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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ESPAÇO CULTURAL GARAGEM ROCK BAR



O Instituto Geraes de Arte Independente realiza neste sábado, dia 31, mais um evento do projeto Espaço Cultural, que terá apresentações da banda Umeazero e do Tatarana Trio que é formado pelos músicos Rafael Carneiro (Lobão), Julio Gonçalves e Beu Viana.


De acordo com Alexandre Fudaum, um dos diretores do Instituto Geraes de Arte Independente e tambem um dos coordenadores do projeto Espaço cultural, a idéia é utilizar espaços urbanos que não são aproveitados, transformando esses locais em ambientes de arte e de cultura, onde as pessoas possam ir, se encontrar, escutar uma boa música e tomar uma cerveja gelada.


OBJETIVOS

Alexandre explica que o projeto surgiu da própria necessidade dos músicos, de terem um espaço para apresentar seu trabalho ao publico. O Instituto Geraes é formado basicamente por músicos que tocam em bandas e sabem da dificuldade que é para se conseguir um show.


- Muitas vezes, as bandas ensaiam muito, mas não tem local para tocar, e esse espaço cultural é uma maneira que encontramos de expor o trabalho das bandas para o publico. Então nós procuramos locais que não costumam ter apresentações desse tipo, conversamos com o proprietário e vemos a possibilidade de utilizar o espaço. Devido a boa vontade dos proprietários que procuramos, o projeto tem dado muito certo. No ano passado o projeto foi realizado na praça de esportes, neste ano é realizado em uma garagem, por isso o nome Espaço Cultural Garagem Rock Bar. O retorno que temos é cultural, o dinheiro que é arrecado com os ingressos e com o bar é utilizado para arcar com os custos da produção do evento que é realizado de forma totalmente independente. – Diz Alexandre.


O coordenador conta que eles tiveram o cuidado com o volume do som para não incomodar os vizinhos do local, e inclusive utilizam um equipamento de som de baixa potencia, diferente do utilizado em festivais, que geralmente proporciona um som com mais volume. Quando há vizinhos muito próximos, eles procuram dialogar com os mesmos, para evitar qualquer tipo de confusão.


O PROJETO

A principio o projeto será realizado esporadicamente, podendo variar de uma vez por mês, ou uma vez a cada dois meses até tambem para ter a característica de ser realizado em locais diferentes.


- Nosso pensamento maior é de trabalhar com bandas que irão somar com o Instituto Geraes, são bandas e artistas que sabem que a vida do musico não é um estrelato, que tem de ser ir atrás, participar e ajudar, o chamado artista pedreiro, que carrega seus equipamentos literalmente nas costas para poder ensaiar. Nós queremos é ter o reconhecimento do público de Montes Claros, então não há porque haver estrelismo. Tem muitas bandas na cidade, mas não são todos que tem a disposição de participar ativamente dos projetos, muitos só querem tocar e pronto. Então por isso procuramos sempre bandas que participam de todo processo de organização do projeto, valorizando assim as bandas e artistas que lutam por seu espaço, e não aqueles que só querem ficar parados esperando serem convidados para tocar. –


Para Chico Mineiro, vocalista da banda Umeazero, esse espaço vem para ser mais uma forma das bandas poderem divulgar seu trabalho. Segundo ele, a banda está muito bem ensaiada, e eles esperam que o público comparece em grande numero.


- A banda está bastante empolgada com a apresentação, a primeira após o término das gravações e conclusão do EP, que está disponível na internet, a intenção do Umeazero é divulgar o trabalho ao máximo de maneira prática e rápida. As três novas músicas que completaram o EP, chamado Existência são, Nada, Recomeço e Gasolina e estão acompanhadas por Evolução, Mundo Cão e Canção do Tempo (acústica). Esperamos que a moçada compareça em peso no Espaço Cultural Garagem Rock bar e convidamos também para acessar o www.myspace.com/umeazero, para conferir fotos, vídeos, as músicas e novidades das bandas. – Diz Chico Mineiro.


SERVIÇO

O espaço cultural é um dos projetos do Instituto Geraes de Arte Independente com apoio do Studio Rock e do Coletivo Retomada. Os ingressos custam R$ 3,00, o bar começa a funcionar a partir das 18h00min e os shows da banda Umeazero e do Tatarana Trio começam a partir das 20h00min. O evento será realizado na Rua Crisóstomo Corinto Freire, nº 125, Morada do Sol (do lado do Parque Municipal).

ESPETÁCULO MONTESCLARENSE REPRESENTA MINAS GERAIS NA 6ª BIENAL DA UNE




O espetáculo Exercício n°1 sobre catrumano, desenvolvido no núcleo do projeto Rede Teia de Montes Claros, foi apresentado na 6ª bienal da UNE (União Nacional dos Estudantes), cujo tema desse ano foi "Raízes do Brasil: Sentido e Formação do Povo Brasileiro”. A bienal foi realizada em Salvador de 20 a 25 de janeiro deste ano e teve a participação de diversos grupos de varias áreas da cultura, como literatura, cinema, música, artes cênicas, artes visuais dentre outras. Nos cinco dias de bienal, se apresentaram grupos de todas as partes do Brasil, sendo o Exercício n°1 sobre catrumano o único representante de Minas Gerais.

O ESPETÁCULO
De acordo com Tati Telles, que participa do espetáculo, a peça surgiu de experimentações em cima do que seria a verdadeira história da formação de Minas, baseada na tese de doutorado do professor João Batista Costa, “Mineiros e Baianeiros: Englobamento, exclusão e resistência” que foi levado ao legislativo do estado com uma junta de historiadores e antropólogos.

- Depois de várias experimentações de cenas criadas por nós, em torno de experiências individuais e coletivas sobre Montes Claros e região, estudamos a tese de João Batista Costa, o Joba: “Mineiros e Bahianeiros: Englobamento, exclusão e resistência", onde o ele estuda as duas cidades - Mariana e Matias Cardoso - suas peculiaridades culturais e geográficas, históricas. Partindo do pressuposto que Matias Cardoso foi a primeira cidade de Minas e não Mariana, que quando foi descoberto o ouro, a região dos Geraes (de Matias) já estava abastada de gado e plantação. Morria-se muito de fome, nas expedições pelo ouro, e, assim, o Arraial de Morrinhos - hoje Matias Cardoso- abastecia de comida a região de mineração e foi fundamental para o desenvolvimento das Minas e de todo Brasil, sendo assim, o Norte de Minas essencial no desenvolvimento de todo Brasil. Matias Cardoso foi contratado da Coroa para vir apaziguar os índios e quilombos. – Explica Tati.

CATRUMANO
Tati conta que o Norte Mineiro foi chamado de Catrumano por um francês que estava na região por volta de 1600, porque sempre que o norte mineiro ia sair era montado à cavalo, daí surgiu o Catrumano, ou andar à 4 mãos. Segundo ela, Guimarães Rosa usa o termo em Grande Sertão veredas, mas de uma maneira pejorativa.

O movimento Catrumano retomou o termo para afirmar seus valores sertanejos e sua cultura forte e bela, com um povo que foi e é de fundamental força para o desenvolvimento, não só de Minas, como do Brasil todo.

A APRESENTAÇÃO
Falando sobre a apresentação na bienal, Tati conta que o espetáculo foi aplaudido de pé, por todos que compareceram ao teatro, que segundo ela estava totalmente lotado. Tati ressalta que bienais como essa possibilitam uma experiência única, que é o contato com a história do Brasil e também com pessoas de diferentes regiões do país, cada qual com sua característica, formando assim o grande universo de raças e etnias que compõe o brasileiro.

- A apresentação foi linda, o teatro estava lotado, fomos aplaudidos de pé, por pessoas de todo Brasil, artistas, estudantes, enfim, caras novas e algumas já conhecidas, alguns amigos de lá e de Moc, foi emocionante. A Bahia expira história, alegrias e energias. O que mais me chamou atenção é que realmente somos todos uma mistura de raças. O Brasil e a Bahia foram formados por isso, é uma coisa que nos une, somos todos vaga-lumes brilhando sozinhos e que juntos formamos um único brilho. Já participei de várias bienais com gente de todo Brasil, com sotaques e culturas diferentes, mas no fim, somos todos um único povo, o brasileiro, que é negro, índio, paulista, sulista, nordestino, etc. A peça foi sentida assim por todos e isso me emocionou muito. – Diz Tati.

SERVIÇO
O exercício n°1 sobre catrumano será apresentado em Diamantina, nos dias 14 e 15 de fevereiro. Segundo Tati, eles também receberam convites para se apresentar em Belo Horizonte e em outras cidades do Norte de Minas. Para saber mais sobre a Rede Teia acesse www.RedeTeia.blogspot.com

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ASSOCIAÇÃO DOS SURDOS DE MONTES CLAROS SE REÚNE PARA REIVINDICAR SEUS DIREITOS


Estiveram presentes na reunião aproximadamente 40 pessoas, entre surdos, familiares e amigos.


A vice-presidente da Asmoc, Rosana Froes Santos e a assessora da ASMOC, a interprete Veronicia Leite.

A Associação dos Surdos de Montes Claros (ASMOC) se reuniu nesta terça feira, dia 27 com seus associados, familiares e amigos, com intuito de redigir um documento reivindicando o direito ao uso gratuito do transporte coletivo, que é feito através de carteirinhas, que atualmente só são concedidas a deficientes físicos, cadeirantes e cegos, ficando de fora os surdos e deficientes mentais.

De acordo com a ASMOC, estiveram presentes na reunião aproximadamente 40 pessoas, entre surdos, familiares e amigos, que foram conscientizados da necessidade da importância dessa luta.

DIREITOS
Segundo a vice-presidente da Asmoc, Rosana Froes Santos, a carteirinha do ônibus é um direito dos surdos, que já existe em varias cidades brasileiras. Ela explica que a lei municipal nº 2693/99, diz que a pessoa com deficiência física ou cadeirante e o cego tem direito a essa carteirinha. Os surdos e as pessoas com deficiência mental estão excluídos dessa lei que deveria ser de inclusão. Essa mesma lei diz que os surdos e os deficientes mentais que estudarem em escolas especiais, tem direito a essa carteirinha, mas Rosana ressalta que o surdo já esta inserido em escolas regulares, que são onde se encontram os interpretes.

- Muitas vezes as escolas com interpretes para os surdos são muito distantes, por exemplo, perto da minha casa tem duas escolas, mas essas escolas não têm interpretes, o que dificulta e muito a vida do surdo, então é necessário que ele vá até uma escola que tenha interpretes, e geralmente essas escolas são regulares, e com isso os surdos perdem o direito a carteirinha, de acordo com essa lei municipal, que queremos que seja modificada, e sem contar que a necessidade não é só para ir a escola. O ideal seria que houvesse mais escolas com interpretes, e tambem escolas próprias para o surdo, que ensine o objetivo da pessoa surda, com currículo adaptado. É um problema lingüístico, não só emocional ou cultural, porque o surdo é usuário da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), nas escolas regulares é usado o oralismo, e o surdo as vezes não pode participar de verdade. Na escola as vezes a pessoa fala e o interprete interpreta isso para ele e tudo bem, mas há um problema do surdo da 1ª a 4ª serie, porque ele não tem base lingüística em LIBRAS, os surdos são colocados em escolas regulares da 1ª a 4ª serie, e se ele não souber LIBRAS, o interprete chega e faz os sinais e o surdo fica “voando”, não sabe do que esta realmente acontecendo, exatamente devido a falta da base lingüística em LIBRAS. – Explica Rosana.

A vice-presidente da ASMOC diz que se não conseguirem seu objetivo, que é conseguir o direito ao passe livre no transporte publico, irão pedir ajuda a outras associações e tambem a Federação Nacional de Surdos.

A CARTA
Na reunião foi organizada uma carta, que foi assinada pelas pessoas que compareceram a reunião, que será levada para a Câmara dos Vereadores de Montes Claros, para o prefeito Tadeu Leite e tambem para o presidente da Transmontes. A intenção segundo Rosana, é tentar sensibilizar as autoridades e o poder publico, de que os surdos e tambem as pessoas com deficiência mental tem esse direito. Se a lei não for mudada, a ASMOC pretende fazer uma passeata em protesto e se for necessário, irão acionar a justiça.

- É um problema serio que não vamos deixar ser demorado, porque os surdos e os deficientes mentais voltaram as escolas na semana que vem, então é preciso que tenham bom senso e consciência de que eles precisam participar das aulas. Sabemos que há uma demora para que a lei seja modificada, até por toda burocracia exigida, mas nós pedimos que os surdos e as pessoas com deficiência mental tenham o direito de utilizar o transporte coletivo gratuitamente até a lei ser revista, mas sem nenhum constrangimento. –

DIFICULDADES
Rosana conta que as vezes o surdo vai a casa de uma pessoa que ele não sabe qual é o ônibus que vai pegar, e fica angustiado porque não tem informação visual e ele pode até se perder. Segundo ela existe uma barreira na comunicação e o surdo pode acabar parando no lugar errado, e por isso a comunicação visual é necessária. Ainda há a necessidade dos trocadores e motoristas de ônibus entenderem a LIBRAS.

- O surdo tem muita vontade de que todas as pessoas aprendam LIBRAS, porque é uma língua brasileira, o português é cobrado para o surdo aprender, mas e o ouvinte? Precisa ter uma igualdade, o surdo aprende português e o ouvinte deveria aprender a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) para assim termos uma comunicação de verdade. - Conclui Rosana.

SERVIÇO
A ASMOC foi fundada em 15 de agosto de 2002 e tem atualmente 146 associados e nasceu da necessidade da inclusão dos surdos na sociedade montesclarense. Para ser um associado da ASMOC a pessoa tem que ser surda, mas existe o Amigo da Asmoc que é aquela pessoa que conhece o trabalho da associação, e da necessidade da pessoa com surdez, que pode participar de tudo da associação e ajudar da maneira que lhe for possível. A sede da ASMOC fica na Rua Raul Soares, sem numero, centro, na Casa da Cidadania.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MAIS DE MIL PESSOAS NUMA FESTA COM 12 HORAS DE MUSICA ELETRÔNICA





Foi realizado neste sábado dia 24, a primeira edição da Possession, festa de musica eletrônica que teve doze horas de duração e um publico presente de mais de mil pessoas. Na festa se apresentaram os DJs de São Paulo Edrick e Danny com o projeto KHEPRI DUO Live, os DJs Kary e Jotta de Montes Claros e ainda, de Belo Horizonte os DJs Pin, Max Grillo e pela primeira vez na cidade o DJ Puzzle.


CRESCIMENTO DA CENA

Para o DJ Cary Rosulek Bacchi, que toca em Montes Claros há quatro anos, a musica eletrônica vem ganhando cada vez mais espaço na cidade, com a realização de vários eventos e tambem com a vinda de DJs de outras cidades e estados.


- A musica eletrônica em Montes Claros começa a mostrar para a sociedade que esse segmento musical é um movimento de arte e cultura, que envolve não só os DJs, como tambem artesãos e artistas de diversos tipos, que executam por exemplo os malabares e fazem pirofagia. De uns dois anos para cá, a musica eletrônica ganhou muito espaço na cidade, fugindo do tradicional forró, pagode ou axé, e isso é bom porque dá mais opções para o publico montesclarense. – Diz o DJ Cary.


Alexandre Figueiredo Drumond, o DJ Jotta, toca há cinco anos, ele tambem é produtor e esta terminando de produzir seu novo projeto que terá sua estréia em Belo Horizonte no mês de maio. Para ele, esse crescimento da cena eletrônica na cidade, mostra que há uma evolução não só nos eventos como no publico, que a cada festa se torna mais fiel. Segundo ele o intercambio entre os DJs locais com os de fora é bom para todos.


- Eu acho muito legal esse crescimento que a musica eletrônica vem tendo na cidade, o que mostra tambem que a galera esta evoluindo, porque tem alguns que vão as festas porque esta na moda, mas em compensação existem muitos outros que comparecem porque gostam mesmo do estilo, e vão lá para curtir a festa e prestigiar os DJs. Esse intercambio que acontece com a vinda de DJs de fora da cidade é bom para todos, bom para os DJs daqui, que alem de poderem trocar experiências, tem seu trabalho conhecido, e criando a possibilidade de tocar fora. È bom para os DJs de fora, que podem expor seu trabalho na cidade e é bom para o publico que tem a oportunidade conhecer diferentes estilos. – Afirma o DJ Jotta.


DE SÃO PAULO PARA MOC

A festa trouxe a Montes Claros pela segunda vez os DJs Edrik e Danny de São Paulo, com o projeto Khepri Duo Live. A DJ Danny tem 23 anos e toca desde os 17. Ela diz que Montes Claros têm um publico que realmente gosta do som, e que voltar a se apresentar na cidade é muito bom para ela.

Ela conta que seus trabalhos são produzidos em São Paulo, e a partir daí vai tocar em varias partes do Brasil e tambem na Europa, onde esteve recentemente. Para ela, a semente da musica eletrônica começou a ser plantada em Montes Claros, e agora esta na faze de crescimento e amadurecimento, inclusive do publico, que segundo ela começa a entender a filosofia das festas.


PRECONCEITO

A DJ Danny, ressalta que ainda existem setores da mídia que por falta de informação ou mesmo por preconceito ainda vêem as festas eletrônicas de maneira equivocada, se esquecendo do foco principal, que para Danny é a diversão.


- Existem certos setores da mídia, que acabam tirando o foco principal das festas de musica eletrônica, que é a diversão. É uma festa que você vai com seus amigos, vê o DJ que esta tocando, curte, dança, toma uma cerveja. Muitas vezes as pessoas vão para relaxar, espairecer, e essa é a parte boa que deveria ser passada pela mídia. São festas que geralmente são realizadas ao ar livre, com muito contato com a natureza, o que possibilita o publico tambem de ficar mais a vontade, por não se tratar de um ambiente fechado. É tambem uma boa oportunidade para se fazer amizades, eu tenho vários amigos que conheci em festas, e hoje freqüentam a minha casa, então é um ambiente muito saudável. – Diz a DJ.


A DJ conta que no inicio sofreu um pouco de preconceito, por ser mulher, até pelo fato do universo dos DJs ser bastante masculino. Ela afirma que muitas pessoas olham para as mulheres como se não tivessem capacidade de executar a mesma tarefa de um homem, e que isso acontece em vários segmentos, não só na musica eletrônica.


- Quando comecei a tocar havia um certo preconceito, até porque o universo dos DJs é muito masculino, já é um coisa que vem desde o inicio da musica eletrônica, então eu sentia que muitas pessoas olhavam para mim com um olhar mais clinico do que dos homens. Não sei se por uma questão de ciúmes, ou por uma questão cultural tambem. Quando uma mulher vai fazer alguma coisa, tem sempre aquelas pessoas que pensam que mulher é toda frágil, e talvez não tenha a mesma pegada do homem, e isso acontece em vários tipos de segmentos, não só na musica eletrônica. – Afirma Danny.

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