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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Entrevista com Paulinho Pedra Azul

Paulinho completou, em 2008, 26 anos de carreira
(foto: XU MEDEIROS)
O cantor, poeta, artista plástico e compositor Paulinho Pedra Azul, se apresentou nesta sexta-feira em Montes Claros, trazendo para a cidade seu novo CD, intitulado Lavando a alma. O artista que é natural da cidade que leva o nome, Pedra Azul, completou em 2008, vinte e seis anos de carreira, tendo lançado vinte e um discos.

O músico mineiro falou sobre como começou na música, sobre sua carreira, as novas mídias, a nova safra de músicos e sobre sua admiração por Godofredo Guedes.COnfira a entrevista a seguir.

Samuel Fagundes: São quantos anos como músico?

Paulinho Pedra Azul: No ano passado eu comemorei meus 25 anos de carreira, lancei um disco inédito com parcerias com o Marcelo Jiran, que é um músico que vem me acompanhando agora, um menino de 23 anos que toca oito instrumentos e produz trabalho de outras pessoas também. Nesse tempo que estamos trabalhando juntos, quase três anos, fizemos mais de 50 músicas e nesse CD dos meus 25 anos eu gravei um disco com músicas minhas e deles, no qual eu sou letrista. Em 2008, no meu 26º ano de carreira, lancei um novo disco intitulado Lavando a alma com outro parceiro que se chama Paulo Henrique, que toca violoncelo na Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi das Cruzes - SP, o Marcelo e o Paulo Henrique se uniram e produziram este disco comigo. São 26 anos de carreira com 21 discos gravados.

Samuel Fagundes: Como se interessou pela música?

Paulinho Pedra Azul: Eu comecei ouvindo meu irmão tocar, meu pai compro um violão para ele e uma bicicleta para mim. O certo seria ter comprado um acordeom para mim, e um violão para ele, talvez na intenção de fazer uma dupla, não uma dupla caipira, mas uma dupla musical, porque naquela época em Pedra Azul a gente tinha muita influência era de Beatles, de Nelson Gonçalves, de Ademar Dutra, Jovem Guarda. Não tínhamos muita ligação com a música sertaneja não. Acabou que o acordeom era muito caro, e meu pai optou por me dar uma bicicleta. Meu irmão começou a dar os primeiros acordes e eu ficava olhando a mão dele, quando ele saia, eu pegava o violão eu fazia as posições sem tocar, porque não podia aparecer o som do violão senão meu pai me puxava a orelha, porque tava pegando o violão do meu irmão que também não gostava que o pegasse. E assim que eu comecei lá pelos meus 12, 13 anos, aprendi a tocar sozinho.

Samuel Fagundes: De onde você tira suas inspirações?

Paulinho Pedra Azul: Eu vou acumulando informações, porque eu viajo muito, logicamente que não é preciso viajar para acumular informações, mas eu tenho essa oportunidade de estar viajando pelo Brasil e por algumas partes do mundo, e inspira muito conhecer novas pessoas, outras culturas, outro tipo de música. O Brasil é um país muito diversificado musicalmente, a gente acaba que tendo varias influências. E assim vou acumulando e acumulando, chegando em casa quando eu começo a compor, eu vou tirando do “fundo do baú” tudo aquilo que foi acumulado, e vou organizando esses sentimentos e dali começam a surgir as letras. Apesar de ter feito muitas músicas completas (melodia e letra), nessas minhas parcerias eu sou o letrista, até pelo fato de que eu gosto muito de escrever eu acho mais fácil trabalhar com as letras.

Samuel Fagundes: Você interpreta músicas de Godofredo Guedes, quando começou essa admiração pelo músico?

Paulinho Pedra Azul: Antes do Godofredo, eu tenho um ídolo até hoje que é seu filho Beto Guedes. Escutando um disco de Beto numa época, eu ouvi uma música instrumental que se chama Belo Horizonte, e eu a achei muito interessante. Eu gosto muito de choro e samba canção, alem de gostar das músicas do Beto que também foi influenciado pelos Beatles como eu fui, eu ouvi outra música que acho que tenha sido do segundo disco, uma música que se chama Cantar, que era do Godofredo Guedes. Eu pensei comigo mesmo, puxa vida mais uma música do Godofredo Guedes, quem é esse Godofredo? Não sabia qual o parentesco de Godofredo com Beto. Aconteceu que eu regravei essa musica Cantar, e só depois eu fui saber que o Godofredo era o pai do Beto. A partir daí eu comecei mesmo a admirar o trabalho do Godofredo através do Beto, que a cada novo disco gravava uma música de Godofredo. Numa determinada época, eu estava em Belo Horizonte, e meu telefone tocou, quando eu atendi, a pessoa falou assim “eu queria falar com o Paulinho” eu respondi é ele, a pessoa disse “aqui quem está falando é um fã seu”, eu perguntei quem era e ele respondeu Godofredo Guedes. De imediato eu respondi “não, você que é meu ídolo”, e disse, “isso é uma brincadeira, não é você”, ele respondeu que não era brincadeira, que era realmente Godofredo Guedes e que queria me conhecer naquele momento. Ele estava na casa da filha em Belo Horizonte, eu peguei o endereço e fui para lá. Ficamos umas duas, três horas conversando, tocando, ele me mostrando um tanto de coisa, contado as histórias dele. E para mim isso foi muito bacana, foi um encontro muito gostoso, como se fosse de um pai e um filho que não se vêem há muito tempo. Eu me senti meio que fazendo parte da família do Godofredo. E foi o que aconteceu. O carinho foi mútuo, nos falamos muito, toda vez que eu vinha a Montes Claros fazer um show eu ia à casa dele, tomava café com Dona Julia, ele e os meninos. E fiquei apaixonado pelo trabalho de Godofredo, e a cada disco meu sempre fui regravando músicas dele. Até um dia que eu gravei um disco inteiro com músicas de Godofredo.

Samuel Fagundes: É verdade que esse CD com musicas do Godofredo gerou certa polêmica na família Guedes?

Paulinho Pedra Azul: O que aconteceu foi que eu queria fazer mais discos, pois eles acabaram rápido. Foi um disco muito importante na minha carreira, principalmente pela participação do Vagner Tiso, que fez arranjos no meu primeiro disco e vinte anos depois nos encontramos para fazer um disco com músicas do Godofredo Guedes. A família não autorizou a fazer mais o disco, mas não tem problema nenhum, eu me contentei com que já havia sido feito, e partir dali o disco desapareceu. Quem tem o disco tem. Mas quem sabe um dia a gente conversa com Zeca, com os meninos e com a turma e derrepente a gente faz algo parecido. Não houve problemas com direitos autorais, porque foi tudo acertado com o Zeca que é o detentor dos direitos. Foi tudo certinho, a minha relação com o pessoal da família Guedes é muito boa, temos um carinho e um respeito muito grande entre a gente, à prova disso é que Gabriel Guedes vai participar do show que eu farei em Januária, lá ele vai fazer uma homenagem ao Godofredo e eu é que vou acabar participando do momento dele.

Samuel Fagundes: Apesar de não freqüentar a grande mídia, você é conhecido por muitas pessoas, principalmente entre jovens e universitários. Ao que você atribui isso? E O que você acha disso?

Paulinho Pedra Azul: A mensagem que eu passo no meu trabalho, porque minha música fala da relação humana, e também uso de temas bem brasileiros, gravo baião, xote, forró. Mas tudo na medida certa, porque essencialmente eu sou um baladeiro, gosto muito de baladas, de valsas, gosto muito das coisas da raiz brasileira mesmo. Eu acho que minha música passa uma mensagem de amor principalmente, e o amor é uma coisa que é universal, pois você cantando o amor em qualquer lugar que você for a pessoa mesmo sem entender o que você esta cantando, sabe que ali tem uma paixão no meio, pela forma como a música esta sendo mostrada. E a moçada nova tem preocupado muito com essa coisa da relação humana, e quando eu falo amor eu digo amor a tudo, a família, aos amigos, ao filho, ao pai, a vida, a natureza. Esses temas todos entram no meu trabalho. E eu acho que eles se identificam por isso, porque são cosias que eu acho que eles gostariam de falar.

Samuel Fagundes: Como é voltar a fazer a Montes Claros para fazer show?

Paulinho Pedra Azul: Eu estou achando muito bom voltar a Montes Claros, porque eu estou lançando um disco novo, e apesar de bater na mesma tecla que é a relação humana, mas é um disco inédito, e estou tendo essa experiência de estar compondo com pessoas novas, que tem uma visão diferente de música e estudam muito. E isso vem somando ao meu trabalho, acrescentando essa musicalidade que às vezes falta em mim, que é a questão do estudo da música. A minha música é totalmente intuitiva. Com isso o trabalho fica super original e a proposta é sempre trabalhar com pessoas novas para poder mudar um pouco a questão da musicalidade.

Samuel Fagundes: O que você acha desta nova geração de músicos brasileiros?

Paulinho Pedra Azul: Essa moçada de hoje em dia está estudando muito, tem a preocupação de fazer o melhor que eles podem. Na minha geração, a gente era uma geração intuitiva demais. Dessa turma nossa, Tadeu Franco, Tino Gomes, Celso Adolfo, Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Marco Ribas, Serginho Moreira, são pessoas que aprenderam tudo na base da intuição, influenciado pelos Beatles e pela jovem guarda, cada um com sua característica também intuitivamente. O que eu acho legal nessa moçada nova é a curiosidade que eles têm, e o acesso que tem pelo computador que é uma grande mídia. Eles são curiosos, entram no site não sei de quem, ali mesmo já trocam idéias, é uma informação muito rápida. E com certeza essa nova geração é uma geração de estudar mesmo. Porque como eles sabem que tem muita informação musical no Brasil, eu acho que eles são curiosos demais e procuram fazer algo diferente, mesmo sendo inspirado por pessoas que eles curtiam. O que eu acho mais bacana é isso, é o cuidado que eles têm de estudar, de fazer uma coisa de qualidade, de ter paciência, que é o que nossa geração teve muito, mas eu acho que eles têm mais agora, estão mais pé no chão. Essa coisa do trabalho independente deu muita condição para o pessoal fazer dentro de casa mesmo. Sessenta por cento do meu último disco foi gravado dentro de casa. Hoje em dia gravar é bem mais tranqüilo e por isso as pessoas estão tendo mais oportunidades também. Hoje em dia as coisas estão mais fáceis, e tem que ser assim porque o músico brasileiro é muito criativo e quando ele se propõe a fazer um trabalho ele faz com muito cuidado e carinho, e por isso temos que respeitar essa geração nova e aprender com eles, que é o que eu venho fazendo meus dois últimos discos eu venho compondo com essa moçada nova, e tenho tido um resultado muito legal.

SERVIÇO
Confira mais informações sobre o artista em http://www.myspace.com/paulinhopedraazul

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Encontro da leitura com Marina Colasanti


FOTO: DIVULGAÇÃO



A escritora Marina Colasanti esteve em Montes Claros nessa quinta-feira, 23, para fazer a palestra de abertura do projeto Forma Leitores, que faz parte do programa Estado de Minas Tim Grandes Escritores.

A autora possui mais de 30 títulos publicados e já recebeu diversos prêmios literários, alem de escritora é também poeta, jornalista, pintora, já foi publicitária, roteirista e apresentadora.

Em entrevista ao reporter Samuel Fagundes, pelo jornal O NORTE Marina Colasanti fala sobre literatura, seu amor pelo jornalismo e sobre a leitura no Brasil. Confira a seguir:


Samuel Fagundes: Como é para você retornar a Montes Claros?


Marina: Eu viajo muito por Minas, pelo interior, e para mim é sempre uma alegria muita grande, a cultura tem que ser levada para todas as partes.

Samuel Fagundes: Você já passou por muitas cidades brasileiras, grandes centros e cidades do interior como Montes Claros. Você vê alguma diferença entre esses leitores?


Marina: O leitor é um individuo que se debruça sobre os livros, e ao fazer isso ele adentra no livro com seu sentimento, e isso não muda. O leitor é sempre leitor independentemente da cidade em que vive. Nos grandes centros, os livros são mais acessíveis e as pessoas por muitas vezes estão mais aptas à leitura. A leitura atinge a alma do ser humano.

Samuel Fagundes: Em sua opinião, qual a importância da leitura para o desenvolvimento da cidadania?


Marina: Hoje em dia já existe um consenso universal de que o livro não só é importante para a formação de cidadãos como também para a formação do individuo como pessoa. A leitura é necessária no nosso dia-a-dia, pois traz cultura e conhecimento.

Samuel Fagundes: Você concorda com a afirmação de que o brasileiro lê pouco?


Marina: Virou moda dizer que o brasileiro lê pouco, e eu não concordo com isso. Por muitas vezes quem critica nem é um leitor. A questão não é que os brasileiros lêem pouco, é que queremos que leiam mais, esse é o ponto principal.

Samuel Fagundes: Jornalista, escritora, poeta, pintora, já foi publicitária, roteirista e apresentadora. Existe alguma coisa que você não faça?


Marina: Existem varias coisas que eu não faço, mas tudo que eu fiz e que faço, é porque tenho o desejo de fazer, não fiz nada pensando na carreira profissional. É da minha natureza estar sempre diversificando, procurando novas coisas.

Samuel Fagundes: Como você vê o jornalismo brasileiro na atualidade?


Marina: O jornalismo brasileiro hoje em dia, principalmente o cultural está muito fraco. Me dá vontade de sentar na beira da calçada e chorar. O jornalismo está mais dinâmico, utilizando-se dos recursos atuais como a Internet para divulgar e obter informações, mas por outro lado eu percebo que muitos jovens saem das universidades despreparados, muitas vezes se apoiando nos “googles” da vida e ao invés de fazer uma pesquisa de campo mais abrangente, fazem as coisas “nas coxas”. Eu tenho paixão por jornalismo, mas as pessoas têm que saber também que o jornal não é apenas um prestador de serviço, é uma empresa, e como tal tem que gerar lucro. Os jornais dos grandes centros têm mais recursos e por isso na maioria das vezes são mais bem trabalhados, o que não nos impede de se encontrar uma anta num jornal de uma capital ou de se encontrar um grande jornalista num jornal do interior.

Samuel Fagundes: O que você acha de participar do projeto Forma Leitores e como você acha que o público irá absorver tudo?


Marina: Eu sou apenas uma vírgula desse projeto, haverão também oficinas, intervenções artísticas e palestras de outras pessoas que também são muito importantes para a fomentação da leitura. Eu sou uma militante da leitura, e quando você a leva para algum lugar ela naturalmente adere às pessoas. O mais importante é que daqui saiam formadores de leitores, não devemos deixar essa responsabilidade só para as escolas, um pai, uma mãe ou uma avó que tenha o hábito de ler e incentivar seus filhos e netos é um formador e essa atitude de dinamizar a formação de novos leitores é de suma importância. Na palestra eu falo sobre a leitura, sobre e-mails que eu recebo de pessoas que trabalham com projetos de leitura em diversas partes como em presídios e a parte que eu mais gosto, que são as perguntas da platéia, onde as pessoas que estiverem presentes podem tirar suas duvidas e é disso eu posso perceber como que o público absorveu toda essa informação.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Tatuagem: Estilo cultural que sobrevive ao preconceito

O tatuador Marcilio Andrade é conhecido como Tillim
e tatua há 12 anos em Montes Claros
(foto: XU MEDEIROS)


Com a chegada do verão e conseqüentemente com o aumento do calor, as pessoas tendem a mostrar mais seus corpos e com isso se preocupam com o que irão mostrar. Pensando nisso, muitas pessoas aproveitam a época para fazer tatuagens e assim personalizar a própria pele.






Marcilio Andrade Silva faz tatuagens há 12 anos em Montes Claros e, é conhecido como Tillin. Ele explica que no verão a procura é dobrada, em épocas mais frias eles atende cerca de duas a três pessoas por dia e no verão às vezes faz até oito tatuagens.





- O clima é o fator fundamental, o sol traz a necessidade das pessoas mostrarem seus corpos, não usar tanto tecido. O pessoal quer sair tomar sol e que expor seu corpo, e faz dele uma maneira de se expressar e de se estilizar - revela o tatuador.






Falando sobre o preconceito, Tillim afirma que hoje em dia não existe mais a discriminação de antigamente e que para ele, hoje a tatuagem é vista como mais uma forma de arte.




- Alguns grupos sociais ainda têm esse preconceito, mas no geral hoje não existe mais isso. Eu acredito que uma série de fatores influenciou nessa descriminalização da tatuagem, tanto fatores intelectuais, pois o cidadão tem uma visão preconceituosa não é uma coisa legal, e pela questão da população no geral ter atingindo um certo nível cultural e com isso viram que esse preconceito é uma coisa arcaica e não deve ser continuado – afirma Tillim.




Ele conta que começou a tatuar porque sempre teve admiração por tatuagens e por ter aptidão para desenhar, juntou as duas coisas e assim começou. Ele ressalta que o início foi árduo, por causa do preconceito que havia na época e também pela dificuldade em conseguir equipamentos e matérias de qualidade.




- Eu sempre gostei de desenhar, eu juntei isso com a vontade de tatuar, e então fui para o processo de aplicar o desenho na pele. Antes era mais difícil encontrar materiais e equipamentos profissionais, até pela questão da localização da nossa cidade, que fica fora do eixo Rio de Janeiro/ São Paulo onde o cenário é mais expressivo – conta.




Tillim fala que os equipamentos e materiais para tatuagem evoluíram muito desde quando começou, e devido a popularização da técnica, surgem novas empresas que produzem produtos específicos para esse tipo de arte, que durante muito tempo era feito quase que de forma artesanal.




- No início as maquinas de tatuar eram feitas artesanalmente, as agulhas não eram próprias para tatuar, o pigmento (tinta) não era próprio, e hoje já existem determinadas linhas de pigmentos, que você pode escolher o que é melhor. As máquinas ficaram profissionais, já existem agulhas próprias para a tatuagem. Os materiais e equipamentos estão evoluindo naturalmente, as empresas estão sempre procurando se aperfeiçoar, até porque hoje em dia existe mais concorrência então, estão sempre se atualizando – diz.




De acordo com Tillim, uma tatuagem pode custar desde R$ 35,00 a até mais de R$ 1.000. Ele explica que tatuagens grandes são divididas por sessões, então existem tatuagens que já estão na décima sessão e ainda não estão completas. Essas sessões são feitas porque deve haver um espaço de tempo de sete a quinze dias que é para a cicatrização.




Tillim fala que as tatuagens no geral pertencem a algum estilo, como o tradicional que são geralmente águias, navios, cavalo alados; oriental que são dragões, carpas; newschool parecido com o desenho animado, mais colorido; o realismo que aborda mais rostos de pessoas e cenas de filmes, alem de outros.




O tatuador ressalta a importância de se trabalhar com equipamentos esterilizados e materiais descartáveis e de qualidade. Ele revela que uma máquina de tatuar custa em média R$ 500,00, a agulha que é descartável, geralmente é vendida de mil em mil e em média custa R$: 200,00. Cada tubo de tinta custa de R$50,00 a 60,00, Tillim explica que ao aplicar a tinta na pele, boa parte da tinta é desperdiçada, então um tubo de tinta acaba não sendo suficiente.




- Trabalhar com equipamentos higienizados e de qualidade é fundamental até pela questão ética, você saber o procedimento correto e fazer da melhor maneira possível, porque você tem que dar o seu melhor no seu trabalho, e para isso trabalhar com o melhor para possa exaltar e mostrar o seu talento. Não adianta você ser uma pessoa talentosa e trabalhar com material de má qualidade – afirma.




Tillim diz que podem ser tatuados maiores de 18 anos, os menores de 14 a 17 anos só podem com autorização dos pais. Ele ressalta que no caso dos mais novos é complicado tatuar até pela questão da pele deles ainda irá crescer, e pode acontecer do desenho mudar de lugar, mas sem perder a forma. Segundo ele há relatos de tatuagens que foram feitas no tornozelo e foram parar próximas da coxa.




Os desenhos mais pedidos atualmente, segundo Tillim, são os desenhos orientais, dragões, carpas e coisas do tipo. Ele diz que gosta de tatuar qualquer desenho, independente de qual seja, diferentes de tatuadores de alguns lugares que se especializam em determinados desenhos.




Ele revela que a pele branca mesmo sendo mais sensível e vulnerável ao sol, evidencia melhor o desenho de uma tatuagem. O tempo médio para se retocar uma tatuagem pode varias dependendo dos cuidados tomados e também da regeneração da pessoa, mas o tatuador recomenda se fazer um retoque a cada seis anos.




SERVIÇO
O estúdio de tatuagem de Tillim fica na Rua Gerânio, 129, Monte Alegre. Telefone 3213-2941.




CUIDADOS APÓS A TATUAGEM
Ao término da tatuagem é colocada uma bandagem, essa bandagem deve ser retirada em média duas horas após. Esse é o período em que o sangue coagula. Ao retirar deve-se lavar e passar uma pomada que vai auxiliar na cicatrização.




Durante quinze dias após a tatuagem devem ser seguidas as seguintes precauções:
· Não tomar banho de mar, sauna, piscina;
· Não expor a tatuagem diretamente ao sol;
· Evitar alimentos gordurosos e condimentados;
· Aplicar uma camada bem fina da pomada para cicatrização no mínimo três vezes ao dia até completar a cicatrização;
· Aplicar protetor solar de fator 40 toda vez que for expor a tatuagem ao sol.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

União de todos em favor do rock



A Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R.) em parceria com Associação Cultural Clube do Rock de Salvador Bahia (ACCRBA), realizará nos dias 6, 7, 8, e 9 de novembro a primeira edição do Rock Reunion.

De acordo com Fred Sapúlia, presidente da A.R.M.C.R., o objetivo do festival é tornar pública a riqueza cultural e artística presente no cenário musical independente da região, assim como efetivar a conexão cultural entre Minas Gerais e Bahia através da apresentação e participação de produtores e ativistas culturais de ambos os Estados.

- Além de estarmos unindo as bandas e os músicos, também queremos unir todos os ativistas culturais, os grupos culturais organizados, produtores, fotógrafos, designers, jornalistas, além do público que é fiel a esta cultura e que compartilham dos mesmos objetivos – explica Fred.

INTENÇÃO

Ele explica que também tem a intenção de criar parcerias com associações culturais de outros estados, possibilitando assim uma maior interação entre bandas, músicos e o público, que é quem ganha mais.

Fred conta que a idéia de se fazer o festival surgiu do fato de que em Montes Claros existem várias ações coletivas agindo em prol da cultura do rock, porém de forma separada, cada qual organizando seus eventos. O Rock Reunion, segundo Fred é uma maneira de unir todas essas pessoas.

- O Rock Reunion que pode ser traduzido ao pé da letra como reunião do rock, nada mais é que a união não só dos músicos, como também dos grupos para a realização de um grande evento que pretende entrar para a história do cenário do rock de Montes Claros e Região e iniciando assim uma revolução cultural – revela Fred Sapúlia.

PARTICIPAÇÃO

Ele ressalta que a participação de todos, músicos, bandas, grupos, ativistas culturais e todos aqueles que apreciam este segmento cultural que é o rock, é de fundamental importância para que este tipo de ação se torne cada vez mais freqüente. Ele conta que a idéia é abrir espaço para que outras parcerias, inclusive com empresas e instituições públicas e privadas, possam ser feitas, pois como o objetivo principal é o crescimento da cena, então toda ajuda é bem vinda.

- O Rock Reunion dará visibilidade e oportunidade aos artistas que participam e também é uma maneira de mostrarmos para empresários produtores e também para toda a sociedade montes-clarense que o rock in roll já não é mais aquela cultura marginalizada e desorganizada de outros tempos. Atualmente, os shows de rock têm padrões mínimos de qualidade e de estrutura, que não seriam possíveis sem a união, o trabalho e o esforço de todos – ressalta.

BANDAS

Trinta bandas, da região e de outros estados do Brasil, se inscreveram para participar do festival. Para a seleção foi formada uma comissão com os principais ativistas culturais do segmento rock e observando os critérios de qualidade musical, foram selecionadas de maneira democrática as 18 bandas que participarão do primeiro Rock Reunion (Veja a relação das bandas selecionadas ainda nesta matéria).

Para Clayton Souza, vocalista da banda Vomer que foi selecionada, a expectativa é muito grande e revela que sua banda inclusive está preparando um show, que segundo ele será algo que nunca foi feito por uma banda aqui cidade.

- Este evento está sendo muito aguardado por nós, estamos produzindo um show diferente para a galera que for prestigiar, algo que nunca feito por uma banda aqui da cidade. Montes Claros vem sendo berço de grandes bandas de vários estilos e se houvesse um pouco mais de apoio da iniciativa privada as coisas estariam melhores, ainda é complicado conseguir patrocínio para os eventos. Mas esperamos que isso melhore com o tempo, para nós da Vomer esse é um festival muito importante. Queremos fazer um show que seja inesquecível para nós e para todos que forem, estamos ansiosos para subir ao palco do Rock Reunion – conta o vocalista que também é vocal da banda Soprones que fará sua estréia no festival.

ROCK NA CIDADE

O presidente da Associação do Rock de Montes Claros e Região se mostra muito otimista em relação a tudo que vem acontecendo em prol do rock na cidade e afirma que em breve Montes Claros será referência em organização e realização de eventos deste tipo.

- Alem da A.R.M.C.R, há vários grupos organizados e empresas privadas que acreditam no potencial artístico dos grupos musicais e dos artistas da cidade e da região. A união de todos esses grupos, tornam possível a visualização de um futuro muito promissor. Em alguns anos Montes Claros será referência nacional quando o assunto for cultura independente. A expectativa é que o Rock Reunion seja o maior evento de rock que essa cidade já viu, tanto em questão de público, como de organização e estruturação. Espero que as pessoas compareçam para poder prestigiar todo esse trabalho, que esperamos que seja o início de uma nova era do cenário roqueiro da cidade e da região – conclui Fred.

APOIO

O festival conta com o apoio do Coletivo retomada, do Instituto Geraes de Cultura Independente, Plug - Cooperativa de Cultura Independente, Associação dos Fotógrafos Profissionais de Montes Claros, dos sites Solte o Som. Bem Na Net e Riskanet, além da Produtora Stereo, do Studio Rock, Uhu Fanzine, Piratazine, do Hollywood Rock Bar, da rádio Transamérica, Jornal O NORTE, Funorte, Tocatta Instrumentos Musicais e da prefeitura municipal através da secretaria de Cultura e da Coordenadoria da Juventude.

SERVIÇO

O Rock Reunion acontecerá na casa da juventude. Para mais informações acesse o blog oficial do evento http://rockreunionmgba.blogspot.com.

BANDAS SELECIONADAS E CONFIRMADAS PARA O ROCK REUNION:

Vomer
Soprones
Ruído Jack
Furo
Gritare
Tetrex
Umeazero
Exorcista
Gory Stage
Feeble

BANDAS SELECIONADAS A CONFIRMAR PRESENÇA:

4 de Copas
Hayra
Merrow
AT4
Agressivos
Álamo
Sofia
Enigmática

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

3ª REVOLUTION

Acontece nesse sábado no Sitio Serra do Mel, a terceira edição do festival alternativo Revolution que terá a participação dos DJ’s TIAGO SENA (BH), RAONE (ARRAIAL D'AJUDA), RUDD (ARRAIAL D'AJUDA), JOTTA (MONTES CLAROS), BACCHI (MONTES CLAROS), MEY FONG (SP), ATHA e MINIMAL ATTACK (MONTES CLAROS).


O festival é foi idealizado há dois anos e é realizado pelos DJ’s Xikaw e Mey Fong. Segundo eles surgiu de uma necessidade de terem um evento representado por eles e pela produtora de eventos que eles têm, e que também queriam revolucionar a cena eletrônica em Montes Claros e por isso o nome Revolution*.


Segundo Francisco Ribeiro (DJ Xikaw), o crescimento do numero de pessoas que gosta desse estilo musical deve se a constante presença de DJ's de eletrônico no cenário dos eventos tradicionais.


- Eu já toquei, por exemplo, no camarote do Carnamontes, camarote Axé Montes, show do Engenheiros do Havaí, show do Cidade negra, além das tendas no pentaurea. Essa presença contribui bastante para a difusão da música eletrônica na cidade. – Afirma o DJ Xikaw.


Ele conta que as principais dificuldades em se promover esse tipo de evento ainda são o preconceito das pessoas e falta de patrocinadores.


A média de público nos outros dois eventos de acordo com DJ Xikaw foi de 900 pessoas e a expectativa para esse ano é de um publico superior a mil pessoas.


- Quem for na 3ª edição da Revolution irá se maravilhar, pois sem duvida será o maior evento eletrônico já realizado pela minha produtora. – Afirma o DJ.


Para o Estudante de Publicidade e propaganda Francisco Rufino da Silva Neto, o Chico Surreal, a música eletrônica já é mais bem aceita na sociedade e por isso os DJ’s já não precisam mais ficar “escondidos” como antigamente.


- A música eletrônica hoje não é mais marginal, como se dizia. É um tipo de cultura que já nasceu na cidade, e está se desenvolvendo e o público está crescendo cada vez mais. Aqui na cidade os DJ's antigamente ficavam escondidos, mas graças a efervescência das festas isso mudou. Hoje o DJ está bem mais próximo do público, ele deixou de ser um DJ e virou um artista. A procura pelo novo talvez seja o motivo que motivem as pessoas a deixarem suas casas, rodarem quilômetros de carro, gastar uma grana e ainda voltarem sujos pela terra do local, não é uma tarefa fácil, mas é compensadora. – Afirma Francisco Rufino que alem de gostar de música eletrônica também promove a festa Surreal.


O festival alternativo REVOLUTION acontece no Sitio Serra do Mel, os ingressos custam R$15,00 e podem ser adquiridos na Colcci, Br mania, Mapa de Minas e Point do Açaí. Mais informações: http://revolution2008.wordpress.com/


* Revolution em inglês significa revolução.

Família de poetas vem de São Paulo para se apresentar no Psiu Poético

A paulista Bruna Martins concluiu o 2º grau e estuda uma

possibilidade de ir fazer uma faculdade fora do país
(fotos: XU MEDEIROS)

Thadeu Martins tem 14 anos, mas apesar da
pouca idade se expressa muito bem


O Psiu Poético – Salão Nacional de Poesia – traz a Montes Claros todos os anos, várias pessoas de diferentes regiões do Estado e também do país. Poetas, músicos, artistas de todos os tipos e apreciadores da poesia comparecem ao evento. É o caso de Mavot Sirc que veio de São Paulo com seus dois filhos que também são poetas, Thadeu Martins, de 14 anos e Bruna Martins, de 19, para se apresentarem no Psiu Poético.



Ele explica que os três se apresentam juntos, o Thadeu fala uma poesia do José Paulo Paes que se chama Convite, que é brincar de poesia, ai ele chama o pai que por sua vez chama a Bruna e os três se apresentam.




FAMÍLIA
Mavot conta que estar com os filhos juntos é muito bom, e que mesmo ele não tendo forçado os dois se interessaram naturalmente pela poesia.




- É sensacional estar com meus filhos, eu nunca os forcei a fazerem isso, fazem porque gostam, às vezes fica muito caro viajar com os dois, mas vale a pena o esforço, é muito gostoso estarmos os três juntos – revela Mavot.




Ele afirma que Psiu Poético é importante para não só pra Montes Claros com também para o Brasil, pois proporciona uma interação entre poetas de vários estados, e com isso se desenvolve a poesia no País inteiro, alem de ser uma maneira de divulgar a cidade em outros lugares.




- É um evento muito importante, pois traz novas divisas, novos conhecimentos, são vários poetas de varias cidades do Norte de Minas, do Brasil e também do mundo. Isso enriquece muito a região e as pessoas. E os poetas que participam depois divulgam a cidade lá fora. É também muito importante para os poetas, foi através do Psiu que eu fui para o Paraná, fui para o Rio de Janeiro, já fui para outras cidades de Minas Gerais, o Psiu é importante para a cidade, mas é importante também para o Brasil – ressalta Mavot.




É a segunda vez que o filho de Mavot, Thadeu Martins vem prestigiar e participar do Psiu Poético, que segundo o adolescente, é um evento que alem de servir de inspiração para outras cidades, contribui para o enriquecimento cultural de Montes Claros, com a troca de experiências proporcionada por esse tipo de interação.




INSPIRAÇÃO
O jovem poeta conta que escreve poesias desde os oito anos e revela que sua inspiração vem daquilo que ele vive no dia-a-dia e que a poesia está no seu sangue.




- O poema vem muito da inspiração do que o dia-a-dia te passa, e você acaba fazendo aquilo que vem assim na sua cabeça, aqui que você vive. A poesia está no meu sangue, vem de família. Meu pai e minha irmã também são poetas e isso com certeza minha influenciou. As primeiras palavras que eu falei foram poesias – afirma com bom humor o poeta paulista Thadeu Martins.




EM SÃO PAULO
A irmã de Thadeu, Bruna Martins conta que na capital paulista existem vários espaços, desde bares até centros culturais, e explica que lá tem uma diversidade cultural muito grande, pois São Paulo é uma cidade que acolhe muita gente fora.




- Temos uma coisa super legal em São Paulo que se chama Virada Cultural. É um festival realizado em um final de semana que acontece uma vez por ano, são varias ruas onde vários tipos de cultura, de vários lugares são expostas, em uma rua toca forró, em outra toca reggae, em outra hip hop, musica eletrônica, a poesia fica em outro canto, abrange quase tudo, é a cultura de vários lugares – conta Bruna.




Na opinião de Bruna, Montes Claros está caminhando bem, pois já tem o Psiu Poético há muito tempo, e é um evento cultural que ela desconhece em São Paulo que não tem, por exemplo, um São Paulo Poético.




A paulista conta que escreve desde os dez anos de idade, meio que acompanhando o pai, e ressalta que é uma caminha que ela o pai e o irmão estão fazendo juntos, algo que segundo ela fica marcada na família.




POEMAS
Ela explica que tem o “mal” de não anotar algumas poesias, e que por conta disso acabou esquecendo algumas. Bruna diz que em suas poesias ela fala sobre tudo o que vive tudo que faz e tudo que ela vê, e ressalta que se quer escrever, por exemplo, sobre um carro ela escreve, pois a poesia para ela não tem limites.




- A poesia surge muitas vezes quando eu estou dormindo, pensando na vida, quando eu fecho o olho, paro para pensar e acabo não dormindo. E para escrever um poema você tem que sentir alguma coisa, algo tem que te chamar atenção, tem que ter sentimento ou até mesmo nenhum, às vezes também saem coisas legais quando você escreve só porque quer escrever – afirma Bruna Martins que tem 19 anos.




SERVIÇO
Mavot, Thadeu e Bruna apresentam suas poesias nesta sexta-feira a partir das 09 horas no Poesia Circular que será realizado na Escola Ciranda da Vida, no sábado também as 09h se apresentam no Poesia no Mercado que acontecerá no Mercado Central, no domingo a partir das 10 horas eles se apresentam no Poesia na Rodoviária, dentro da programação do 22º Psiu Poético que acontece até dia 12 de outubro. Além dessas apresentações eles também participam do Saral Alternativo que é realizado entre vários poetas de vários lugares diferentes.

Pequi Rock reuniu mais de 1.500 pessoas

Apresentação da banda Gritare, de Montes Claros

Foram realizados nos dias 03 e 04 de outubro, os shows do Pequi Rock 2008, que trouxe a Montes Claros várias bandas vindas de diversas partes do país.



O público foi composto por pessoas de diferentes idades e de diferentes estilos dentro de um segmento maior que é o rock. Adolescentes, jovens e adultos presenciaram shows diversificados.



O PÚBLICO

De acordo com os organizadores do evento cerca de 600 pessoas por dia, compareceram aos shows, que somados deram um total de mais de mil e quinhentos participantes durante a segunda edição do Pequi Rock.



Na sexta-feira o público pôde assistir aos shows das bandas Gritare (Montes Claros), Vômer (Montes Claros), Barabizunga (Patos de Minas), Umeazero (Montes Claros).



No sábado se apresentaram Feeble (Montes Claros), Carolina Diz (Belo Horizonte), Furo (Montes Claros), e um dos destaques da noite e do evento, a banda de Planaltina DF, Gilbertos Come Bacon que faz uma mistura sonora muito interessante entre rock, tambores, flautas, funk, reggae e muito bom humor.



Os organizadores informaram que os shows prosseguiram sem nenhum problema ou tumulto, tendo acontecido apenas um incidente entre um dos shows do sábado, mas que foi rapidamente resolvido pela equipe de seguranças contratados pela organização do evento.



O RESULTADO

Para o baterista da banda Gritare Robson Geraldo Campos Filho, o Pequi Rock foi muito bom e contribuiu para elevar e colocar de vez o nome de Montes Claros no eixo de grandes festivais.



- As bandas tanto daqui quanto de fora não deixaram a desejar em nenhum aspecto. Com excelentes shows que fizeram o público bater cabeça com cada acorde tocado. O público compareceu em peso e fez do festival uma grande confraternização. A organização conseguiu mostrar muita qualidade em todo o evento deixando o público e as bandas satisfeitas com o resultado. Esperamos ansiosos pelos próximos festivais para que possamos mostrar cada vez mais o valor do rock and roll norte mineiro. – afirma o baterista.



O acadêmico do curso de jornalismo Eurico Santos e Silva que compareceu ao festival, diz que o Pequi Rock foi muito bom, tanto na organização quanto nas bandas e conta que já está esperando pelo próximo.



- O festival demonstrou a união da galera, quando isso acontece nos chamados Coletivos, como é o Coletivo Retomada, dá para fazer acontecer algo legal e bem organizado. O Pequi Rock além de agradar ao público, foi muito importante para a cena do rock de Montes Claros. As bandas independentes puderam se apresentar para o público e, o público prestigiou algumas bandas de outras cidades e outros estados, criando assim um intercâmbio cultural e da troca de idéias. – conta o universitário.



O empresário Andrey Meoli foi um dos colaboradores do evento, e revela que o resultado foi o esperado, e que se provou mais uma vez que o apoio a eventos independentes como esse são de fundamental importância para o crescimento e o enriquecimento cultural da cidade.



- O evento foi perfeito, as bandas corresponderam e o público gostou e interagiu do início ao fim nos dois dias de shows. As bandas locais participaram com destaque, mostrando a força da música norte-mineira e da diversidade musical dos gêneros dentro do segmento rock. – Afirma Andrey Meoli um dos sócios do Studio Rock.



OBJETIVO ALCANÇADO

Os organizadores do evento contam que o festival foi bastante positivo e que o objetivo de fomentar a cultura foi atingido.



- Foi muito bom, o Pequi Rock 2008 abriu espaço para possíveis parcerias com pessoas de outras cidades e estados, também teve a integração das bandas de fora com o público e com as bandas locais e a proposta é bem essa, fomentar a cultura, atraindo as pessoas não só para os shows. Rendeu bastante coisa, e com isso a intenção é batalhar para fazer o Pequi Rock no ano que vem. – diz Lorena Bastos da coordenação do festival.


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