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DATA: 04/11/2009
ENVIADO POR: MÁRCIA BRAGA
Estética e evolução no Cinema Comentado
Em novembro, o Cinema Comentado Cineclube mantém a discussão sobre a evolução cinematográfica com a exibição de filmes que revelam a estética e as influências da “nouvelle vague” – vanguarda francesa que revolucionou o cinema na década de 1960. São obras inovadoras na narrativa, montagem e concepção artística do fazer cinematográfico. Serão exibidos:
07/11 - Hiroshima, meu Amor (1959), dir: Alain Resnais.
14/11 - Pickpocket-O Batedor de Carteiras (1959), dir: Robert Bresson.
21/11 - Quem Matou Leda? (1959), dir: Claude Chabrol.
28/11 - Lavoura Arcaica (2001), dir: Luiz Fernando Carvalho.
HIROSHIMA, MEU AMOR (1959), destaque da sessão de sábado (07/11), é um dos mais aclamados filmes da história do cinema. Neste seu primeiro trabalho de ficção, o documentarista Alain Resnais criou uma elaborada narrativa cinematográfica para contar a história de uma atriz francesa que está em Hiroshima para participar de uma produção sobre a paz. Durante as filmagens, acaba se envolvendo com um arquiteto japonês, que sobreviveu ao bombardeio. O encontro dos personagens é marcado pelas lembranças do passado e os acontecimentos do presente.
O roteiro de Marguerite Duras (seguidora do “noveau roman” e futura cineasta) constrói uma história pessoal, romântica e precisa para a direção inovadora de Resnais – que mistura muito bem literatura e cinema. Esteticamente, HIROSHIMA, MEU AMOR abandona o uso tradicional do flashback aos abordar passado e presente fugindo do realismo do cinema clássico – em síntese, elabora um refinado exercício sobre tempo, memória e esquecimento.
Para o crítico Luiz Carlos Merten, “o filme continua maravilhoso pelos diálogos literários, pela beleza da fotografia, da música, pela mágica dos atores (Emmanuelle Riva e Eiji Okada), mas principalmente pela história de amor”. Classificação etária: 12 anos.
O Cinema Comentado Cineclube acontece todo sábado, a partir das 19h, na sala 44 do Sesc – Rua Viúva Francisco Ribeiro 199 (Ginásio do Sesc). A entrada é gratuita e há sempre um bate-papo após as exibições.
CINESESC
No domingo, 08/11, o CineSesc começa uma mostra das possibilidades e referências do cinema mundial com filmes que transitam por estilos, gêneros e conteúdos diversos. Serão exibidos:
08/11 - Clube da Lua (2004), dir: Juan José Campanella.
15/11 - O Sucesso a qualquer Preço (1992), dir: James Foley.
22/11 - Violência Urbana (1998/2005), seleção de curtas brasileiros.
29/11 - Amores (1998), dir: Domingos de Oliveira.
O diretor argentino Juan José Campanella (autor de “O Filho da Noiva”) é um cineasta único: seus filmes divertem e comovem com simplicidade e criatividade. Em CLUBE DA LUA (2004), ele volta ao passado focalizando os dias de glória de um clube de dança de Buenos Aires, na década de 1940. Porém, em 1990, a crise financeira fez com que essas agremiações começassem a fechar suas portas. Ameaçado pela falta de clientes, o Avellaneda enfrenta a decadência. À beira da falência, os descendentes de seus fundadores se unem para evitar o pior: a transformação do clube em um cassino.
Mais que um acerto de contas com o passado, CLUBE DA LUA, escancaradamente nostálgico, é uma arma anti-cinismo frente às dificuldades econômicas da classe média. Campanella constrói o filme com elementos precisos: Ricardo Darín puxando o elenco e uma constelação de excelentes atores; humor delicado e inteligente; e uma reflexão sobre como a geração dos anos 60, que lutou contra a ditadura, conseguiu produzir uma ruína política tão grande na Argentina.
O fiapo de história é pretexto para o diretor e sua equipe de roteiristas mostrarem, com humor agridoce, a situação de trabalhadores sem dinheiro e sem esperança, o que, inevitavelmente, “complica” a vida pessoal de todos. Numa das cenas, a mulher pede ao marido que olhe para os seus seios como vinte anos atrás. “Mas naquela época você insistia que eu olhasse os seus olhos”, defende-se o marido, já com problemas sexuais causados pela crise.
CLUBE DA LUA é um trabalho de grandes momentos: a Argentina continua com um cinema mais forte que o brasileiro ao retratar sua classe média sem estereótipos e ao fazer revisão história sem tomar partido de nenhum aspecto (seja direita ou esquerda) do cenário político. Classificação etária: 14 anos.
O CineSesc acontece em parceria com o Cinema Comentado Cineclube e a Programadora Brasil, apresentando sessões todos os domingos, no Salão de Convenções do Sesc-Pousada Montes Claros, a partir das 19h (novo horário). O endereço do Salão é Rua Viúva Francisco Ribeiro 199 (Ginásio do Sesc). As sessões são gratuitas, abertas a todos os interessados, e depois acontece um bate-papo com a platéia sobre o filme apresentado.
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DATA: 04/11/2009
ENVIADO POR: VINICIUS ALMEIDA – GRUPO GRANDE PALCO
Dias 11 e 12 de Novembro as 20 horas no Centro Cultural, o Grupo Grande Palco apresenta OS CARAS DE PAU. Projeto de Improviso que tem participação da platéia para a construção e desenvolvimento das cenas. O Ingresso custa apenas R$ 3,00 e se você quiser doar 1kg de alimento estaremos recebendo para doar para o orfanato.
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