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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mulheres dominando a música eletrônica


Será realizado no dia 29 de novembro a Ibiza Special Party, que será uma festa com música eletrônica tendo apenas mulheres como DJ e será realizado dentro da cidade, ao contrario da maioria das festas desse gênero musical, que geralmente são realizadas em sítios ou lugares mais afastados. As atrações são as Dj’s de Belo Horizonte LóLó Diniz, Andy e Marcelinha Dutra.

É primeira vez em Montes Claros que é realizado uma festa só com Dj’s mulheres, o evento é promovido pela Surreal Music Eventos. O universitário Francisco Rufino da Silva Neto é um dos coordenadores da festa e conta que a idéia surgiu porque eles queriam fazer um evento fora do padrão.


- A festa é a primeira do gênero a conseguir alcançar seu objetivo, que é ter exclusivamente Dj`s mulheres tocando música eletrônica e suas vertentes, o que é uma tendência forte a ser seguida. A idéia surgiu com a busca de um evento diferente dos padrões da cidade e inovação, que é uma marca registrada dos nossos eventos. - Conta Francisco.


Francisco explica que o fato de a festa ser realizada em um espaço fechado, ao contrario do que costuma acontecer, traz muitas mudanças, mas a intenção é que seja uma maneira de suprir a falta de uma boate com musica eletrônica dentro da cidade.


- As festas são realizadas ao ar livre em locais afastados dos grandes centros, geralmente em sítios e fazendas. As mudanças de um evento ao ar livre para um evento indoor são muitas, mas a intenção é de agradar a todos com a música, facilitando o acesso e diversificando as opções de diversão da cidade, pois aqui não temos uma boate de música eletrônica para nos entretermos à nossa disponibilidade. – Explica Francisco.


OBJETIVO

O objetivo dessa festa segundo Francisco é estimular as mulheres a se tornarem Dj’s, de acordo com ele, o nome da festa foi escolhido porque Ibiza é uma ilha do arquipélago e comunidade autônoma das Ilhas Baleares. Fica localizada a leste da Espanha e sua maior cidade tem o mesmo nome da ilha, e é considerada a capital mundial da balada.


- O projeto foi criado para estimular a projeção das Dj’s mulheres e disseminar a música eletrônica partindo de um ponto de vista feminino e não “feminista”, o que, segundo nossa perspectiva, provoca um plus na festa, pois o público além de prestigiar o trabalho de qualidade das jovens Dj`s ainda se deleitam com o glamour de um evento como este. – Revela.


De acordo com Francisco, o numero de pessoas que freqüenta festas com música eletrônica vem crescendo gradativamente, e isso acontece devido à própria evolução do espaço cultural da cidade e da busca das pessoas por novidades.


- O crescimento de público voltado para as músicas eletrônicas pode ser atribuído a uma evolução do espaço cultural da cidade, as pessoas buscam novidades e são atraídas pela diversidade. Trata-se da necessidade do “novo” e “irreverente” e Montes Claros vem aumentando o número de eventos que possuem esses requisitos. – Diz.


Para a estudante Yndhira Sarmento Vieira, que freqüenta festas de música eletrônica há um certo tempo, essa é uma ótima oportunidade para que o talento feminino seja demonstrado através da sua arte que é transmitida através das musicas.


- É uma boa oportunidade para divulgação alternativa do evento, a beleza feminina acompanhado da arte e cultura, chama atenção por ser uma festa só com Dj's mulheres, e não uma só mulher no meio de Dj’s homens, como tem se visto ultimamente nas festas desse tipo aqui em Montes Claros. Simplesmente imperdível, uma oportunidade rara de sentir o som de boas Dj's numa só noite. – Afirma a estudante.


DIFICULDADES

Ele conta que a principal dificuldade em se promover esse tipo de evento é encontrar locais inéditos e ideais para se criar o clima da música eletrônica, principalmente por se tratar de uma cidade pequena que não oferece muitas opções de lugares próprios para a realização de eventos desse porte.


DISCRIMINALIZAÇÃO

Chico Surreal afirma hoje a música eletrônica já é mais bem aceita na sociedade e por isso os Dj’s já não precisam mais ficar “escondidos” como antigamente.


- A música eletrônica hoje não é mais marginal, como se dizia. É um tipo de cultura que já nasceu na cidade, e está se desenvolvendo e o público está crescendo cada vez mais. Aqui na cidade os DJ's antigamente ficavam escondidos, mas graças a efervescência das festas isso mudou. Hoje o DJ está bem mais próximo do público, ele deixou de ser um DJ e virou um artista. Promover esse tipo de evento não é uma tarefa fácil, mas é compensadora. – Afirma Francisco.


SERVIÇO

A Ibiza Special Party acontece no dia 29 na academia Sparta (antiga Fly) que fica na Avenida Mestra fininha. Os ingressos custam R$ 15,00 masculino e R$ 10,00 feminino. Podem ser adquiridos no Br Mania, no Hiroshima’s Bar e na Boots Wear. Para mais informações 9911 4480.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O melhor da música mineira em coletânea


Gabriel Guedes nasceu em Belo Horizonte, mas se considera montes-clarense
(foto: XU MEDEIROS)


A rádio Inconfidência de Belo Horizonte juntamente da secretaria de Estado de Cultura, organizou uma coletânea de sete CD’S que reúnem mais de 100 artistas da cena musical mineira nos anos 2000. A coletânea, que será distribuída no Brasil e no exterior faz parte das comemorações dos 30 anos da rádio Inconfidência.


São 107 artistas, de variados estilos musicais. Produzido pela Casulo Cultura, os músicos foram selecionados por 50 representantes da área musical, incluindo produtores, jornalistas e pesquisadores.


O projeto leva o nome de Coletânea Brasileiríssima: Música de Minas no ar e não será vendido, será distribuído exclusivamente para produtores, jornalistas, governos, feiras, exposições e eventuais parceiros do Brasil e exterior que possam levar o nome dos artistas do estado para outros lugares.


COLETÂNEA DE CDS


A coletânea terá músicas nos estilos Instrumental, MPB, Pop Rock, Regional, Stereoteca, Música Independente I e II. Montes Claros será representada pelos músicos Tino Gomes (CD Regional) e Gabriel Guedes (CD independente I).


Gabriel entrou como intérprete da música Tocando no parque, um chorinho do seu avô Godofredo Guedes. Gabriel ressalta que apesar de ter ouvido muita coisa bacana nos CD’s, ouviu muita coisa que não lhe agradou também.


- Para ser sincero, eu escutei o disco e vi que tinha muita coisa bacana, mas vi que tinha muita coisa ruim também. Foi bom porque é uma mostra de tudo que tem sido feito, mas em minha opinião não gostei muito, acho que faltaram alguns nomes, até porque tudo que é bom fica meio escondido, então o que tem maior evidência é o que é de mais fácil consumo. Eu achei que foi um trabalho interessante, mas não me identifiquei muito com uma grande parte das músicas que eu ouvi - afirma o músico.


MONTES CLAROS


Gabriel Guedes se apresentou em Montes Claros nessa última quinta-feira, dentro da programação das homenagens do centenário do seu avô Godofredo Guedes. O músico apesar de ter nascido em Belo Horizonte se considera montes-clarense. Ele conta que sempre tenta levar o nome da cidade para onde vai.


- Eu tento levar o nome de Montes Claros para o lugar mais alto, para o mundo inteiro se possível. Eu nasci em Belo horizonte, mas me considero montes-clarense, e como eu não nasci na cidade, então não existe uma pressão sobre mim e a coisa fica mais espontânea e flui melhor - conta Gabriel.


CENTENÁRIO DE GODOFREDO


No ano do centenário de seu avô Godofredo Guedes foram feitas varias apresentações e homenagens ao artista completo que foi Godô, segundo Gabriel esta missão poderá ser tida como concluída na apresentação que acontecerá na cidade natal do seu avô, Riacho de Santana, Bahia, neste sábado dia 15, mas o encerramento das homenagens será no dia 23 de dezembro na Praça da Liberdade em Belo Horizonte, onde será feita uma apresentação com vários artistas, semelhante a que foi feita no Palácio das Artes no dia 16 agosto, só que desta vez será aberto a todo público. Gabriel conta que é muito grato a todos que colaboraram de alguma maneira para que tudo corresse da melhor maneira possível.


- Todo esse esforço foi válido demais, o pessoal aqui de Montes Claros contribuiu muito, muita gente, muitas empresas, eu sou muito grato a todos que apoiaram. Eu me sinto no dever de retribuir de alguma forma a todas essas pessoas, e eu já até sei como fazer isso, mas vou deixar para ser surpresa, mas será um presentão para toda a cidade - diz.


CD SAMBAS


Gabriel lançou em 2005 o CD Choros de Godofredo e revela que já esta produzindo um novo CD, que deverá ser lançado no ano que vem o nome de Sambas de Godofredo.


- Eu chamei o Henrique Cadiz, para fazer a produção junto comigo, será um CD de mais ou menos 15 faixas. Eu já fiz o esboço do repertório e mandei para ele as partituras lá no Rio de Janeiro e ele já harmonizou e gravou para mim voz e melodia, ou seja, o esqueleto da música. Agora a gente está num processo de seleção das pessoas que se encaixam nas músicas e eu pretendo chamar o máximo possível de pessoas bacanas. A produção do disco já está em andamento e deve sair no ano que vem. Pretendo lançar esse disco não só em Montes Claros como no Brasil inteiro, e se tudo der certo isso vai acontecer - revela Gabriel.


2009


O músico conta que para 2009 ele irá partir para algo mais ambicioso, no sentido mais limpo da palavra.


Gabriel diz que pretende fundar o Instituto Eco Cultural Godofredo Guedes, que terá oficinas, projetos teatrais, musicais, e toda uma discussão e conscientização sobre o meio ambiente e de formas para mantê-lo despoluído.


- Eu estou fazendo o Instituto Eco Cultural Godofredo Guedes, no qual pretendemos fazer inúmeros projetos, desde teatro a oficinas de construção de instrumentos. Pretendo conversar com o novo prefeito, no qual também eu tenho grande estima, para somar as ações, assim buscando parcerias com o setor privado e público. Queremos fazer apresentações com palestras de ecologia, de despoluição das águas, da não transposição do rio São Francisco. Tentar conseguir alguma forma junto à Constituição Federal, de minimizar o poder das mineradoras, para que elas possam trabalhar porque a gente precisa do minério, mas que ela não degrade tanto. O dinheiro vem, compra e devasta mesmo e com o Instituto Eco Cultural Godofredo Guedes poderemos olhar com mais força para isso - conclui Gabriel.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cultura argentina associada à mineira


O argentino Miguel Angel Amaya mora no Brasil há 23 anos, reside em Montes Claros há mais de 15 anos, produz artesanato, e estuda artes na unimontes. Miguel veio para o Brasil na década de 80, ele conta que antes de vir sempre teve a curiosidade de conhecer o país, que na época o impressionava muito também pelos seus cantores.


- Eu sempre gostei de viajar, já conheço outros paises, fui mochileiro, pegava só as mochilas e saia de carona. O Brasil sempre me chamava a atenção, pelos seus cantores, me lembro na época do Vinicius, Toquinho, e eu gostava da maneira como os brasileiros falam, e o Brasil é um país muito grande e eu sempre tive curiosidade de conhecer até que um dia tive a oportunidade vir, gostei e não fui mais embora. – Revela Miguel.


Segundo ele na época em que veio para o Brasil, a Argentina passava por um processo de ditadura e isso foi um dos motivos que o fizeram deixar seu país de origem. O primeiro lugar em que morou foi na Bahia, que para ele serviu como um descanso para a mente.


- O primeiro lugar em que morei foi na Bahia, tenho muitas lembranças de lá. E quando sai da Argentina estava na época da ditadura militar e isso me influenciou também, porque eu não compartilhava com as idéias que no momento estavam acontecendo lá, e nesse momento em que fui para Bahia foi engraçado, porque lá não tem esse peso político, então foi como uma limpeza na minha cabeça. Na Bahia eu me senti muito bem, aprendi muita coisa e isso foi uma dos fatores que me influenciaram a vir morar no Brasil. – Conta Miguel.


MINAS GERAIS/ARGENTINA
O bem humorado Miguel afirma que Minas Gerais o lembra a Argentina pela intelectualidade do povo mineiro que tem a cultura diferente da Bahia. De acordo com o argentino, Montes Claros aconteceu por uma casualidade.


- Montes claros foi uma casualidade, eu morava em Belo Horizonte, após morar na Bahia, um colega me falou que havia um trem que iria para Bahia, mas o trem ia mesmo era para Monte Azul, nesse trem eu conheci uma galera de Montes Claros que me convidaram para uma festa, e eu fui ficando e conheci minha mulher que na época começamos a namorar, então eu ia para a Bahia, mas sempre voltava para ver minha mulher. E eu fiquei indo e voltando até que nasceram meus filhos e eu comecei a me firmar até ficar só em Montes Claros. E foi bom porque antes eu viajava e não tinha em mente ficar um lugar e fazer uma casa, ai quando você tem filhos você começa a rever essa situação. E isso foi bom porque consegui me organizar, estudar, hoje tenho minha família. Quando eu saia só para viajar eu deixava tudo para traz e hoje dia não faço mais isso. – Revela Miguel.


DIFICULDADES
Miguel conta que sente saudades da Argentina, e diz que sempre que pode volta lá, ele conta que quando é perguntado sobre a questão do futebol fica dividido, pois gosta do Brasil e da Argentina, e então fica sem saber para quem torcer. Segundo ele, as principais dificuldades para se adaptar foram a comida de cada lugar em que passou e também o idioma, mas que está barreira foi mais facilmente superada com ajuda da hospitalidade brasileira que para ela é maravilhosa.


- Uma das dificuldades que eu tive foi para adaptar com a comida, em cada lugar tem uma comida diferente, a principio você não gosta, mas o homem é um animal de costumes, à medida que o tempo passa vai se acostumando, e acaba se adaptando bem. E outro problema que eu tive foi com o idioma, para você se relacionar o idioma é fundamental e para mim custou bastante aprender, inclusive eu ainda falo mal apesar de morar no Brasil há 23 anos. Mas aqui o pessoal é muito hospitaleiro, então eu fui muito bem recebido, isso ajuda na adaptação, porque imagina se o pessoal fosse fechado, por exemplo, meu filho foi a Espanha há um tempo atrás e me disse que as pessoas são muito fechadas, não falavam com ninguém, e isso atrapalha na adaptação, porque mesmo que você tenha decidido ficar, você não ter amigos é muito ruim. Aqui no Brasil, apesar de não me entender o que eu falava, ficavam comigo e não interessavam as palavras, era mais afeto, de pensar “é um cara de outro país que está aqui sozinho, vamos ajudar ele” e esse foi um fator fundamental para que eu ficasse aqui. – Relembra Miguel.


Segundo Miguel o clima também foi algo complicado para que ele se adaptasse, a principio sofreu muito, diz que ainda sofre um pouco, mas que já está adaptado.


ARTESANATO
Miguel conta que começou a trabalhar com artesanato quando tinha vinte anos, e aprendeu numa viagem que fez ao Peru. Lá ele conheceu artesãos que o ensinaram a fazer pulseiras, brincos e assim foi aprendendo. Ele diz que no Brasil em muitos lugares chegava com artesanato, mas acabava se empregando em outras coisas. Já trabalhou em bares, limpava alguma casa, de tudo um pouco. O artesanato sempre foi uma coisa boa para ele que se chegasse a algum lugar e não tivesse serviço fazia seu artesanato e vendia.


Segundo ele, a principio só produzia artesanato, mas com o tempo a família foi crescendo e cresceu também a necessidade de vender mais. Ele conheceu um pessoal do Peru que mora em São Paulo, e começou a comprar deles. Miguel revela que hoje em dia compra mais do que produz, e que sua mulher é quem ainda produz algum artesanato, ele concerta mais do que cria.


OBJETIVOS
O argentino Miguel atualmente é acadêmico do curso de Artes da Unimontes, ele revela que teve de fazer todo o primeiro e segundo grau novamente por não ter papeis que provassem que ele estudou na Argentina. Miguel fez supletivo e conseguiu ingressar na faculdade, e agora pretende ser professor quando formar.


- Eu sempre pintei, e fiz algumas coisas de arte, e ai eu e um amigo colombiano que conheci aqui, entramos no conservatório e nos formamos em decoração, e lá alem de aprender muitas técnicas eu fui incentivado pelo pessoal para que eu seguisse estudando. Como eu não tinha nenhum papel provando que eu estudei na Argentina, eu tive que fazer supletivo de tudo, e ai fui fazendo e consegui passar na Unimontes. E eu entrei mais para pintar, mas o curso é mais voltado para você ensinar arte, e foi interessante, eu gostei muito. O Brasil que tem um grande potencial, mas precisa mudar na educação e se puder ajudar, eu ficaria muito feliz. Tenho estudado, procurando fundamentos que me dêem consistência para poder dá aula, eu sei que sozinho não vou mudar nada, mas se cada um fizer sua parte podemos mudar. Um poeta chileno que eu conheci me deu uma definição do Brasil que gostei muito, perguntei a ele o que pensava do Brasil e ele respondeu “O Brasil é uma pedra preciosa, só é preciso ser lapidada” e é verdade, o Brasil tem um potencial bem grande, e a educação é um dos pontos fracos do país e se eu puder ajudar seria muito bom. Sei que não sou brasileiro, mas de coração eu me considero. Vou me formar no final do ano que vem e penso em dar aulas, mas quero seguir estudando, fazer um mestrado, um doutorado e também sempre fazendo artesanato. – Conta o bem humorado e entusiasmado Miguel.


SERVIÇO
Miguel vende seus artesanatos na loja La Luna loja 46 que fica no 1º piso do Shopping Popular de Montes Claros. Telefone 3222 – 2139.

Rock invade Moc durante o fim-de-semana

Foto: Coletivo Retomada
Mais de 1600 pessoas compareceram aos
quatro dias de Rock Reunion

O Rock Reunion, festival realizado no ultimo fim de semana na Casa da Juventude, reuniu bandas de Montes Claros, Brasília de Minas, Salvador e São Paulo e contou com a presença de mais de 1600 pessoas nos quatro dias de shows, palestras e oficinas.



A estrutura do festival foi muito bem organizada, o som estava com uma ótima qualidade e foi utilizado com muita qualidade e propriedade pelas bandas. A organização do evento também foi a melhor possível, seguranças contratados fizeram à segurança dos shows que correram sem nenhum tumulto. De acordo com a organização do Rock Reunion foi enviado um oficio a guarda municipal solicitando a sua presença, mas não obtiveram resposta.


O estudante Thiago Eliedson, que freqüenta shows de rock já há algum tempo, ressalta que o Rock Reunion foi muito bem estruturado e organizado, sendo inclusive mais seguro que outros evento do tipo.



- Eu achei o evento muito mais organizado que outros festivais que às vezes têm algumas confusões, e hoje eu vi uma estrutura muito boa e com muita organização e segurança. Os shows foram muito bons e de muita qualidade. – Diz o estudante.



EVOLUÇÃO DO ROCK

Para Franklin Chaves, ex vocalista da banda Proud e que vivenciou um momento mais difícil do rock em Montes Claros, os eventos de rock atuais evoluíram muito e com isso se formou uma nova cena que vem atraindo cada vez mais pessoas.



- Os shows de rock de antigamente eram muito mal organizados e na época nós não tínhamos uma estrutura como a que eu pude presenciar no Rock Reunion. Eu nunca havia visto uma estrutura de show desse nível para bandas de Montes Claros tocarem. E eu tive a oportunidade de ver aqui um dos melhores shows da minha vida. A cena está perfeita, e está surgindo uma nova galera que comparece em peso aos shows. – Afirma Franklin.



Tiago Ramos Ferreira é baixista da banda Dharma que veio de Brasília de Minas para tocar no festival. Para ele o evento superou as expectativas em todos os aspectos, desde a organização ao publico, que segundo Tiago não era esperado pela banda.



- Esse é nosso terceiro show, já havíamos tocado antes em Brasília de Minas, e estamos trabalhando um CD independente. Nós tínhamos uma expectativa muito grande de vir tocar em Montes Claros e participar do primeiro Rock Reunion. O evento chamou nossa atenção, e com certeza o show superou o que esperávamos, o som estava ótimo, a organização não deixou a desejar em nada, e o publico ainda não conhece a banda, mas mesmo assim participou ativamente e isso com certeza é muito bom. Sempre que tivermos uma oportunidade de voltar a Montes Claros, a gente vem com maior prazer. – Conta o baixista.



Bandas de variados estilos dentro de rock se apresentaram e agradaram o publico que não parou por nenhum momento. A banda Sofia, que já tem mais de cinco anos foi uma das atrações do sábado. O vocalista da banda, João Paulo Dourado revela que apesar da banda tocar um som mais pop o público participou com muito entusiasmo da apresentação.



- O show superou as expectativas, a gente sabe que tocar numa reunião do rock é o mesmo que “jogar em casa”, a galera vem e já sabemos que vão gostar do repertorio. O publico estava muito animado, para a gente foi show de bola. A estrutura do evento está muito boa, a galera do som trabalhou muito bem. Nossa banda não é de rock pesado, nos tocamos um pop rock com algumas pitadas de hard rock que é o que nós gostamos de fazer e a galera teve uma aceitação muito boa. – afirma João Paulo.



INTERCAMBIO CULTURAL

Vários produtores e ativistas culturais de diversas partes do país participaram do festival, Ricardo Sales é produtor musical da banda Incrédula que veio de Salvador, Bahia, para tocar no evento. O produtor revela que pretende levar a idéia e a estrutura do Rock Reunion para seu estado.



- O Rock Reunion está sendo muito bom, muito bem organizado e com uma participação excelente do público. Nós não conhecíamos a cena do rock de Montes Claros, e está sendo muito interessante poder participar e conhecer e esperamos que continuem assim. Existe espaço para rock em Salvador apesar de ser um pouco restrito em relação à mídia, que tem preferência a bandas de axé e pagode, e o rock se sente um pouco discriminado, mas estamos lutando, fazendo os eventos acontecerem. Atualmente em Salvador o ponto mais forte da cena é o Palco do Rock que acontece durante o carnaval e vai completar 15 anos em 2009. Estamos estudando a idéia de fazer uma edição do Rock Reunion em Salvador para mostrarmos que o rock tem uma cena e que tem que acontecer, não é possível que as bandas de rock tenham que viver escondidas o tempo todo, e tenha que ser altamente independentes. Temos que fazer acontecer e queremos levar toda essa estrutura para realizamos uma edição do evento lá na Bahia. – Revela o produtor.



Para Marcos Reis, percussionista da banda Merrow de São Paulo, a Associação do Rock de Montes Claros e Região, é uma das grandes responsáveis no crescimento da cena do rock na cidade. Ele conta que em São Paulo apesar deles terem mais espaço, o fato da cidade ser muito grande acaba dificultando ações coletivas como a do Rock Reunion.



- O que vimos desde o inicio aqui em montes Claros é que associação do rock torna mais fácil o acesso do rock in roll as pessoas. Em São Paulo realmente você tem rock em todas as esquinas, mas a cidade é tão grande que às vezes a gente se perde dessas pessoas, é muito difícil você encontrar no meio de oito milhões de pessoas, público que curta o nosso som. Eu diria que eventos como esse acabam reunindo todas as pessoas que gostam da cultura do rock in roll, então realmente São Paulo é uma capital cultural do Brasil, e lá somos recebidos muito bem, mas no meio de tantas pessoas é mais difícil de se garimpar o publico do rock. Aqui a gente sentiu que é mais fácil, porque a galera tem a associação, e eles buscam se ajudar para ter eventos como esse sempre. Isso a gente tem que aplaudir porque em São Paulo é muito difícil de se fazer algo do tipo. – Afirma Marcos.

Foram quatro dias de shows, palestras e oficinas sempre com uma grande presença de público, inclusive no domingo em que eram esperadas menos pessoas, devido ao fato de que a maioria dos freqüentadores dos shows de rock ou estudam ou trabalham na segunda-feira.

- Foram dois dias com muita gente, com muita banda legal, todo mundo dando o melhor e é legal porque temos a oportunidade de divulgar nossas músicas e nossas idéias. Nós nem esperávamos que viessem tantas pessoas no domingo, mas a força das bandas e da organização do festival é que trouxe todo esse pessoal para vir aqui curtir o som das bandas, mostrando que a galera não está bitolada só nas modinhas. – Conta Wagner de Oliveira Alves, vocalista da banda Álamo.



PRESENÇA FEMININA

A presença feminina não ficou somente entre o público, as bandas Merrow, Incrédula e Lócus mostraram que seja no vocal ou exercendo alguma outra função, a presença das mulheres alem de acrescentar qualidade as bandas e ao evento é de extrema importância para a cena cultural. A estudante Daniela Santos Borborema é a vocalista da Lócus, ela revela que teve um pouco de receio no inicio pois segunda ela ainda existe um certo preconceito em relação a mulheres que cantam esse estilo.



- Eu confesso que fiquei com medo, porque eu acho que ainda existe um certo preconceito com relação a uma mulher cantar esse estilo, mas eu acho que isso chamou a atenção do publico, eu reparei que as pessoas pararam para prestar atenção, o que aumentou minha responsabilidade no palco, mas o show foi muito bom. Esse evento foi muito importante para nossa cidade, porque é uma maneira de apoiar as bandas independentes e incentivar a composição própria e assim mostrar a nossa cultura. Afirma Daniela.



UNIÃO

O Rock Reunion foi promovido pela Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R), Secretaria Municipal de Cultura, Stúdio Rock, Plug Cooperativa de Cultura Independente, site Solte o som.com.br, Instituto geraes de Arte Independente e o Coletivo retomada. O evento ainda conta com o apoio da Associação Cultural Clube do Rock de Salvador, Associação dos Fotógrafos Profissionais de Montes Claros, jornal o Norte de Minas, dos sites Bem na net, Riskanet e Jornalismo Possilga, do Hollywood rock bar, Stereo produtora, Tocata instrumentos musicais, rádio Transamérica, Uhu fanzine, Souza de Paula Comunicação e da Coordenadoria da juventude.



Para mais informações sobre a Associação do Rock de Montes Claros e Região acesse www.armcr.blogspot.com.



quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Rock Reunion o maior festival de rock do Norte de Minas




Será realizada a partir de hoje, quinta-feira, até domingo, 09, a primeira edição do Rock Reunion, festival que reunirá 20 bandas, sendo 17 de Montes Claros, duas de Salvador e uma de São Paulo, de variados estilos dentro do segmento musical do rock.


O objetivo do festival, segundo Fred Sapúlia, presidente da A.R.M.C.R. - Associação do rock de Montes Claros e região, realizadora do evento, é tornar pública a riqueza cultural e artística do rock existente em nossa região.


- Pretendemos mostrar ainda a vários setores da sociedade montes-clarense que o rock não é desorganizado e marginalizado, como antes, e que hoje merece receber apoios importantes para se firmar no cenário cultural e artístico do Norte de Minas. - Diz Fred Sapulia.


Alem dos shows, acontecerão palestras e oficinas que abordarão temas ligados ao rock. Ainda será exibido e comentado o documentário Butinada, que conta a historia dos punks no Brasil.


Para o vendedor Charles Elton Durães, que escuta rock há 22 anos e é integrante da banda Fúria, que é uma referencia do estilo punk hardcore na cidade, a exibição desse documentário é de extrema importância para os mais jovens que não tiveram a oportunidade de conhecer e vivenciar o início do estilo no Brasil.


Ele afirma também que hoje está mais fácil fazer rock, devido à grande melhora na organização e na estrutura dos eventos, mas ressalta que a divulgação ainda poderia ser mais abrangente.


- Os shows de hoje são mais organizados, o pessoal tem mais espaço e com uma estrutura melhor, está mais fácil de fazer rock. O que eu acho é que deveria ter uma divulgação além da internet, porque muita gente, como eu, por exemplo, não tem acesso a esse tipo de mídia e às vezes nem fica sabendo de alguns shows. Panfletos deveriam ser feitos como fazíamos antigamente, quando saíamos pregando eles em postes e divulgando de todas as maneiras possíveis o evento. A exibição do documentário Butinada vai ser muito importante, porque o pessoal vai conhecer a raiz do punk e do hardcore no Brasil, saber o que os caras passaram e vivenciaram na época da ditadura. Vai ser muito bom, porque vai abrir a mente dessa moçada mais jovem para eles saberem o que é punk e hardcore, de onde veio, o idealismo. Porque não é só o som, tem outras coisas por traz disso tudo - diz Charles.

OBJETIVO


O objetivo do festival, segundo o presidente da A.R.M.C.R., Fred Sapulia, é tornar pública a riqueza cultural e artística do rock existente em nossa região, assim como também para mostrar para vários setores da sociedade montes-clarense que o empresariado poderia e deveria apoiar mais esse tipo de iniciativa, que o rock não é desorganizado e marginalizado como era antes, e que o investimento e apoio a esse segmento, alem de ser de fundamental importância para o enriquecimento cultural da cidade, geram bons resultados.


OFICINAS

Fred Sapulia conta que para as palestras e oficinas foram selecionadas para pessoas que estão realmente interadas no movimento do rock e que têm propriedade para falar sobre determinados assuntos. Segundo ele, a expectativa é que cerca de 700 a 800 pessoas compareçam por dia nos shows e de 200 a 300 pessoas nas oficinas e palestras.


O editor chefe do jornal O NORTE, Reginauro Silva, ministrará na sexta-feira, às 19h30, na sala Geraldo Freire, palestra sobre ética e responsabilidade social. Para Reginauro, o rock vem evoluindo naturalmente em Montes Claros e no Brasil, e que essa evolução serve para mostrar que o rock não precisa ser sinônimo de confusão, baderna e violência - o rock é hoje mais um instrumento de divulgação e disseminação da cultura independente.


- È muito importante esse tipo de iniciativa, porque há algum tempo o roqueiro de modo geral era tido como uma pessoa ligada às drogas, à violência e à insegurança pública de modo geral. Essa imagem começou a ser desconstruida principalmente a partir da criação da Associação do rock de Montes Claros e região, que vem sendo muito bem sucedida através da promoção de vários eventos, levando a sociedade a interagir mais com os roqueiros, que são pessoas de paz, alegres, que visam principalmente difundir a cultura por meio da música. Nesse aspecto, é preciso que as novas gerações tomem conhecimento de que houve esse passado negro na relação do rock com a sociedade e que hoje já está desaparecendo. É preciso que as novas gerações, através da ética e da boa convivência procurem difundir ainda mais essa interação do rock com a sociedade civil - conta Reginauro Silva.


CONSELHO DE CULTURA

Na última segunda-feira, 29, durante eleição para o Conselho municipal de Cultura, a Associação do rock de Montes Claros e região conseguiu eleger representante para a cadeira de 2º suplente no órgão. Fred afirma que esse foi um grande passo para o cenário do rock de Montes Claros.


- Foi um grande passo, porque agora temos uma representatividade dentro do Conselho municipal de Cultura. Apesar de sermos 2º suplente, fazemos parte desse conselho e somos a única entidade cultural da música que o integra. Então, temos que representar não só o rock, como toda a classe artística envolvida com a música. É muito importante porque daqui para frente teremos mais visibilidade dentro da cultura de Montes Claros - afirma o presidente da A.R.M.C.R.


APOIO

O festival será o maior evento de rock realizado na cidade e é promovido pela Associação do rock de Montes Claros e região, secretaria municipal de Cultura, Stúdio rock, Plug cooperativa de cultura independente, site Solte o som.com.br, Instituto geraes de arte independente e o Coletivo retomada.


O evento ainda conta com o apoio da Associação cultural clube do rock de Salvador, Associação dos fotógrafos profissionais de Montes Claros, jornal o Norte de Minas, dos sites Bem na net, Riskanet e jornalismo Possilga, do Hollywood rock bar, Stereo produtora, Tocata instrumentos musicais, rádio Transamérica, Uhu fanzine, Souza de Paula comunicação e da Coordenadoria da juventude.


SERVIÇO

As palestras e oficinas são gratuitas e começam nesta quinta feira a partir das 18h na Sala Geraldo Freire. Os shows começam no sábado também a partir das 18h na Casa da Juventude. Os ingressos para os shows custam R$ 5 e podem ser adquiridos na entrada.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA

QUINTA-FEIRA 06/11

18h – Oficina de Sonorização – Studio Rock


19h30 – Palestra: O cenário artístico-músico-cultural do rock regional – Rodrigo de Paula


20h20 – Palestra: Leis de incentivo a cultura – Marcelo de Paula


21h - Oficina de comunicação – Rodrigo de Paula, Emanuela Almeida, Samuel Vasconcelos e Carol Marinho.


22h30 – Palestra: Produção de gravação autoral – Danilo Baliza Seixas

SEXTA-FEIRA 07/11

18h00 – Oficina de Guitarra- Warleysson Almeida


19h30 – Palestra: Ética e responsabilidade social – Reginauro Silva


21h- Oficina de Bateria - Leo


22h30 - Apresentação do Documentário Butinada – Elpidio Rocha e Dayan

SABADO 08/11

18h00 - DHARMA


18h40 - HAYRA


19h20 - SOFIA


20h00 - PLAYLIST


20:40 - 4 DE COPAS


21h20 - TETREX


22h00 - MERROW


22h40 - INCRÉDULA


23h20 - AGRESSIVOS


00h00 - VOMER

DOMINGO 09/11

18h00 - ÁLAMO


18h40 - FEEBLE


19h20 - AT4


20h00 - GRITARE


20:40 - LÓCUS


21h20 - SOPRONES


22h00 - EXORCISTA


22h40 - GORY STAGE


23h20 - UMEAZERO


00h00 - RUÍDO JACK

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Semana da cultura do conservatório com MPB, samba e muito ritmo

Além de cantora e compositora, Renata dá aulas de
violão e percepção (foto: XU MEDEIROS)


A cantora e compositora, Renata Figueiredo se apresenta nesta quarta-feira, 5, a partir das 21h no Centro cultural Hermes de Paula. A apresentação faz parte da programação da 21ª Semana da Cultura do Conservatório estadual Lorenzo Fernandes.


Renata é natural de Itambacuri e veio para Montes Claros porque passou no vestibular da Unimontes, em 2002, pelo curso de Artes. Desde criança tocou em eventos de escolas e participou de festivais, mas passou a se apresentar profissionalmente somente quando chegou à cidade. Aqui, ela fez shows com algumas pessoas, chegando até a formar um grupo, mas hoje faz um trabalho solo sempre acompanhada pelos músicos Liliane Queiroz, no contrabaixo, Andressa, na percussão e Olden Hugo na flauta.


INFLUÊNCIA


A influência musical de Renata veio de sua família que, segundo ela, é de seresteiros. A cantora e compositora conta que desde criança passava a noite os ouvindo tocar e cantar.


- Além de ter crescido com a música, eu tenho algumas influências. Tem vários artistas que eu admiro muito, como a Rita Lee, Marisa Monte, Zeca Baleiro, Lenine, Djavan, Vander Lee. Para meus shows, eu busco misturar o que eu gosto de tocar com o que as pessoas gostam de ouvir, então fica um repertório que às vezes as pessoas não conheciam, mas passam a conhecer e a gostar também - revela Renata.


EXPECTATIVA


Para a apresentação de quarta-feira, além dos músicos que sempre a acompanham nos shows, a artista ainda terá a participação de Arley na percussão, Saulo Leoni no teclado, e Olden Hugo na flauta, Ananias no clarinete, além de algumas pessoas que foram convidadas para cantar. Serão treze músicas, todas de autoria de Renata que diz estar com uma boa expectativa para a apresentação.


- Minha expectativa é boa, espero que todos que eu convidei apareçam e gostem. Eu convido toda essa galera que gosta de música alternativa, de MPB, quem tem samba no pé. Podem ir que vão gostar e também quem apóia o trabalho autoral com certeza vai gostar muito do que vai ver e ouvir.


Nos seus shows Renata tem mesclado algumas músicas de sua autoria com covers, procurando fazer um repertório com as músicas que o público já está acostumado a ouvir e colocando uma ou outra que é sua no meio desses covers.


- Eu não deixo de tocar o meu repertório de bar, mas coloco uma música ou outra de algum artista que o público não conhece e até músicas minhas, mesmo. A aceitação tem sido muito bacana - explica a cantora.


AMOR A HUMOR


Renata conta que suas músicas falam desde amor a humor e que o motivo dessa variação é como ela, que não veste a mesma roupa todo dia, e que também não gosta de tocar e falar das mesmas coisas sempre.


- Cada dia você acorda de um jeito, uma hora está alegre outra está triste, em outro momento você está de bom humor, as músicas então tem essa variação também. Não é sempre que eu estou romântica para falar de amor, por exemplo, às vezes estou mais engraçada, ou mais introspectiva, uma coisa mais de pensar na vida. Então minhas músicas têm todas essas questões, falam desde amor a humor. Eu não visto a mesma roupa todo dia, então eu não gosto de tocar o mesmo estilo sempre - afirma Renata.


Ela conta que ao contrário de muitos artistas, dificilmente faz a música em partes. A música surge em sua cabeça muitas vezes quando ela está brincando com o violão e a idéia aparece e vai crescendo num todo. Então, já pensa na melodia que traz um sentimento a ela, e que a partir disso decide o que quer falar com aquele som.


CD


A cantora e compositora revela que pretende lançar um CD só de músicas próprias no final do ano. O CD terá dez músicas, com estilos como samba, funk, ijexá, que é um ritmo africano, mas terá de tudo um pouco e da mesma forma que contará com variação de ritmos terá também variação de temas, desde amor a humor. Renata conta que já havia gravado um CD anteriormente, porém com músicas de outros artistas, uma coisa mais caseira. Para ela, lançar esse disco com músicas de sua autoria é uma maneira de atender aos pedidos dos seus pais que não moram com ela e também é como se fosse seu primeiro filho.


- Eu comecei a compor músicas, quando foi crescendo o número, meus amigos começaram a falar que já dava para fazer um CD. E como eu não moro perto da minha família e trabalho com música, o resultado que eles acabam esperando e cobrando de mim é isso. Então, é uma forma de atender aos amigos, aos meus pais e às pessoas que estão longe, e para mim é como um primeiro filho. Gravar um CD não é um trabalho barato, porque tem a gravação das músicas, a parte gráfica e toda a produção do CD. E como é uma coisa muito independente, não é tão simples assim. O que mais dificulta é a falta de apoio.


FALTA DE APOIO


Renata conta que em Montes Claros tem muitos artistas com um trabalho legal, mas falta espaço e apoio e por esses motivos a maioria dos músicos da cidade acaba tendo que ter outra profissão, além de tocar.


- Falta apoio e principalmente espaço, ainda mais para quem quer viver de música e se manter de música, por isso o artista acaba tendo outras profissões. Geralmente quem toca faz porque gosta. Você pode contar nos dedos quem faz para ter retorno, a maioria do pessoal toca por paixão mesmo.


SERVIÇO


A apresentação tem entrada gratuita e começa a partir das 21h. Confira a programação da Semana da Cultura.


PROGRAMAÇÃO 21ª SEMANA DA CULTURA DO CONSERVATÓRIO


04/11 - TERÇA


18:00 – Inauguração oficial do prédio do Conservatório
21:00 - Tom da Terça – Projeto Cantoras do CELF – Nayanne Matozinho e convidados


05/11 - QUARTA


08:40 – Apresentação dos alunos de sopro
09:30 - Apresentação dos alunos de musicalização
14:40 - Apresentação dos alunos de musicalização
19:30 – Quarteto de violões e Camerata de violões da Unimontes
21:00 – Renata Figueiredo e convidados


06/11 - QUINTA


08:40 – Alunos de violão- Choro didático
09:30 – Encontro didático dos alunos de violão
15:40 – Concerto de piano
16:00 - Grupo Salão de beleza
20:00 – Grupo Sertão mineiro


07/11 - SEXTA


08:40 – Instrumental Geraldo Paulista
14:40 – Teatro musical
20:00 – Coral Lorenzo Fernandez - Regência: prof. Fábio Carvalho
20:30 – O olhar de Deus- Show de música sacra


08/11 - SÁBADO


20:30 – Instrumental Geraldo Paulista – Pré-lançamento do CD Primeiro choro

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