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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Época de eleição - Texto opinativo

IMAGEM RETIRADA DO http://www.oesteonline.pt/forum/fmessage.asp?whichpage=1&pagesize=10&fID=5238&grupo=6&gruponome=Peniche


Época de eleição; alguns candidatos novos outros já conhecidos, mas o que não muda são as promessas, as estratégias de campanha e o discursos. É sempre a mesma ladainha, “temos de dar voz ao povo”, “é chegada a hora da mudança”, “o povo no poder” e todo aquele blá blá blá.

Todos os candidatos dizem que vão fazer uma campanha limpa, mas no final das contas TODOS “apelam” e partem para as ofensas pessoais. E o povão vê tudo e acha bonito, alguns até compram a briga e “saem na porrada” uns com os outros participando sem saber desse joguinho político que é a eleição.

Sem contar que muito dos candidatos a vereador, alem de prometerem “mundos e fundos”, se utiliza do cargo ou da profissão que ocupa ou ocupava, para com isso tentar conseguir votos. E ficam falando “quando eu era isso eu fiz aquilo”, como se ele não tivesse recebido um salário para trabalhar, como se tivesse feito um favor.

Tem também os candidatos que me proporcionam por um momento a risada devido a tamanha bobagem falada ou da bizarrice do mesmo, e depois me causa muita indignação, que me desculpem os que não sabem ler, escrever e pronunciar as palavras corretamente, mas no meu modo de ver, o mínimo que um candidato a ocupar um cargo público deve saber é falar, e o que mais eu vejo são candidatos que não nem dizer a palavra numero corretamente.

Insistem em dizer “meu numuro, numro”, eu penso que para se exercer um cargo de tal importância a pessoa tem que no mínimo saber falar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

ENTREVISTA COM OSCAR NIEMEYER




[MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL O NORTE DE MINAS]

Oscar Niemeyer lança no dia 23 de setembro no Palácio das Artes, na capital mineira, a segunda edição da revista Nosso Caminho editada por ele e sua mulher Vera Lucia. A revista do renomado arquiteto brasileiro tem o objetivo de mostrar e comentar sobre arquitetura, arte e cultura, e sua idéia principal é discutir e pensar o momento brasileiro, levando aos jovens um pouco de conhecimento.

O carioca Oscar Niemeyer nasceu no dia 15 de dezembro de 1907, foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado e é considerado um dos maiores e mais influentes nomes na arquitetura moderna internacional, com projetos executados em diversas partes do mundo como a sede da ONU em Nova York, a Universidade de Ciência e Tecnologia Houari-Boumediene na Argélia, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro dentre tantas outras obras criadas por esse gênio da arquitetura mundial. Oscar projetou para Montes Claros a Capela da UNIMONTES que até hoje não saiu do papel.

Em entrevista exclusiva, Oscar falou sobre a revista, sobre a arquitetura brasileira na atualidade e a importância da conscientização dos jovens. Confira a seguir:

Samuel Fagundes: Como surgiu a idéia de criar a revista?

Oscar Niemeyer: Não é a primeira vez que fazemos uma revista de arquitetura. A primeira, a revista “Módulo”, circulou durante um bom tempo; foi interrompida somente quando a ditadura militar invadiu a editora; ela voltou a ser publicada em 1974, mantendo-se firme até 1989.

Samuel Fagundes: Qual a intenção?

Oscar Niemeyer: A arquitetura é pretexto. Na verdade, queremos levar ao jovem os conhecimentos sobre a vida, a política e este estranho mundo que devemos modificar.

Samuel Fagundes: Qual é o público alvo?

Oscar Niemeyer: É sobretudo a juventude, que precisa ler mais. Há mais de cinco anos temos aulas em nosso escritório sobre Cosmologia e Filosofia – é um exemplo.

Samuel Fagundes: O que o estudante e o profissional de arquitetura e decoração terão a oportunidade de ver na revista?

Oscar Niemeyer: Eles irão conhecer os melhores projetos que estão sendo realizados no Brasil e no exterior.

Samuel Fagundes: Quais são os profissionais envolvidos na produção da revista?

Oscar Niemeyer: A revista é editada no escritório, com o apoio de designer e revisores, tudo sendo realizado com o maior apuro, sob a minha supervisão e de minha mulher Vera. A sua produção final fica sob a responsabilidade da Editora 7 Letras.

Samuel Fagundes: Algum motivo especifico para o 1º numero ter sido lançado no Rio e em Brasília e o 2º ser lançado em Belo Horizonte?

Oscar Niemeyer: A idéia era lançar a revista no Rio. Mas pessoas de diferentes Estados onde temos obras importantes (como Minas Gerais) nos tem solicitado que seja também lançada em outros lugares.

Samuel Fagundes: Vocês têm a intenção de fazer o lançamento da revista em cidades do interior do Brasil como Montes Claros?

Oscar Niemeyer: Tudo é possível...

Samuel Fagundes: Como vocês vêem o Brasil e a arquitetura brasileira na atualidade?

Oscar Niemeyer: Hoje os arquitetos têm no concreto armado todas as possibilidades, e são muitos os arquitetos brasileiros que sabem aproveitá-las.
Com relação a nosso país, entendemos que vivemos um momento de otimismo, vendo o Presidente Lula ao lado do povo e participando deste movimento de unidade continental que vem crescendo, em defesa da América Latina.

SERVIÇO
Para saber mais sobre a nova revista do arquiteto Oscar Niemeyer acesse o site www.revistanossocaminho.com.br.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Pesquisas eleitorais - Texto opinativo




Para começo de conversa é necessário analizarmos qual a real intenção em se divulgar ostensivamente pesquisas onde supostamente o candidato A está na frente do candidato B e C.


Esse tipo de pesquisa é bastante contestável, eu mesmo nunca respondi e não conheço ninguém que tenha respondido. A impressão que se dá é que o responsável pela veiculação e divulgação da pesquisa tem o intuito de tentar induzir quem não escolheu seu candidato ou quem ainda está em duvida a votar no suposto vencedor.


Alem das divulgações de tais pesquisas ainda circulam na cidade carros com equipamento de som que soltam a seguinte frase “a população já se decidiu”. Essa insistência em dizer que “já ganhou” é uma atitude que alem de ser arrogante, pois subjuga a inteligência do povo, também passa a idéia de um certo desespero, de uma necessidade de se auto-afirmar.


Porque que ao invés de se gastar dinheiro com esse tipo de propaganda porque não falar sobre os projetos, sobre as propostas de campanha, sobre o que pretende fazer se realmente for eleito.


Os candidatos, tanto para prefeito como para vereador deveriam saber que voto não se ganha, nem se compra e muito se induz. O voto é conquistado. Não adianta fazer campanha dizendo que fulano já tem X % a mais que o beltrano, isso só engana quem não aprendeu nada nas ultimas eleições.


Dizer que tal candidato já ganhou, nada mais é que uma tentativa desesperada de conseguir votos, de tentar induzir pessoas mais ingênuas a acreditar que as eleições já estão realmente definidas o que não é verdade.


As eleições serão decididas no dia da eleição e nenhuma pesquisa irá mudar essa realidade, Só acredita nelas quem quer se enganado.

Mistura de músicos no reggae

Ras Nazareno (Seu Stylinga), Pablo Barata (Seu Stylinga), Brener Serafim (Natti Child), Edu Lemos (Maracutaia S.A) e Laisa Bastos (Dona Miúda)
FOTO: DIVULGAÇÃO

Iniciou-se nesse domingo, dia 7, de setembro, na Cachaçaria do Durães, o Projeto Cultural Reggae - Leão do Cerrado que terá apresentações de músicos de reggae com a participação de vários artistas de Montes Claros se apresentando no mais puro “Freestyle”, onde os músicos tocam independentemente de serem da mesma banda ou não, levando som de qualidade e muito ritmo ao público.

Ras Nazareno Marvin é o idealizador do projeto e conta que além de fomentar o cenário do reggae na cidade o projeto também tem seu lado social, os ingressos custam R$ 2,00 mais um quilo de alimento não perecível que será doado a instituições filantrópicas da cidade.


- Eu assistia a um jornal local e vi uma reportagem sobre uma garotada que estava afim de aprender a tocar, mas não tinha dinheiro nem para se inscrever no conservatório, e isso me tocou. A gente tem o intuito de fazer oficinas para a comunidade, no meio da rua mesmo, fazer para todos, com instrumentos de arte, convidando vários professores para ensinar . Quando terminarem essas apresentações aos domingos, vamos recolher os alimentos arrecadados e doar para uma entidade a ser definida ainda – explica o músico.


MONTES-CLARENSE
Ras Nazareno é natural de Manaus, estado do Amazonas, trabalha com reggae há 11 anos, conhece e aprecia o estilo musical há 20 anos. Há três anos trabalha também com produção musical e toca há um ano na banda montes-clarense Seu Istylinga. Ele frisa que também tem como intenção a valorização dos grupos e dos artistas e afirma que não vão ficar de “braços cruzados” esperando algum tipo de apoio, que eles mesmos, os músicos, podem fazer seus próprios eventos.


- Esse projeto foi feito também para conseguir um maior foco da cena musical do reggae na cidade, não só levantando o estilo, mas frisando também a valorização dos grupos e das bandas daqui e até mesmo do trabalho próprio de cada músico. Não queremos ter que esperar pelo apoio de empresários para poder tocar, nós próprios podemos nos unir e fazer os eventos. Estamos inclusive vendo a possibilidade de gravar uma coletânea do Leão do Cerrado para depois podermos divulgar ainda mais essa cena do reggae na cidade – conta entusiasmado o reggueiro.


OBJETIVO
Ele conta que o objetivo do projeto é levar a cultura reggae à todas as partes da cidade sem interesses capitalistas, se preocupando em difundir o estilo musical para todas as pessoas independentemente de sua idade ou classe social, apresentando novos talentos dessa tendência musical e também com programas na área de cultura e educação e com isso, contribuir para a redução da violência e para o entretenimento consciente e saudável dos jovens.


Esse tipo de iniciativa beneficia a todos, o público que ganha uma opção de lazer cultural de boa qualidade, as bandas e músicos que tem uma maior divulgação do seu trabalho e também os empresários e comerciantes que apóiam, pois esse tipo de evento gera indiretamente vários tipos de consumo, como o de bebidas e comidas, além de proporcionar uma maior exposição da marca da empresa ou comércio. É o que afirma o empresário Andrey Meoli que é proprietário de um estúdio e apóia o projeto cultural.


- Todo tipo de valorização cultural é válida. Nós como estúdio, buscamos sempre estar apoiando e valorizando toda forma de apresentação cultural musical, independentemente de estilo. Toda música tem que ser assimilada de uma forma que venha contribuir a com o bem estar de quem esta ouvindo o som. A boa música tem que ser mais difundida e mostrada principalmente na nossa cidade que é recheada de grandes talentos – conta o empresário.


ESTRÉIA
No domingo de estréia do projeto, apesar do calor intenso, um bom público compareceu e prestigiou o reggae tocado por vários músicos conhecidos da cidade como Edu Lemos da banda Maracutaia S.A. e Pablo Barata do Seu Stylinga, entre outros.


André Bahia é baixista da banda Maracutaia S.A. que também faz parte do Leão do Cerrado, ele conta que esse tipo de iniciativa serve como fonte de conhecimento musical para o público que por muitas vezes desconhece a filosofia do reggae.


- Eu acho muito bacana esse evento, que é uma idéia inovadora e eu espero que venha muita gente conhecer a filosofia do reggae, para entender o que é na verdade, não só uma bagunça musical, mas sim a idéia que o reggae quer transparecer para as pessoas. – afirma o músico.


MULTIMIDIA
Dentro das apresentações do projeto acontecerão ainda, exibições de documentários e videoclipes relacionados ao reggae, proporcionando ao público a visualização da cultura.


SERVIÇO
O Projeto Cultural Reggae – Leão do Cerrado será realizado todos os domingos durante o mês de setembro na Cachaçaria do Durães que fica na Rua Justino Câmara, nº69, Centro. O ingresso cobrado é de R$ 2,00 mais um quilo de alimento não perecível que será doado para entidades filantrópicas da cidade. O dinheiro arrecadado vai para a estruturação das bandas e do projeto. Para mais informações (38) 9164-8375.


MÚSICOS E BANDAS QUE PARTICIPAM DO LEÃO DO CERRADO
Seu Stylinga
Maracutaia S.A.
Mandala Roots
Beu Viana
Flavin Ribeiro
César Ruído Jack
Charles Brown Marques
Hebert Canela
Pedro Boi
Jamy

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Entrevista com Tino Gomes

FOTO: DIVULGAÇÃO



FOTOS: SAMUEL FAGUNDES





O cantor, compositor, músico, ator e escritor Tino Gomes lançou recentemente o seu 13º CD intitulado “Catopezera Brasilis”. Ele esteve em Montes Claros recentemente divulgando seu trabalho, e revela que o nome do disco é o mesmo de um projeto que ele tem em Belo Horizonte em que tenta manter viva essa cultura do Catope.

Em seu novo trabalho Tino faz uma mistura de vários instrumentos essencialmente brasileiros como tambores, pandeiros, bandolins, violas, cavaquinhos, dobros, afoxés, patangomes, e também guitarras e baixo elétrico. Apesar da forte influencia dos Catopes com a batida de seus tambores Tino afirma que esse não é um CD de música regional.

- Eu acho que esse disco é um disco da música popular brasileira. A minha música é feita com as raízes daqui, mas não é um disco regional. Eu não tenho essa preocupação, mas por outro lado quanto mais você é regional, mais é universal. Quanto mais você fala do seu quintal, mais você é universal. – Conta o bem humorado Tino Gomes.
RITIMOS
Ele conta que sempre gostou muito do swing e dos ritmos das musicas brasileiras e relembra que todos nós temos as influências dos tambores de Zumbi dos Palmares, que essa influencia dos Catopes é toda africana, e que no disco também tem samba com guitarras que ele se inspirou nos sambas antigos dos Novos Baianos.

- Esse trabalho tem o apoxé, a batida do shot, da embolada, e tem a parte toda do catopezera que é a batida dos tambores que eu misturo o congo com os catopes. É um disco é essencialmente brasileiro é uma volta às coisas que eu sempre fiz, do som que eu gosto de fazer, eu misturo essa pegada do rock in roll com os tambores. – Revela Tino.
O CD
O artista diz que hoje se preocupa em mostrar seu trabalho, como aquele trabalho de “formiguinha”, como outros artistas que também fazem essa mesma linha que segundo ele mesmo não é um trabalho de grande mídia, que está em todas as rádios e canais de televisão, mas é um trabalho com qualidade e identidade brasileira.

- Eu tenho consciência de que esse não é um trabalho que esta ai estourado na televisão, mas é um trabalho que tem uma sustentação, é um trabalho super honesto feito com carinho e o pessoal tem gostado demais, é um disco super bacana, tranqüilo para se ouvir em casa e tem uma pegada e um swing bacana. – Afirma Tino Gomes.
ORIGENS
Falando sobre suas origens nos Catopes, Tino relembra que desde menino sempre morou nessa região da cidade onde se batucou muito os tambores, e que apesar de tocar com instrumento de corda sempre bateu lata e sempre gostou dos Catopes e que mesmo apreciando os Marujos e Caboclinhos o que o marcou mesmo foi o toque dos tambores que é muito forte. Ele relembra que essa tradição é algo genético.

- No meu novo show são três percussionistas, no palco são oito tambores, eu sempre falo e remeto a minha terra, pois tudo que eu aprendi foi aqui. Apesar de ter rodado o mundo meu trabalho todo parte daqui. O meu avô encomendou com Godofredo Guedes em 1942 um quadro de Nossa Senhora do Rosário para minha mãe que tinha 10 anos fosse rainha dos catopes, é uma coisa genética e de certa forma, nós todos de Montes Claros, até mesmo as pessoas de fora que chegam tem um carinho enorme pelos Catopes que fazem parte das nossas raízes, e um povo sem raiz não é nada. - Relembra o músico.

Tino Gomes conta que quando começou, tocava em bailes com músicas de Jimmy Hendrix e Creendance e revela que é essa sonoridade da guitarra do rock in roll é que ele aprecia.
MÚSICA ATUAL
Quando perguntado sobre o cenário da musica brasileira na atualidade Tino diz que hoje se tem muita coisa bacana, mas que tem muita coisa sendo mal feita também e que pretende atingir o maior numero de pessoas possíveis que curtem o tipo de música que ele faz, essa musica que fala do Brasil, que tem algo mais que o “melado de água com açúcar” como ele mesmo disse se referindo a essas músicas que só falam de um amor perdido e coisas do tipo e conta que hoje já não briga mais para conseguir uma maior divulgação pelas rádios devido às alternativas existentes.

- Quando eu era mais novo eu brigava e insistia nas rádios, hoje não insisto mais, temos tantas alternativas, temos o computador, se a radio não tocar o computador toca, temos muitas maneiras de chegar à mídia. Hoje a gente toca para cinqüenta pessoas, amanhã para três mil depois para mil, depois para quinhentos. Isso não interessa, o negocio tem que ser é bem feito. – Afirma Tino.

Sobre essas novas alternativas e também sobre a pirataria, Tino fala que é uma arma que aponta para dois lados; serve como divulgação porem não traz nenhum retorno financeiro ao artista que muitas vezes gasta muito com a produção de um CD.

- È uma loucura, começou primeiro com pirataria, depois começou com isso do computador que a pessoa faz o download e tal. É uma arma poderosa de dois lados, ela pode por um lado divulgar o artista, mas por outro lado não dá o dinheiro pro mesmo, embora no meu caso se baixar o download eu não ligo, porque para mim é uma forma de entrar na mídia. Ligaram-me outro dia e falaram que as minhas músicas estavam todas disponíveis para baixar, eu nem sei quem colocou isso, mas já que ta lá deixa ela lá. Mas hoje a maioria das coisas o computador serve para divulgar. Tudo é divulgação, temos que descobrir depois como faturar com m isso. Uma vez que as grandes emissoras não tocam, então temos que correr atrás é da alternativa. Aquela coisa bem guerrilheira. – revela o cantor, compositor, músico, ator e escritor Tino Gomes.
TEATRO
Ele também esta produzindo o espetáculo de humor Tino Gomes, cantoria, poesia e uns casinhos de safadeza com a direção de Jackson Antunes, que irá estrear em outubro em Belo Horizonte e será com Tino Gomes sem banda, contando “causos” e historias.

AGENDA
O CD Catopezera Brasilis foi gravado de maneira independente por Tino Gomes e ainda não tem data para o show de lançamento em Montes Claros porque segundo o músico ainda falta a escolha de um local adequado. Ele pretende divulgar seu novo também nas praias da Bahia, pois esse tipo de som tem muito haver com o descanso e sossego. Seu próximo show será dia 13 de setembro no teatro da biblioteca publica de Belo Horizonte na praça da liberdade.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

1º Motorock: Música que une várias gerações





FOTOS RITA MOREIRA


Foi realizado no sábado dia 30 de agosto o 1º Motorock agosto pró rock, evento que reuniu diversos grupos de motociclistas de Montes Claros e região e trouxe a cidade a consagrada banda Made in Brazil.


Apesar do público não ter sido tão grande quanto o esperado, quem compareceu pode presenciar bons shows, além de apreciar e conhecer vários tipos de motos e também interagir com os motogrupos.




Para o artesão Alair José Farias, que faz parte do motogrupo Falcões do Norte da cidade de Janaúba, esse tipo de evento é muito interessante, pois dá a oportunidade aos motociclistas de conhecerem o som das bandas regionais além de proporcionar à essas bandas uma maior exposição do seu trabalho.




- A iniciativa é muito legal, uma oportunidade de mostrar as bandas da região que têm muitos talentos e que precisam de espaço – afirma Alair José que já foi baterista nos anos 80.




A interação entre amantes de motos e roqueiros foi um dos pontos fortes do evento. A cada vez que as motos entravam no gramado da Praça de Esportes, o público se empolgava, e até mesmo pessoas que não costumam freqüentar shows de rock foram e gostaram do que viram. Para a estudante Ágata, que se diz pagodeira, esse tipo de evento é muito bom e deveria acontecer com mais freqüência.




- A entrada das motos no gramado foi muito emocionante. Faltam mais eventos como esse na cidade – diz a estudante.




INTERAÇÃO
Crianças, jovens, adultos e idosos interagiram em perfeita harmonia. Para a inspetora da guarda municipal, Maria Inês Rodrigues o público do rock é muito tranqüilo, se fosse em um bairro mais afastado talvez poderia ter algum tumulto, mas como é em uma área mais central está tudo na paz. O Carnamontes, por exemplo, tem confusão desde a entrada.




Apesar do público não ser dos maiores, quem estava ali, literalmente levantou poeira e teve a oportunidade de assistir bandas tradicionais e também de conhecer novos talentos montesclarenses.




Wagner Pereira, mais conhecido como Wagner Black toca rock na cidade a mais de 12 anos. Ele conta que essa interação entre bandas e motociclistas é muito boa e que as pessoas deveriam valorizar mais esse tipo de iniciativa.




- Esse tipo de evento é muito bom, o público deveria prestigiar mais. O Made in Brazil é como o rock, vai e volta, ele nunca morre, é para sempre – afirma o músico.




Para Filipe Flavio, vocalista da banda Capitão Turco que se apresentou no evento, apesar dos shows e do evento terem sido muito bons, o público tem que valorizar mais as bandas que tocam músicas próprias. Segundo ele quando uma banda toca vários covers o público se anima mais do que quando tocam músicas próprias.




VALORIZAÇÃO
- Foi um show muito bacana, mas a galera daqui tem que aprender a valorizar mais as músicas próprias. Quando uma banda vem e toca “milhares” de covers a galera agita e levanta poeira, quando a gente toca músicas próprias, só olha não agita muito - desabafa o vocalista.




A vinda da banda Made in Brazil a Montes Claros pela primeira vez trouxe fãs de todas as partes do Norte de Minas que se surpreenderam quando o show foi anunciado. É o que conta Fabrício Lopes que veio de Januária só para poder ver a apresentação da banda paulista.




- È a realização de um sonho ver a Made in Brazil tocar. Nunca imaginei que eles fossem tocar aqui em Montes Claros – conta animado o fã.




APRESENTAÇÃO
O esperado show começou por volta da meia noite e o público teve a oportunidade de ver uma das bandas pioneiras no rock Brasileiro. Em entrevista exclusiva concedida ao jornal a O NORTE, o baixista e vocalista da banda Oswaldo Vecchione Jr. conta que quando eles começaram era muito mais difícil de ser ter uma banda de rock no Brasil por falta de equipamento e lugares para tocar e afirma que a Made in Brazil ajudou a formar o cenário do rock brasileiro.




- Nós éramos uma banda de moleques, eu e meu irmão mais uns amigos de escola. A gente era empolgado, gostava de rock queria ter uma banda. Mas para se começar hoje em dia se tem uma dificuldade, já começar em 67 a dificuldade era muito maior, faltavam equipamentos e lugares para tocar. Começamos a formar um publico de rock na capital de São Paulo, fomos pioneiros em muitas coisas e ajudamos a desbravar e a formar um publico – conta.




Ele fala que na atualidade os grandes produtores culturais preferem investir em eventos que têm um retorno financeiro garantido como os de axé e que esse tipo de iniciativa de trazer uma banda consagrada como a Made in Brazil à Montes Claros é de grande importância para o rock. Revela ainda que esperavam um público maior, mas que o importante é está na estrada conhecendo novos lugares e novas pessoas.




GERAÇÃO
Falando sobre as bandas de rock no Brasil atualmente, Oswaldo afirma que hoje o que se vê muito são bandas de pop rock que se propõem a fazer um som mais comercial para ganhar dinheiro e que as bandas deveriam tocar menos cover e mais músicas próprias.




- Se você tirar o Marcelo Nova, o Made in Brazil e a banda Velhas Virgens vai sobrar quem fazendo rock no Brasil? Muita gente faz pop rock, mas rock de verdade mesmo eu só conheço esses que eu citei, o resto faz um outro tipo de rock para ganhar dinheiro o pessoal infelizmente está se vendendo.




A banda teve um auge nos anos 70 com os quatro primeiros discos ficando conhecida nacionalmente. Antes a banda só era conhecida na capital de São Paulo. Oswaldo conta que o momento que a banda vive é muito bom e que até novembro devem lançar o CD “Rock de Verdade” que vai comemorar 40 anos do Made in Brazil.




- Eu curto o momento de agora pelos músicos que eu tenho na banda, A gente toca músicas antigas, mas tentamos mostrar coisas novas, mostrar que a banda esta viva, que está na estrada e produzindo. Estamos finalizando as gravações do CD “Rock de Verdade” que comemora os 40 anos da banda. Em outubro ou até o começo de novembro devemos soltá-lo. Esperamos poder voltar à cidade e apresentar esse novo trabalho – finaliza.




SERVIÇO
Para conhecer mais sobre os dinossauros do rock da Made in Brazil acesse www.bandamadeinbrazil.com.br.


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