jabá jamais morrerá e a logística ainda será uma barreira entre você e os ouvintes.

Bem as questões estão aí e o princípio das conclusões também, leia, reflita e veja o que você pode fazer pelos demais!


NOME DO AUTOR DO TEXTO: José de Góes Silva Júnior (Góes com os amigos e DigóesX na música)
Toca desde 1998.
Cursos: Técnico em música pelo CEFET-PB (atual IFPB) atualmente fazendo 5º periodo do curso de Arquivologia bach.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

SONS DO BRASIL – CONHEÇA A BANDA ZANZARA


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A banda Zanzara é de Belo Horizonte (MG) e tem na sua formação Francesco Napoli (guitarra e voz), Héctor Gaete (baixo e voz) e Judson Ludson Menezes (bateria).
O grupo foi formado em 2001 e segundo a banda, no inicio, Francesco e Hector começaram com esse projeto, com a intenção de fazer musica pop, porem que tivesse dialogo com o experimentalismo e a poesia.

- No começo éramos só uns caras do mesmo bairro fazendo um som. Na época eu tocava com meu irmão Carlos Gaete na antiga banda Popul Vuh, ele mudou de país e foi morar no Chile. Alí eu perdia meu baixista e principal parceiro. Eu era então um guitarrista free que tocava com muita gente naqueles anos, aprendi muito e fiz da noite profissão. Só que eu não tinha com quem compor ou montar um trabalho autoral, que foi, era e é o que sempre quis. Por uma enorme coincidência fomos morar duas casas ao lado da do Francesco. A gente já se conhecia, e começamos a nos aproximar e a compormos, no começo sem pretensões, depois pensei em chamá-lo e começar mesmo um trabalho, o que acontece até os dias de hoje. Acho que nunca teve um “cabeça” da banda, sempre fomos Francesco e eu que falávamos nas entrevistas ou que dávamos as opiniões em programas de televisão, etc. - Conta Héctor Gaete.

NOME
De acordo com Francesco, o nome Zanzara é uma palavra que em italiano significa mosquito, e no dialeto napolitano significa besouro. A inspiração veio do avô de Francesco, um senhor italiano que lutou na segunda guerra. A palavra ainda pode ser utilizada como uma gíria para “pessoa chata” ou “zum-zum-zum”.

- Um dia ouvi meu avô, que é italiano, dizendo que havia uma zanzara o incomodando. Em italiano zanzara quer dizer mosquito, mas no dialeto napolitano, quer dizer besouro. Gostei da sonoridade do nome e da referência incidental aos Beatles. - Lembra Francesco.

INFLUÊNCIAS MUSICAIS
Francesco e Héctor dizem que as influências variam de músicos a escritores, e cita nomes como Radiohead, Strokes, Rush, Sid Barret, Ramones, Arnaldo Antunes, Nietzsche, Sonic Youth, Virna Lisi, Marcelo Dolabela..

- Uma das coisas mais legais é que quando falamos de influências, estamos falando do que vemos, lemos, ouvimos e falamos. Temos um pé em tudo e assim como eu tenho uma perna na literatura, o Francesco tem uma na filosofia. Atualmente devo ter uns mil discos onde dançam erudito, pop, mpb, funk, swing, blues, rock e outros no mesmo compasso. Na escrita, sempre gostei de Oscar Wilde, Edgar Allan Poe, Machado de Assis, Honoré de Balzac, os russos, alguns contemporâneos e tudo o que soasse bem pra mim, mas acho que prefiro mesmo um bom clássico, como Júlio Verne, Garcia Marques ou Pablo Neruda. – Explica Héctor.

ESTILO
Quanto ao estilo, Francesco responde que tocam rock e diz que começaram com rock progressivo, e atualmente fazem um rock alternativo-pop-experimental com influencias e elementos das vanguardas poéticas. Hector ressalta que o estilo que tocam passa por vários outros, e fala que algumas pessoas dizem que eles são punks com veias progressivas. Ele conta que eles já passaram pelo pop, pelo pesado, música folclórica, psicodelía e jazz.
PROCESSO DE CRIAÇÃO
De acordo com Francesco, na maioria das vezes o Hector é quem compõe as canções partir dos seus textos, mas ressalta que os dois podem compor tanto a letra como a melodia separados ou juntos.

- Eu gosto muito de escrever e encontro as melodias normalmente em meus próprios textos. O Hector também é muito bom em encontrar melodias a partir da estrutura rítmica do texto. – Conta Francesco.

- No nosso processo de composição há várias vertentes que podemos citar, normalmente trabalhamos a partir da letra. Temos uma forte ligação com o poema; o Francesco tem um livro lançado e eu também tenho os meus, em meu blog. Partimos da letra e depois “musicamos” o que queremos dizer tomando sempre muito cuidado com a linguagem musical que usamos, os timbres, o andamento, a modulação e principalmente com os arranjos. – Ressalta Héctor Gaete.

CD
A banda Zanzara tem um CD demo que foi lançado no ano de 2005 com 25 faixas. Em 2006 lançaram o EP “Infindo” contendo sete canções. Eles pretendem gravar outro EP para ser lançado ainda neste ano.

CONTATOS
Blog do Francesco: http://fanzinezat.zip.net/

- Para quem quiser ouvir algo experimental, mas que dialoga com os elementos do rock e da cultura pop como um todo: Zanzara! - Francesco

A banda Zanzara se apresenta em Montes Claros no próximo sábado, dia 25, na 3ª noite do Circuito Catrumano de Musica Independente, que será realizado no Garagem Rock Bar, que fica na rua Crisóstomo Corinto Freire, nº125, Morada do Parque (ao lado do Parque Municipal). Os ingressos poderão ser adquiridos na portaria pelo preço de R$ 5,00, sendo que os 30 primeiros a comprar o ingresso ganharam um cd com a coletânea Rock Norte Mineiro, que será lançado neste mesmo evento, que é realizado e organizado pelo Instituto Geraes de Arte Independente.

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